então foi assim:
ficamos no tal golf resort chic até 3 da tarde na sexta-feira e daí decidimos ir num lugar "cheio de água" na fronteira da carolina do norte com a virgínia. mas antes fomos em raleigh, uma cidadezinha sem graça alguma. mas paramos no centro da cidade pra tomar um café e achamos esse "raleigh street paint festival":


fotos: BellaBim's
de lá pegamos o rumo da fronteira e de repente estávamos numa estrada estreita e escura que deu até medo. sabe aqueles postos de gasolina que a gente vê nos filmes, assim bem esqusito, escuro, deserto, e que sempre alguém assalta ou mata alguém? pois sim, vi vários deles. uia! hehehe


foto1: Joe Noah; foto2
em um desses postos, alguém nos indiciou uma cidade na beira de um lago que teria hoteis "legais". seguimos numa estrada que nem esses postos tinha, era um breu só.
depois de alguns bons minutos de silêncio total entre eu e o paul, do tipo: "será que estamos indo na direção certa? que direção?", enfim chegamos em clarksville, já umas nove e tanto da noite. só nos restava dormir o sono dos justos e assim fizemos.
sábado: tomamos café da manhã no hotel com o mapa na mesa pra decidir onde iríamos dali em diante. a idéia era ir pra williamsburg, mas pegamos o rumo de virginia beach.

chegamos no meio da tarde e fomos caminhar nessa longa "beira mar". a cada 100m tem bicicletas pra alugar, de todo modelo que imaginar: pra uma pessoa, pra duas, pra quatro, etc. pensamos em pedalar mas caiu uma chuva bem na hora e o jeito foi sentar e beber uma cerveja.
quando o paul sugere ir à alguma praia, ou eu fico calada ou não digo nada hahaha. não é por nada não, mas pra quem nasceu e viveu longos anos no nordeste do brasil, é osso gostar das praias daqui. mas pra ser bem honesta essa praia ai de cima não é das piores naum. pelo menos voce "entra" sem pagar. em agumas praias em new jersey além de ter que pagar, eu vi a coisa mais absurda por lá: um espaço "cercado" para fumantes. bom, deixemos as arengas pra lá.
[parêntese: vou ali catar mais umas fotos pra ilustrar os próximos passos e volto em breve tá?]

saímos de virginia beach no final da tarde com o plano de dormir em williamsburg [cidade histórica do início da colonização pelos ingleses] e assim foi, mas antes fomos até yorktown, vilarejo também histórico dessa mesma época:

cidadezinha na beira de um rio, bem bonitinha, arrumadinha, linda armadilha pra turista, que os americanos sabem fazer bem direitinho.
[parêntese2: quem não tem casa é sem-teto, e quem não tem mais câmera é sem-imagem? ho ho ho num é mole uma pessoa "sem-imagem" fazer post relatando viagem. inté já.]
quando saímos de yorktown, já quase no pôr do sol (atualmente o sol tá se pondo perto das 7), pegamos uma estrada super bonita chamada "colonial parkway" que liga williamsburg, yorktown e jamestown. a intenção era de ir à jamestown, sentar à beira da água e tomar um vinho por lá. a ignorância nos pegou: jamestown é tipo um parque, sítio arqueológico, não tem mais nada de cidade e estava fechado quando chegamos. mas o visual da estrada pagou o mico da falta de informação.

voltamos e entramos em williamsburg, que é uma armadilha pra turista ainda maior e melhor. tem umas 3 quadras, só para pedestres, cheia de lojas e restaurantes e cafés e tudo mais.


comemos, bebemos o tal do vinho e fomos dormir em um hotel de beira de estrada. no dia seguinte fomos visitar a "williamsburg colonial", que é o lugarejo restaurado e preservado, com pessoas vestidas com roupas da época, etc. o paul adoraaaa esses lugares e quase não consigo arrancar ele de lá. voltamos na "merchants square" pra tomar um café e fomos à jamestown. aí é que o paul gosta mesmo, porque o lugar é cheio de placas e ele não passa por uma sem ler. já aprendi, e pra não ficar enchendo o saco dele e ele o meu, pego meu rumo e ele o dele. mas de repente estava eu lá parada, lendo uma das placas sobre pocahontas.

eu não vi o filme nem lembro de ter lido sobre ela, mas taí que eu gotei da história (e lendas) dessa indiazinha danada. se alguém quiser saber sobre ela, achei esse link interessante.
tá bom né? já chega, até porque daí pra frente foi muita estrada, com belas e não-tão-belas paisagens, até chegar em annapolis, com o contador marcando 1054 milhas (multiplique por 1.4 que vai dar uma ruma de quilômetros)!! tem que gostar muito de estrada, e a gente gosta. tou até o talo de história americana[*], mas foi muito bom para nós :o)
[*] no caminho de volta o paul dizia que eu já estava pronta pra fazer o teste pra cidadania americana. quando chegamos em casa, encontrei na caixa do correio uma carta da imigração dizendo que o pedido de residência permamente tinha sido aprovado. iuruu. foram 3 anos desde que mandamos a primeira papelada. com 6 meses tive o passaporte carimbado e depois em menos de 2 meses estava com o green card provisório na mão. agora tenho que ir pessoalmente no escritório em baltimore, e eles vão carimbar o passaporte novamente, e em breve devo receber o cartão permanente. assim fico livre de complicações e burocracias por 10 anos. iuruuu.