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  04.03.08- Viva melhor!

(autor desconhecido - se você souber o autor, por gentileza me escreva)

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Na atualidade, segundo a orientação do Organização Mundial da Saúde, entidade criada pela ONU para definir e elevar no mundo os padrões de qualidade deste campo, a saúde é delineada como um "estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade".

Ainda que indo bastante além da antiga e simplista noção de "ausência de doença", a definição acima não encerra em si tudo o que procuramos para esta base tão elementar de nossas vidas.

Então, o que é necessário além do bem-estar físico, mental, social e a ausência de doenças, para que estejamos plenamente satisfeitos em termos de saúde? O que é necessário para viver melhor e mais?

Pensando em abordagem integral à saúde, e nos aventurando numa reflexão e uma estimativa sobre o que denotaria sermos saudáveis ou não, iremos adiante nesta conceituação, ultrapassando-a e nos questionando acerca do que é uma vida de qualidade.

Para a maioria de nós, não excetuando aí os técnicos da área, a saúde seria puramente uma ausência de sintomas físicos / emocionais. Assim, sem um problema diagnosticado seríamos enquadrados como saudáveis, ainda que neste momento estivéssemos mal. É bastante comum hoje em dia (como também deveria ser no passado), encontrarmos pessoas que não se sentem bem de forma plena e que mesmo depois de consultas e exames, concluem que estão saudáveis, mesmo persistindo a sensação de mal estar.

No ocidente, a noção dualista cartesiana de que a saúde e a doença são opostos incondicionais cerceia as possibilidades de meios-termos que nos colocaria mais próximos da nossa eventual sensação de que "hoje não estou muito bem", o que em si não quer dizer que estejamos doentes, mas também diz que não estamos inteiramente saudáveis.

Neste sentido, a noção oriental de opostos complementares, como "Tao" (princípio de oposição complementar das energias Yin e Yang transformando-se em uno), satisfaria de modo mais complet0o a nossa sensação intuitiva de bem-estar como sendo uma orientação dos nosso organismos, sem nos decretar a saúde a partir de medições exclusivamente racionais, sem considerar os fatores intuitivos e as sensações, e por vezes, excluindo o fator humano da nossa condição humana. Saúde e doença são processos contínuos de transformação, ou seja, o organismo como um todo tende sempre a estabelecer harmonia e saúde relativas.

Do senso comum, dos ensinamentos de nossas mães, avós, bisavós e desde muito antes, na realidade, do desenvolvimento das civilizações é que vêm as noções mais básicas e ainda completamente válidas e essenciais às nossas vidas: lave bem as mãos antes das refeições, guarde o lixo em recipientes fechados, beba somente água filtrada ou fervida, não tome banho em água suspeita, ande sempre calçado, mantenha a casa sempre limpa, limpe o vaso sanitário diariamente, não deixe animais domésticos 'se aliviarem' dentro de casa, não permita que caia restos de comida no sistema de esgoto, lave bem os alimentos antes de comê-los, mantenha sempre limpos o seu corpo e o ambiente em que vive, não jogue papel e outros objetos no sanitário. Ainda hoje, com toda tecnologia, nenhum dos conselhos acima perdeu sua validade, aliás, parece que a cada dia mais estas orientações ancestrais ganham em importância. O que nos mostra não uma falha das ciências, mas sim uma sabedoria preciosa capaz de nos trazer até aqui passando por milhares de anos sem todo aparato científico, e que deve ser considerada amplamente no entendimento das necessidades do ser humano. Não somos simplesmente o objeto doente ou saudável em estudo, mas sim quem se integra e determina a relação de bem-estar indivisível como um todo. Desta forma, podemos pensar que a saúde é uma interação dinâmica entre o indivíduo e o ambiente, permitindo uma adaptação, movimento e desenvolvimento.

Saúde tem a ver com o modo como nos relacionamos com nós mesmos e nosso meio ambiente, e nos tornamos tão saudáveis quanto nos adequamos aos fatores físicos, mentais e sociais, mas não sem estresse, ou pelo menos com o mínimo necessário a ação.

Diferindo o negativo do positivo, se é que isso é possível... O estresse negativo poderia ser definido como o conjunto de respostas físicas e mentais a uma incapacidade de distinguir entre o real e as experiências pessoais com respostas físicas e mentais não adaptadas. Já o estresse positivo é aquele que nos põe em prontidão, vívidos e aptos a respostas coerentes e eficientes.

Tendo as mais variadas causas possíveis como dor, mágoa, luz forte, som altos, nascimentos, morte, guerras, reuniões, casamentos, divórcios, mudanças, doenças crônicas, desemprego, dívidas, provas, tráfego, prazos, violência, conflito, decepção, comidas não-saudáveis, fumo, insônia... Só podemos lidar bem com este fator, que pode tanto agregar eficiência em nossas vidas como também diminuir nossa saúde, aprendendo a lidar com as situações. O planejamento é um dos melhores meios de evitar o estresse, ao organizar-se, as pequenas surpresas desagradáveis são minimizadas, e também reservar um tempo livre para descanso e relaxamento. No trabalho, quando possível, buscar a descontração e tornar o ambiente menos maçante, colocando uma planta na mesa, fotos de pessoas queridas, uma música suave ao fundo, e quando tudo estiver muito acelerado, procure reservar um tempo para descansar, nem que sejam só os cinco minutos do cafezinho. Ao sair do trabalho é importante pensar em outras coisas, aliviar a cabaça e deixar para o dia seguinte o restante das tarefas. E nos casos mais graves, procurar ajuda profissional é uma solução.

Para se alcançar um estado de bem-estar mais completo e duradouro é necessário que se viva onde se está. Isto parece óbvio até sem muito sentido quando dito desta forma desconexa. Mas paremos para pensar sobre isto um instante. Seus pensamentos estão sempre onde seu corpo está atuando? Se você respondeu sim, considere-se um privilegiado, pois a maioria de nós ou vive ansiosamente tentando antecipar os acontecimentos vindouros, ou revirando mentalmente o passado. Outra vez parece incorreta a afirmação, mas vamos refletir um pouco sobre isto. Sozinho no seu caminho para o trabalho, você pensa no que terá por fazer ao longo do dia, da semana, até do mês, ou observa o caminho, o tráfego, ouve uma música, o que se passa ao seu redor? Muitos dos nossos esquecimentos, falhas, e problemas de um modo geral são originados na nossa ausência do presente. E isto também se aplica a nossa saúde. Sempre que deixamos de almoçar para terminar mais rapidamente uma tarefa, não praticando nenhuma atividade esportiva por falta de tempo, quando não observamos os pequenos detalhes que compõem a beleza de se estar vivo, aí sim que perdemos qualidade de vida. E declaramos solenemente ao médico: não sei como isso foi acontecer!

[Imagem: grande garça, winter park, lilia lima]

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  13.02.08- A felicidade existe sempre e em qualquer lugar

Cristina Cairo

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A felicidade existe sempre e em qualquer lugar.
É como as árvores frutíferas que estão em toda parte. É só colher a fruta desejada.
Temos infinitos motivos para nos alegrarmos e gozarmos a vida,
mas estamos sempre procurando ansiosamente obter o que ainda não aprendemos a conquistar.
Só quando compreendermos que ”tempo” não existe é que saberemos esperar com alegria o que desejamos,
pois a ansiedade acontece quando achamos que o tempo passará tão rapidamente que não conseguiremos realizar nossos sonhos,
ou que a velhice chegará sem que tenhamos conquistado a felicidade almejada.
A cada minuto da vida adquirimos mais sabedoria para utilizarmos em nossa jornada eterna.
Não desperdice suas energias com pensamentos negativos e mal-informados,
pois nossa evolução deve preservar nossa juventude.
Saiba que o que destrói o corpo físico é a crença na derrota,
são os pensamentos de tristeza, de ódio, de ciúme, inveja e mágoa e não o tempo.

(trecho do livro "Linguagem do Corpo", Cristina Cairo)
Imagem: ibis e colhereiros americanos, lilia lima

Posted by Lilia at 02:23 PM|Comments (0)
 
  14.07.07- O corpo é o espelho da mente

Anna Paula Buchalla

ocorpoeoespelhodamente_pointreybeach_350.jpg [A medicina se rende a práticas antes consideradas alternativas.
Está provado que meditação, ioga e técnicas de relaxamento previnem e ajudam a curar doenças. Ou seja, a medicina preventiva agora prescreve não só dieta e ginástica, como também o cultivo das emoções e dos pensamentos positivos.]

Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo, cantava Walter Franco nos anos 70, no que era uma síntese do modo de vida hippie. Hoje, esses versos caberiam num relatório médico. Pesquisas recentes dão respaldo científico a uma crença que, divulgada no Ocidente pelo pessoal do paz-e-amor, está na base de filosofias orientais milenares – a de que uma mente apaziguada ajuda a prevenir doenças, acelera a recuperação física e até cura. O contrário também se revelou verdadeiro. Pensamentos e sentimentos negativos contribuem para o surgimento de moléstias e atrapalham o restabelecimento de um doente. Rancor, hostilidade, ressentimento e angústia podem estar na origem de distúrbios cardíacos, hipertensão, depressão, ansiedade, insônia, enxaqueca e infertilidade. Além disso, o peso dos sentimentos ruins debilita o sistema imunológico, fazendo com que o organismo se torne um alvo fácil de infecções, alergias e doenças auto-imunes, como a artrite reumatóide. A partir dessa constatação, os pesquisadores resolveram examinar a fundo métodos de aprimoramento mental que, há pouco mais de duas décadas, vinham embalados numa aura de puro misticismo. Ioga, meditação e relaxamento viraram objeto de inúmeros estudos a respeito de sua eficácia terapêutica. As conclusões, até o momento, são bastante positivas. "Depois de analisarmos com rigor o alcance dessas técnicas, passamos a utilizar tais métodos como linha auxiliar de alguns tratamentos" , diz o psicólogo José Roberto Leite, coordenador da unidade de medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo.

Um dos maiores investigadores do poder da mente sobre a saúde é o cardiologista americano Herbert Benson, da Universidade Harvard, autor do livro Medicina Espiritual (veja quadro). Pesquisas conduzidas por ele mostram que, em média, 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas, caso as pessoas usassem sua capacidade mental para combater naturalmente tensões que são causadoras de problemas físicos. A meditação, demonstra Benson, figura entre as maneiras mais efetivas de fortalecer a mente. Meditar, no caso, não significa pensar detidamente sobre um determinado assunto ou aspecto da vida. Quer dizer justamente o contrário: não pensar em nada durante uma certa parte do dia. É dessa forma, esvaziando a mente das atribulações cotidianas, que os monges budistas tentam atingir o nirvana – aquele estado de absoluta suspensão do ego através do qual se consegue escapar das aflições que costumam tumultuar o cérebro da maioria das pessoas, prejudicando sua saúde. Para os seguidores de Buda, esse é o supra-sumo do conhecimento e da felicidade.
É evidente que não se pretende que uma pessoa comum, que só teve contato com Buda por referências vagas, chegue ao nirvana ou algo que o valha. Mas, ainda que os limites da meditação sejam estreitos para quem está longe de ser um lama tibetano, eles são suficientes para fazer diferença. Num de seus estudos, Benson acompanhou durante cinco anos pacientes que aprenderam a meditar, para tentar controlar doenças coronárias crônicas e outros problemas. Ele notou que os que meditavam de maneira disciplinada, todos os dias, tiveram taxas de recuperação superiores às do grupo de doentes que não levavam a sério a prescrição. O médico americano também verificou que, graças à técnica, metade dos homens com baixo número de espermatozóides por efeito de stress havia melhorado sua produção. Outro dado impressionante é que quase 50% das mulheres com infertilidade associada a dificuldades psicológicas conseguiram engravidar.

Não há nada de transcendental nisso. Usando imagens de ressonância magnética funcional, associadas a um aparelho de eletroencefalograma , uma equipe da Universidade de Wisconsin-Madison comprovou que a meditação produz efeitos concretos no cérebro. Nesse estudo, os pacientes foram divididos em dois grupos: o primeiro praticou-a uma hora por dia, seis dias por semana, ao longo de dois meses. O segundo não meditou. A atividade no cérebro das pessoas de cada grupo foi medida e comparada. Os dados mostraram que, entre os que meditavam, houve um aumento na ativação do córtex pré-frontal esquerdo, a área que concentra as emoções positivas. Os pesquisadores também testaram se o pessoal da meditação teve a função imunológica melhorada. Para chegar a uma resposta, os integrantes de ambos os grupos tomaram vacina contra gripe. De quatro a oito semanas depois da administração da vacina, os participantes do estudo fizeram exames de sangue para medir o nível de anticorpos que produziram contra a vacina. No grupo da meditação, houve um aumento mais significativo. A equipe de Wisconsin agora está usando um novo equipamento de diagnóstico por imagem, o DTI, para saber como a técnica é capaz de agir especificamente sobre determinados circuitos cerebrais.

Os resultados obtidos pelas pesquisas serviram como chancela para que a meditação entrasse para o cardápio dos serviços ambulatoriais e hospitalares. No Columbia Presbyterian Medical Center, um dos maiores hospitais de Nova York, ela é oferecida aos pacientes como terapia complementar, para reduzir a dor e a ansiedade antes de cirurgias cardíacas. Para facilitar o processo, o hospital vende aos interessados uma fita de noventa minutos em que, sobre suave fundo de música new age, uma voz macia convida o ouvinte a evocar um lugar em que ele se sinta feliz. O menu do Columbia Presbyterian inclui, ainda, ioga e massagem. No Brasil, também há hospitais que lançam mão da meditação. Um deles é o Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. Há três anos e meio, a instituição incluiu a meditação em terapias pré e pós-cirúrgicas e no tratamento de hipertensos e de pacientes com quadros de dor crônica. Hoje, 300 pessoas por mês utilizam o serviço. No hospital da Universidade Federal de São Paulo, a meditação é indicada para quem sofre de fibromialgia e dores lombares persistentes, assim como para pacientes com quadros fóbicos e transtornos obsessivo-compulsivos. "Está em estudo a possibilidade de estender a meditação aos nossos pacientes internados", diz o psicólogo José Roberto Leite.

A ioga, uma prática de origem indiana vinculada a um sistema filosófico-religioso , começou a ser praticada nos países ocidentais no final da década de 60. No início, era coisa de gente que buscava no esoterismo oriental uma forma de escapar ao materialismo capitalista. Aquela história de sociedade alternativa e por aí vai, como deve lembrar o leitor que já passou dos 40 anos. Depois, a ioga foi relegada a um certo ostracismo, de onde ressurgiu na década de 90 como uma forma de ginástica para pessoas que, integradíssimas ao materialismo capitalista, queriam apenas tonificar e alongar os músculos. Hoje, o que ocorre é o inverso do que se dava há trinta anos: muitos que escolheram praticar ioga como exercício físico vêm descobrindo que se trata de uma ótima forma de aprimorar-se mentalmente. Calcula-se que haja no Brasil 5 milhões de iogues. De duas a três vezes por semana, eles se torcem e retorcem, sentam-se na posição de lótus, controlam a respiração e, ao final das sessões, entoam mantras (a repetição em voz alta de palavras ou sons que ajudam o sujeito a meditar), antes de se despedir com um sonoro Namastê, saudação que significa "o que há de divino em mim reverencia o que há de divino em você". Bonito, não? Pois é, tudo isso dá uma calma danada, dizem os praticantes. A ioga disseminou-se de tal forma que, nos Estados Unidos, ela é aconselhada até para bebês. Segundo a psicóloga DeAnsin Parker, autora de um recente livro sobre o assunto, bebês que são colocados por suas mães em determinadas posições de ioga têm estimulados os sistemas circulatório e digestivo. Ah, sim, eles acabam dormindo melhor também.

Foi a demanda pela prática indiana que despertou nos pesquisadores o interesse em checar quais são exatamente os benefícios que a ioga traz. Descobriram que ela ajuda a diminuir o ritmo cardíaco, a regular o funcionamento do sistema respiratório, a reduzir a pressão sanguínea e os níveis de colesterol. Isso porque seus exercícios físico-mentais ativam a parte do sistema nervoso responsável pelo relaxamento. Ou seja, fazem um bem enorme para o coração e, não menos importante, para o que se convencionou chamar de alma – ansiosos e deprimidos encontram alívio em seus sintomas. Para não falar daquele efeito mais visível que é o de melhorar a postura, minorando as dores causadas por desvios de coluna. Os pesquisadores verificaram que a ioga pode ser de grande valia no tratamento de mulheres na pós-menopausa. Ao auxiliar no equilíbrio da produção hormonal, diminui as alterações de humor tão típicas dessa fase da vida. Comprovou-se, por fim, que a ioga faz uma espécie de massagem no sistema linfático, responsável pelo transporte das células de defesa do corpo e pela limpeza dos dejetos produzidos pela atividade celular e outras impurezas. Com isso, fortalece o sistema imunológico e mantém o interior do organismo livre de agentes patogênicos.

Métodos como o tai chi chuan, de origem chinesa, e o relaxamento profundo também ganham adeptos entre aqueles que acreditam que, para ter saúde, é preciso ter uma boa cabeça. O tai chi chuan, que é basicamente uma seqüência de movimentos realizados lenta e suavemente, trabalha com a concentração, o equilíbrio e a coordenação motora. É indicado especialmente para quem tem mais de 60 anos, já que não força as articulações. Entre as diversas técnicas de relaxamento, a que mais agrada aos médicos é a que foi desenvolvida na década de 30 por Edmund Jacobson, um fisiologista de Harvard. Ela abrange cerca de trinta grupos musculares e utiliza principalmente a respiração. Quando inspiram, seus praticantes tensionam os músculos. Ao expirar, eles os relaxam. Essa alternância faz com que o cérebro produza mais serotonina, o neurotransmissor que propicia a sensação de bem-estar. Um estudo realizado pelo psicólogo Luiz Paulo Marques, no Hospital das Clínicas de São Paulo, avaliou os efeitos desse tipo de relaxamento sobre mulheres vítimas de fibromialgia, um tipo de dor crônica muito associado a disfunções psíquicas. Os resultados foram surpreendentemente bons: as participantes relataram uma melhora da ordem de quase 90%.

O célebre provérbio "mens sana in corpore sano" (mente sã em corpo são), creditado ao poeta latino Juvenal, do início da era cristã, resumia limpidamente uma convicção dos médicos da Antiguidade – a de que havia uma estreita ligação entre pensamentos e emoções e saúde orgânica. Tal noção perdeu força no Ocidente no século XVII, com o surgimento do racionalismo exacerbado, que separou a mente do corpo. O que os médicos atuais fazem é recuperar essa antiga percepção. Pouca gente sabe que a frase inteira de Juvenal é, na verdade, "deve-se rezar para ter mente sã em corpo são". Esse detalhe ganha relevância porque os cientistas se mostram agora muito interessados em saber qual é o impacto da fé na atividade mental. Um dos mais famosos estudos sobre o assunto é de autoria do radiologista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia. Ele demonstrou que o transe religioso interfere no funcionamento de certas estruturas cerebrais. Para chegar a essa conclusão, Newberg monitorou, através de tomografias computadorizadas e uso de contraste, o momento exato em que monges budistas e freiras católicas mostravam estar em contato com o que consideravam uma esfera divina – eles, por intermédio da mais profunda meditação; elas, por meio de fervorosas orações. O pesquisador notou uma desativação quase total da área do cérebro responsável pelo senso de orientação. Isso resulta na sensação prazerosa de que se está desligando do corpo físico. O desligamento cerebral captado por Newberg é a prova material do que mais próximo existe do nirvana budista, do qual já se falou, e dos êxtases de que a literatura católica é repleta.

Do ponto de vista médico, uma das grandes vantagens das técnicas que trabalham a mente é que não há contra-indicação. "Mas é importante deixar claro que nenhum especialista sério minimizaria a importância dos remédios", diz o cardiologista Herbert Benson. Segundo ele, a longevidade e o bem-estar das pessoas estão baseados num tripé: remédios (não há substituto para a penicilina, por exemplo), cirurgias (a única saída para uma grande quantidade de problemas) e os cuidados pessoais (que incluem exercícios para o corpo e para a mente). Ou seja, a medicina preventiva agora prescreve não só dieta e ginástica, como também o cultivo das emoções e dos pensamentos positivos.

Fonte: Cibernética Mental
Imagem: foto Lilia Lima

Posted by Lilia at 03:21 PM|Comments (0)
 
  20.04.07- O que é a doença?

Mauro Kwitko

oqueedoenca_dawnpark_japanesegarden_230.jpg Muito se tem falado hoje em dia sobre a origem real das doenças físicas, ou melhor dito, as manifestações patológicas que surgem no nosso corpo físico. Alguns médicos da Medicina tradicional ainda relutam em aceitar e integrar ao seu cotidiano novas maneiras de pensar a doença, movidos por um receio difícil de entender e, teimosamente, preferem deixar isso completamente de lado, ou a cargo dos psicólogos e psiquiatras. Mas outros já estão abrindo-se para a Medicina do futuro e estão estendendo seus raciocínios para a integração Espírito-mente-corpo, a união das várias maneiras de ajudar um doente.

Mas, embora mesmo entre os leigos já se acredite na origem ou, pelo menos, na grande influência do nosso jeito de ser em nossas doenças físicas, poucas pessoas entendem como isso acontece. E os raciocínios simplistas são de que o nervosismo tem relação com a gastrite, os problemas afetivos com o infarto do miocárdio, etc. Mas de que modo o nosso jeito de ser, os nossos pensamentos e sentimentos, a nossa maneira de viver a vida podem provocar doenças físicas? A Física Quântica já provou que a matéria é apenas uma condensação de energia, ou seja, energia vibrando numa certa freqüência que possibilita ao olho humano visualizá-la, o que implica dizer que a diferença entre algo visível e algo invisível é apenas a sua freqüência vibratória, e então nós vemos o que é "visível" e não vemos o que é "invisível". Tudo resume-se à capacidade de percepção do olho humano e, claro, ao desenvolvimento da percepção visual de cada um, dai existirem os videntes, que vêm o “invisível".

Mesmo sendo de amplo conhecimento que matéria é uma condensação energética, a maioria das pessoas tem enorme dificuldade de integrar o conhecimento de que nós somos um mecanismo energético, com diversas estruturas interagindo entre si, vórtices (chakras), canais, cores, enfim, uma circulação “invisível” em incrível movimentação, em constante modificação. Conhecendo esses corpos e os vórtices, os quais tentam manter uma regulação energética entre si e, principalmente, entendendo as repercussões de problemas em sua estrutura ao nível do corpo denso, pode-se começar a assimilar realmente o que significam as "doenças" que surgem nesse corpo visível. É tudo uma questão de "limpeza" ou de "sujeira" a nível energético e de circulação rápida ou lenta, livre ou bloqueada, nos corpos mental e emocional e a sua repercussão no duplo etérico, e daí para o corpo físico.

É como a diferença entre um curso de água que flui livre, rapidamente e sem bloqueios, de um outro que flui lentamente, com bloqueios e dificuldades de escoamento. É mais ou menos assim que acontece a nível energético em nossos corpos. Quando a Energia flui livremente, quando não há toxinas e impurezas que lhe obstaculizam o fluxo, ou pelo menos, quando a circulação energética não tem bloqueios importantes, o ser humano encontra-se num estado que deveria ser o normal e usual para todos, mas isso é bastante raro. A maioria de nós possui essas toxinas, impurezas, obstáculos e bloqueios importantes em sua circulação energética, mas de onde vêm? Dos nossos pensamentos e sentimentos, quer tenham se originado nessa encarnação, quer tenham vindo integrados a esses corpos das nossas outras encarnações. E o que eles provocam? Uma diminuição da velocidade de fluxo da circulação energética, uma dificuldade de escoamento, zonas de difícil passagem, áreas de acúmulo energético. E onde? Nas partes do corpo que possuem uma sintonia com os pensamentos e sentimentos prejudiciais, dai a relação com locais e órgãos do corpo físico, como o coração, o fígado, os rins, o estômago, as articulações, as mãos, os pés, etc...

Os nossos pensamentos e sentimentos, as nossas características de personalidade e o nosso modo de viver são os causadores das “doenças físicas". E então é óbvio que os tratamentos tradicionais endereçados apenas ao corpo físico, seus órgãos e partes, não podem ter uma ação realmente curativa, e é o que se observa na prática médica tradicional, ortodoxa.
Sendo as doenças provocadas originalmente em nossos pensamentos e sentimentos, a verdadeira cura tem que se endereçar a esses efeitos primários e isso pode ser feito de várias maneiras: os tratamentos psicológicos, tradicionais ou mais modernos, a utilização de estímulos energéticos endereçados a essas estruturas também energéticas, como a Homeopatia, a Terapia Floral, o Reiki, etc.

A doença deve ser vista como a conseqüência de um equívoco, de um erro, e apenas a correção deste equívoco pode propiciar a verdadeira cura. Esse erro, na maior parte das vezes, vem de uma falta de sintonia da nossa personalidade encarnada com a nossa Essência, ou seja, os raciocínios, modo de sentir e de agir, enquanto aqui encarnados, não têm uma concordância com o nosso bem supremo. Essas "infrações" repercutem energeticamente nos corpos sutis e daí repercutem no corpo físico. A cura real, íntima, vem da retificação dessas questões patogênicas e isso pode ser atingido por um trabalho profundo de autoconhecimento, de interiorização, e um aprofundamento nas questões espirituais.

Se a doença vem da raiva e atinge, por exemplo, o fígado, a vesícula biliar ou o cérebro, a cura da raiva pode ocasionar a cura da repercussão física, mas, principalmente, curar o corpo emocional e o corpo mental e isso é o mais importante, pois são esses corpos que permanecerão conosco depois do desencarne e ao reencarnarmos novamente. Isso é uma verdadeira cura, enquanto que uma “cura" dos órgãos afetados ou uma extirpação cirúrgica é um modo caridoso de tratar, mas paliativo. Nunca devemos nos esquecer que o único corpo descartável que possuímos é o corpo físico, que deve ser bem tratado e cuidado, mas não pode constituir-se no enfoque principal dos métodos de cura. Os corpos que permanecerão conosco devem merecer a nossa atenção, no meu modo de ver, até mais do que o corpo visível.
Se a doença vem da mágoa, do ressentimento, da tristeza, dos medos, da falta de confiança, do orgulho, da vaidade, etc., é isso que deve ser curado. Dependendo da expectativa do profissional de cura, o enfoque visará "curar" apenas o corpo físico ou os corpos mais sutis com repercussão no físico.

Os terapeutas espiritualistas, médicos ou não, não devem perder de vista o objetivo da encarnação que é a auto-evolução, e que a grande causa da doença da humanidade encarnada é esquecer que está aqui de passagem, em busca da melhoria de certas características que ainda necessitam do confronto com as situações da vida encarnada para a sua exteriorização. E então viver-se como se realmente tivéssemos nascido (a chegada) e fôssemos morrer (a saída), sem saber que a nossa maneira de pensar e de sentir já são nossas faz muito tempo, de antes de aqui chegarmos, e que quando são negativas e prejudiciais estão nos revelando claramente o que descemos para curar, faz com que a personalidade encarnada viva quase de uma maneira ilusória, apegada à superficialidade das coisas, interessada mais em aspectos fúteis e vazios, temporários e sem importância, quando deveria endereçar sua atenção e seu foco existencial ao verdadeiro objetivo de sua breve estadia nesse plano terreno: a correção de suas imperfeições.
Esse erro de enfoque faz com que geralmente o que viemos para curar, a raiva, a tristeza, a mágoa, o egoísmo, etc., permaneça em nossos corpos emocional e mental, e pior, muitas vezes até amplificado por novos erros e enganos.

A doença do ser humano é a mesma doença da humanidade, a falta da verdadeira visão sobre suas questões profundas e transcendentais. E, a par dos enormes benefícios da Medicina alopática, ela tem um aspecto muito prejudicial, a nível consciencial, que é alienar o doente de seus processos patológicos, transformando-o numa vítima da doença e não um participante ativo de todo o processo. Não é uma questão de culpa por sua doença e, sim, de responsabilidade. O doente revela-se em sua doença, ele e a sua doença são a mesma coisa. Por isso a cura das doenças do Homem virá junto com a cura da distorcida visão da humanidade, em relação a essas questões. A seu tempo, em alguns séculos, isso irá se formatando e teremos um dia um novo Homem encarnado sobre a Terra, construindo um mundo de amor, de paz e de progresso, trazendo consigo a verdadeira justiça, a fraternidade e a igualdade. Nesse dia, as doenças físicas serão raras, pois estarão praticamente curadas num nível sutil, o dos pensamentos e dos sentimentos.

Fonte: Somos Todos Um
[Imagem: foto lilia lima]

Posted by Lilia at 12:38 PM|Comments (0)
 
  02.02.07- A Doença como Forma de Alcançar a Perfeição

doencaalcancarperfeicao_mauriceesteve.jpg A doença humana manifesta-se através dos sintomas.
Sintomas, portanto, são partes da sombra da nossa consciência que se precipitaram na forma física.
Qualquer princípio não vivido na consciência insiste no seu direito à vida, manifestando-se através dos sintomas físicos.
Com estes sintomas somos forçados a conviver constantemente de modo a concretizar coisas que não pretendíamos realizar por opção da nossa consciência, mas que nos são impostas pelo nosso espírito.
É assim que os sintomas compensam qualquer tentativa da consciência que espelha a realidade do espírito, em não buscar a plenitude na unidade perfeita.
Este estado de unidade plena é considerado o verdadeiro equilíbrio que o espírito busca, porém dificilmente interpretado pela nossa consciência desacostumada com o estado uno da perfeição a ser alcançada pela evolução.
A tendência e a necessidade da polaridade persistem até a abertura total da consciência com a conseqüente compreensão e aceitação da unidade no espírito.
O sintoma, a doença, é a busca daquilo que o espírito sente falta na consciência.
Por isso cada sintoma tem seu significado e interpretação específica no desequilíbrio de cada ser humano.
A doença nos torna mais honestos porque revela o outro lado da nossa consciência, que busca no sintoma a dualidade para o nosso espírito poder equilibrar-se.
Apresentando os dois lados, o da consciência e o do sintoma, podemos contemplar exata e honestamente como espiritualmente somos.
A cura só é possível na medida em que nos conscientizamos e nos integramos dos aspectos que ainda se apresentam ocultos de nós mesmos, formando a nossa sombra.
Assim que descobrimos o que nos faz falta espiritualmente, o sintoma (doença) torna-se supérfluo.
O objetivo da cura é a unicidade e a totalidade do espírito.
O ser humano é perfeito quando enfim descobre seu verdadeiro Eu, o seu grau evolutivo espiritual e se torna uno com tudo o que existe, como toda a criação de Deus.
A doença força o ser humano a permanecer na trilha rumo à unidade, e por isso: - " A Doença é um Caminho para a Perfeição".
Quando pregamos a unicidade e a totalidade do ser, estamos estimulando o homem a evoluir espiritualmente, caminho que naturalmente leva a Deus, e isso se faz através da reformulação moral, da aquisição de novas interpretações da vida, da existência, dos problemas, do destino e da dor.
Portando, as melhorias que promovemos em nosso caráter humano, nos equilibra espiritualmente, conduz nosso espírito à unidade, à totalidade, à plenitude, à perfeição e à Deus.
Assim entendemos perfeitamente o objetivo de Jesus Cristo em seu divino ensinamento sobre o amor, a fé, o perdão e a caridade.
Conduzir nosso espírito a Deus através da superação, da reformulação, da unidade e manutenção do estado de elevação do caráter humano, mesmo que temporariamente, enquanto estamos encarnados, mas que lenta e gradativamente transformam e elevam nosso espírito a outras dimensões com características afinadas com a regeneração.
Quando dói nosso corpo entendemos que o espírito, através da consciência, está a reclamar sua parte do todo, da unidade que a natureza universal, divina e plena conspira incessantemente para buscar.
Se o sintoma, a doença, é a expressão da imperfeição que vai no espírito, a cura é o equilíbrio conquistado através da sua superação.
O espírito sendo a unidade matriz dos demais corpos, físico e etéreos, é natural que todos os corpos criados tenham sua característica básica estampada, tanto intrínseca quanto ostensivamente.
Toda manifestação física, moral, emocional, energética, social, cultural e comportamental do homem, está ligada à característica de seu espírito, inclusive a dor que tanto tememos e da qual tanto fugimos.
O espírito (matriz) tem a necessidade do complemento, da unidade, da expansão evolutiva, influindo nos demais corpos etéreos que constituem o ser, vindo até a parte mais densa destes corpos, ou seja, o físico.
Quando esta sutil influência chega ao corpo físico, já não é mais sentida como impulso nem como simples tendência, mas sim como necessidades: doenças!
Este é o princípio da Psicossomatização.
O espírito busca a evolução através da reformulação dos seus valores essenciais.
Os corpos somáticos intermediários constituintes do ser, interpretam a carência e os excessos como uma necessidade do espírito de atingir a unidade perfeita.
A consciência, que é o consenso destes corpos, identifica o método a ser utilizado na ação de reformulação progressiva e o corpo físico, através dos sintomas (doenças), o executa.
Se a doença nos faz tanto mal, como costumamos interpretar, basta preparar-nos para podermos interceptar as ordens da matriz (espírito) antes que cheguem em nosso corpo físico.
Se mais espiritual, consciente, elevado no caráter, tranqüilo, seguro, afetuoso e menos apegado às coisas da terra, de ordem material e humana como a avareza, a luxúria, os vícios, o orgulho, as paixões, os medos, as culpas e a necessidade constante de sermos heróis, conseguiríamos melhor interpretar as derivações do nosso espírito, sem precisar de tantos recados indiretos, geralmente por via muito pouco conhecida: - a consciência !
Daí sim, poderíamos sentir menos dor!

fonte: A Doença Como Caminho de Cura
Humbertho Oliveira, Mauricio Tatar, Susana Hertelendy e Vania Didier - Trabalho apresentado no II Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia, em 28 de abril de 1996, em Salvador, Bahia, Brasil

[Imagem: Maurice Esteve ]

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  30.09.06- CONSCIÊNCIA E CURA

Mani Álvarez

curaeconsciencia_sunsetquietwaterpark_lilia.jpg O que teria a ver Consciência com Cura? Somos prevenidos e pagamos nossos planos de saúde; quando estamos doentes vamos a um médico ou tomamos um remédio; e se a coisa piora buscamos um tratamento alternativo ou uma cura espiritual. Onde entra a Consciência?

De um modo geral, a cura ainda é vista como uma intervenção externa e não como um processo de autocorreção interno. Muitas vezes nos flagramos defendendo uma teoria holística maravilhosa, mas correndo atrás de um “bom” especialista ou de um diagnóstico “confiável” nos momentos de crise, mesmo sem fé no velho paradigma que sustenta tudo isso.

Se a Consciência é a grande sacada deste milênio, porque temos tanta dificuldade em integrar este conceito em nossa vida prática? Porque hesitamos tanto em reconhecer que possuímos um poder fantástico dentro de nós e que já é tempo de aprender a utilizá-lo? Atribuímos o poder de curar ao psicoterapeuta, ao médico, aos remédios, ao curandeiro, à benzedeira, aos espíritos, aos gurus, mas não nos damos conta de que somos nós que autorizamos a nossa própria cura, venha ela de onde vier. Quando o paciente não quer se curar, não adianta qualquer método ou intervenção terapêutica. Isto significa que existe uma instância de autoconsciência que diz sim ou não, seja à cura, seja à doença.

Sobre esse potencial que todos nós possuímos, disse certa vez o médico espiritualista Albert Schweitzer: “Cada paciente leva seu próprio médico dentro de si. Este paciente nos procura sem saber dessa verdade. O melhor que fazemos é dar ao médico que reside dentro de cada paciente a chance de trabalhar”.

Esse “médico interno” é a Consciência. Colocá-lo para trabalhar é tirar o ego do comando e entregar tudo àquela instância misteriosa que alguns chamam de Providência Divina, outros de inconsciente e outros ainda de “cura quântica”. Nomes diferentes para uma só realidade. Mas, em qualquer um dos casos, é muito difícil essa entrega. Ela exige de nós nada menos do que uma mudança radical de visão.

Quando o “movimento” Transpessoal se expandiu para além dos muros universitários americanos, na década de 70, seu método incorporou o conhecimento de antigas tradições orientais e, ao mesmo tempo, encontrou respaldo teórico nas modernas descobertas da física quântica. E aquilo que os místicos de todos os tempos diziam a respeito da união com Deus, os neurocientistas confirmavam falando sobre a integração entre os dois hemisférios cerebrais, sobre o “salto quântico” do pensamento, sobre o caminho hormonal das emoções, etc. Na confluência das duas linguagens, a Transpessoal teve o mérito de sistematizar vivências que poderiam facilitar o difícil percurso que vai da consciência pessoal e individual a uma instância muito mais abrangente e totalizante, que vai além da pessoa, do indivíduo, do ego.

E o que tudo isso tem a ver com Cura? Tudo! Pois, o maior problema que encontramos para colocar em ação a Consciência curadora que somos é justamente o obstáculo representado pela “pequena’ consciência do ego com o qual nos identificamos, e que “pensa” que não sabe, que não pode, que não é capaz, que é perigoso, que o outro é que sabe, que pode dar errado, e por aí vai...

Nosso trabalho é ir conduzindo essa “pequena” consciência a um questionamento de seus padrões autolimitantes, mudando o enfoque narcisista da imagem de seu ego, trazendo outras realidades muito mais gratificantes à percepção de si mesmo até o momento mágico do Oh! Existe algo maior em mim! Eu não sou só isso! Eu sou muito mais do que isso! Eu posso! Eu quero! Eu Sou!

Mas, percebam que em todos esses momentos o Eu que se manifesta é um Eu maior, o Eu Divino. Nesse domínio predominam valores maiores como a compaixão, a tolerância, a equanimidade, a solidariedade, o amor, a beleza, a gratidão, a saúde. Este é um momento de emergência da Consciência (com C maiúsculo). É nítida a diferença da realidade definida pelo nosso “pequeno” eu: egoísmo, intolerância, rivalidade, competitividade, inveja, medo, rancor, sofrimento. A sensação é ou de absoluta impotência ou de absoluta onipotência. Ambas irreais.

Talvez agora fique mais clara a relação que faço entre Consciência e Cura. Entendo que a verdadeira Cura é a emergência da Consciência em nós. Quando Ela nos toma, passamos para uma outra dimensão. Somos curados de nós mesmos.

fonte: somos todos um

[Imagem: Lilia, "sunset quiet water park"]

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  Como me separei do cigarro

Flávio Gikovate

comomesepareidocigarro_jamesrandklev_georgianoaks.bmp Quando escrevi Cigarro, um Adeus Possível, fazia uns três meses que tinha parado de fumar. Estava orgulhoso. Estava deprimido. De vez em quando, me atacava aquela vontade lancinante de acender um cigarro. Não pela dependência física, que em poucos dias se resolveu. A dependência dolorosa do cigarro acontece porque ele toca em fatos de enorme densidade psicológica. Isso explica porque pessoas inteligentes, determinadas, metódicas e disciplinadas não conseguem deixar de fumar. Por trás dessa incapacidade está um tema profundo: o desamparo da condição humana.

O desamparo se manifesta, desde a primeira infância, na boca. Eu, por exemplo, sempre chupei balinha, mesmo quando fumava. Há uma quantidade imensa de pessoas "viciadas" em chiclete. Chiclete só não vira vício de verdade porque não tem substâncias químicas que causem dependência física. Chiclete e bala aliviam a inquietação oral que nos acompanha a vida inteira. É através da boca que, desde pequenos, procuramos uma sensação de aconchego. Começamos sugando o seio. Em seguida vem o primeiro vício, a chupeta. Sai a teta, entra uma borracha. Sai a borracha, começamos a chupar o dedo ou a roer as unhas.

Sou contra o cigarro porque faz mal à saúde. Não tenho nada contra chupeta, chiclete ou bala - maneiras de atenuar o desamparo, sensação de que nenhum ser humano está livre.

Compreendendo a profundidade dessa questão, não subestimando o tamanho da dificuldade, montando uma estratégia lenta e progressiva, calma e ponderada é que, um dia, o viciado pode largar o maldito cilindrinho. Quando tentei parar de fumar faz uns 10 anos, sofri muito. Ainda não estava maduro. Desta vez, estava mais preparado. Tinha entendido melhor o motivo da intromissão do cigarro na vida da gente, me sentia mais seguro, um pouco tocado com a noção que os americanos introduziram de que o fumante é um cidadão de segunda classe, e incomodadíssimo com a dependência. Achei que teria condições de não substituir o cigarro, sobretudo por comida. Porque na última tentativa engordei barbaramente. Mas desta vez parei, fiz exercícios, não engordei nada.

Há uns dias, um amigo esqueceu um maço de Marlboro em casa. Essa era uma das marcas famosas na minha adolescência. Fumar cigarro americano, ser um pouco Humphrey Bogart. Aquele rótulo vermelho bateu em mim, me deu uma nostalgia funda de certo charme, de me imaginar num bar conversando, fumando, bebendo... Nem sei se tudo isso tem charme, mas foi o que nos ensinaram. É essa atmosfera que conta. Não é o pulmão da gente que anseia pela fumacinha.

Cigarro prende porque a gente se sente especial quando fuma - pelo menos no começo - e porque ele vira um companheiro, passa a fazer parte da identidade da gente. Um cigarro na mão ajuda a abordar uma moça numa festa. Para dar um telefonema difícil, certas pessoas acendem um cigarro. É por isso que o caminho para um controle progressivo sobre o vício consiste em quebrar esses hábitos.

Anos depois, as pessoas me perguntam como me sinto. Mais ou menos como um gordo que emagreceu. O gordo acha que, quando emagrecer, a vida vai lhe sorrir para sempre, que todos seus problemas estarão resolvidos. Aí, ele descobre que a vida continua tão complicada como antes, só que agora ele é magro.

Tenho os mesmos problemas que quando fumava. A vida é difícil, as incertezas são dolorosas, o desamparo é uma realidade inegável. Continuo frustradíssimo por não ser o Humphrey Bogart. Sou, agora, um desamparado consciente de que aquela vontade de fumar nascia da tentativa desesperada de procurar aconchego em alguma coisa. Rodar o dia inteiro em torno de cigarros que aplaquem minha vontade de fumar não me distrai mais. A vontade de fumar criava uma ansiedade que servia para mascarar essa outra ansiedade profunda e autêntica, comum a todo ser humano.

A vantagem é que posso peitar as questões intrincadas da condição humana sem confundi-las com vontade de fumar. Estou muito satisfeito com essa vitória difícil contra a dependência. O antigo orgulho de sentir-me "diferente" com um cigarro na mão, que me levou ao vício, transformou-se no orgulho de não fumar. Gosto muito mais de mim assim.

Para quem pensa seriamente em largar o cigarro, aqui vai o resumo de sete sugestões, algumas inspiradas nos Passos dos Alcoólicos Anônimos:

1- Prepare-se. A batalha é árdua
Parar de fumar é uma vitória tão extraordinária quanto uma medalha de ouro em uma Olimpíada. Preparar-se implica entrar em contato com as mesmas sensações de desamparo que nos levaram a refugiar-nos no cigarro. É preciso entendê-las em profundidade, para não cair em projetos imediatistas: uma mudança desse porte exige tempo.

2- Assuma: você é viciado
Admitir um vício não é propriamente um fortificante para a auto-imagem de ninguém. Não admiti-lo, porém, minimiza o problema e para o viciado não há meio termo. Ele só se livra da droga suprimindo-a por completo. Em tempo: muitas pessoas "normais" e "socialmente equilibradas" tornam-se dependentes do cigarro e continuam sendo seres humanos dignos. Pense nisso se admitir sua dependência o deixar deprimido.

3- Invista na saúde
Pessoas preocupadas com a saúde e a aparência desenvolvem aversão a tudo quanto as prejudica nesse sentido. Exercícios, dieta adequada, têm a ver com a busca de uma vida longa e de boa qualidade. Essa maneira de ser implica um constante esforço de construção e fortalece a auto-estima. Aí estão dois ótimos alicerces para os sacrifícios necessários ao seu projeto.

4- Altere hábitos ligados ao cigarro
Em outras palavras, crie seus próprios obstáculos ao ato de fumar. Não fume mais à noite, antes do café ou depois das refeições. Este item é o mais difícil e também o mais importante e pode ser combinado com o item acima. Exemplo: deixe de fumar no período em que pratica exercícios. Uma vantagem adicional será que o prazer (físico e psíquico) do exercício diminuirá sua vontade de fumar. Quebrar hábitos mostra como é forte e doída a vontade de fumar, ou seja, dá a verdadeira dimensão do desafio. Mas também vai trazendo à tona sua capacidade de agir contra a dependência.

- Desenvolva um fascínio pela independência
Atente para o quanto é humilhante a situação do viciado. Quanto mais se fuma, maior a vontade. Fuma-se apenas para afogar a dor de não fumar, sem maiores prazeres adicionais, já que, pelo menos do ponto de vista físico, as sensações não existem ou são desagradáveis. Tomar consciência dessas limitações gera a tendência inversa: cresce a vontade de entrar para o universo das pessoas livres e independentes.

6- Pare somente no momento oportuno
A sensação interior de que está pronto para a empreitada deve casar-se com as condições objetivas para que dê certo. Quando achar que é hora, parar ao mesmo tempo que alguém de sua família ou um colega de trabalho, ajuda. Qualquer truque - como aproveitar uma gripe - vale, sobretudo nos primeiros dias. Melhor ainda se, uma vez ultrapassado o pior, você se conceder uns 15 dias de férias fazendo exercícios e em companhia agradável.

7- Tenha em mente que a experiência é sofrida
Mesmo depois de cumprir as etapas anteriores, um vício é uma ligação tão profunda que romper com ele desperta todo tipo de dores e questionamentos. Mas como não há dor que dure para sempre, em pouco tempo a alegria da vitória estará amenizando a tristeza da perda.

fonte: somos todos um

[Imagem: James Randklev, "Georgian Oaks"]

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  Boa saúde: primeiro passo é perceber o organismo

Alex Botsaris

boasaude_sophia_jamesdinverno.jpg Todo dia recebo inúmeros e-mails me pedindo conselhos para uma infinidade de problemas. A maior parte das pessoas quer uma indicação médica para resolver seus problemas de saúde, coisa que não posso fazer por não ser ético nem correto em termos de responsabilidade profissional e conduta médica. Entretanto o que me chama a atenção nessas pessoas é que a maioria deseja solução para problemas cuja causa está em seus hábitos de vida, na sua rotina diária, que elas mesmas criaram.

Por outro lado, em meu consultório, vejo que uma das maiores dificuldades que os pacientes possuem, é para mudar seus hábitos de vida, livrando-se dos costumes que fazem mal à saúde. Tenho a impressão que isso é devido a uma dificuldade crescente das pessoas de perceberem a si mesmas, identificando suas necessidades e também aquilo que lhes faz mal a saúde.

Com a urbanização da sociedade, e em especial após a evolução tecnológica, as pessoas foram se acostumando a ter acesso aos bens de uso diário em lojas e foram se afastando cada vez mais da natureza. Cada vez mais produtos industrializados foram sendo usados na alimentação no lugar de alimentos naturais. A informação via mídia eletrônica está substituindo a experiência direta com a natureza. Crianças, por exemplo, estão, cada vez mais, tomando contato com animais e a vida selvagem na televisão e no computador.
Com a urbanização e o uso maciço de mídia eletrônica, as pessoas estão perdendo a capacidade de desenvolver seus instintos. Da mesma forma que perderam sua percepção da natureza (como o que pode fazer mal ou bem numa floresta), estão experimentando uma perda da capacidade de se autoperceber. Assim cada vez mais se acostumam com hábitos criados no ambiente urbano (como fumar ou usar drogas) que embotam os sentidos e apagam as percepções do próprio corpo.

Não sou o único a ter essa visão dos problemas de saúde atuais. O Dr Fernando Bignardi, professor de medicina na UNIFESP, escreve que um dos primeiros passos do processo psicoterapêutico é incentivar o paciente a fazer conexão com sua própria essência, ou seja aprender a escutar seu próprio organismo. Ele entende que muitos problemas de ansiedade e insatisfação, vêm da incapacidade das pessoas de saberem exatamente o que querem. A esse processo de escutar a si mesmo, ele chama de 'autoconexão'.

Estudo feitos no Canadá, revelaram que pessoas que têm hábito de leitura e evitam excesso de mídia eletrônica, têm melhores padrões de saúde, em atendimento primário à saúde, que aqueles viciados em televisão e jogos de computador. Em geral o primeiro grupo gosta de sair mais à rua e entrar em contato direto com as pessoas e as coisas. É possível que isso revele uma maior capacidade de percepção de si mesmo, nessas pessoas.

No Brasil um estudo com idosos revelou que pacientes que possuem mais capacidade de avaliar sua situação clínica e se cuidar, possuem melhor qualidade de vida que aqueles que não têm essa capacidade. Estudos revelaram ainda que, quanto maior a capacidade das pessoas de expressarem seu afeto, seja por si mesmas ou pelos outros, corresponde a uma menor incidência de doenças do coração câncer e diabetes.

Por isso, se você quer mesmo cuidar da sua saúde, comece por tentar escutar o seu próprio organismo e olhar em volta e buscar entender que desequilíbrios podem estar afetando negativamente a sua saúde. Não adianta procurar um médico, seja ele quem for, se não há disposição de mudar seus hábitos de vida que são nocivos. E isso depende fundamentalmente de identificar quais são esses hábitos.

Parar um pouco, ir para um local quieto e agradável e tentar sentir o que se passa em seu próprio organismo, são os primeiros passos nessa jornada. É bom reservar alguns momentos durante o dia para esses mementos consigo mesmo. Outro ponto é descobrir seus pontos fracos. Quase todo mundo sabe quais são. Não custa cuidar especialmente das fraquezas, não é verdade?

Bem sei que não basta identificar os problemas e desejar resolvê-los. Muitas pessoas conseguem chegar até esse ponto, mas não têm informação e força de vontade para galgar um novo patamar de qualidade de vida. Ai nesse momento que entra o médico. É ele que possui o conhecimento que vai permitir dar os próximos passos.

Por isso, não adianta ser qualquer um. É preciso escolher um profissional especial e qualificado, e que o paciente acredite em sua competência, mesmo que seja necessário esperar numa fila ou pagar uma consulta particular.

fonte: Vya Estelar
[imagem: James Dinverno, "Sophia"]

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  20.09.05- Gratidão traz saúde emocional e bem-estar

Emilce Shrividya

gratidaotrazsaude-Peticov-Gratitude.jpg A gratidão é uma virtude que precisa ser cultivada e desenvolvida continuamente. Precisa se tornar um hábito diário. Muitas vezes não nos lembramos de agradecer e apenas reclamamos.

Em vez de se lastimar mude essa atitude de vítima para uma atitude positiva, agradecendo desde que abre os olhos de manhã até a hora de dormir. Ao fazer isso você abre seu coração, abre seu entendimento para descobrir quantas bênçãos pequenas e grandes você recebe a cada dia. Desse modo você passa a perceber as bênçãos "invisíveis" que nem tinha notado. Passa a sentir como foi protegido, amparado, ajudado tantas e tantas vezes.

O sentimento de gratidão nos liberta da preocupação e nos acalma. Ao agradecer nosso coração descansa, nossa mente se aquieta, relaxamos mais, dormimos melhor e ficamos livres de tantas tensões da vida moderna.

A gratidão cura as doenças psicossomáticas e crônicas. Cura as dores da alma como a depressão, a tristeza, a solidão, melancolia, a baixa-estima, insônia e ansiedade.

Lembre-se sempre de demonstrar sua sincera gratidão a todos que o ajudam. Expressar gratidão é uma força poderosa; é um atributo natural da mente voltada para a prosperidade.

Ao desenvolver esse hábito de agradecer você aciona a energia curativa do universo e muda as circunstâncias e o ambiente ao seu redor.

É importante recordar-se de agradecer. Existem maneiras concretas de nos ajudar a lembrar de agradecer, como escrever bilhetinhos e espalhá-los onde possamos ler para lembrar de agradecer ou escrever um diário contemplando as graças recebidas.

E mentalmente, repita, várias vezes ao dia: Obrigado, obrigado, obrigado Deus. Experimente isto e sinta como você fica mais calmo, completo e feliz.

Sinta também como a prática da meditação e o relaxamento naturalmente tornam o coração agradecido, porque purificam os padrões mentais, limpam a mente das emoções e sentimentos negativos que lhe impediam de sentir gratidão.

Torne-se sensível às belezas da natureza. Desperte sua percepção para observar mais a beleza do mar, das montanhas, da vegetação, das flores, frutos e árvores, dos rios e cachoeiras. Deleite-se com o canto dos pássaros. Sinta carinho e respeito pelos animais. Agradeça a Deus pelo seu universo tão pleno de maravilhas.

Sinta um agradecimento profundo pelo nosso planeta, nossa querida Terra, que tudo nos dá sem nada pedir em troca. Faça isso de maneira concreta, cuidando do meio ambiente à sua volta, ajudando a não poluir, preservando a natureza, reciclando o lixo.

É necessária muita conscientização sobre como cuidar e respeitar o nosso planeta. Se cada um de nós fizer a sua parte, por menor que seja, estaremos cumprimos nosso dharma (espécie de missão do bem), nosso dever e ajudando nossa amada Mãe Terra.

Quando nos despertamos interiormente para o sentimento tão nobre da gratidão, começamos a sentir gratidão por tudo, pelo ar que respiramos, por estarmos andando, vendo, ouvindo, falando e pelo simples fato de estarmos vivos.

Passamos a dar mais valor a vida e a essa oportunidade, essa dádiva de ter nascido na Terra para aprender e evoluir espiritualmente. Ao compreender isso, nos libertamos do sentimento de revolta, da não-aceitação.

Os mestres sábios nos ensinam a agradecer tanto as coisas boas como as coisas ruins, compreendendo que tudo acontece para melhor e que tudo segue um plano divino. Deus quer que extraiamos lições das dificuldades que são como esmeris nos purificando e desenvolvendo as virtudes em nosso interior.

Em vez de só reclamar e se focar nos defeitos e faltas, podemos ver o lado positivo. Quando não somos gratos, não somos capazes de sentir felicidade, porque ficamos focados no que não tivemos, no que não temos e achamos que nunca temos o suficiente.

Através do conhecimento e da prática da filosofia do yoga rompemos a união com a dor, ficamos livres da ignorância e do sofrimento. Aprendemos o caminho que vai nos libertando da dor dos desejos, da ansiedade, dos apegos e aversões, da raiva, da irritação e descontentamento.

Ao conquistar a virtude de ter um coração agradecido, você respeita a todos e ao mesmo tempo não perde seu discernimento. É o antídoto para o orgulho.

Através da gratidão você sintoniza com mais bênçãos divinas e atrai a boa sorte.
Gurumayi uma vez disse: "Quando nos tornamos gratos, recebemos mais. Quando expressamos nossa gratidão, recebemos ainda mais. Esta a lei da natureza".

Cultive a gratidão. Sintonize com as vibrações puras de Deus através do agradecimento profundo e sincero e muitos de seus problemas e carmas são diminuídos e você recebe mais e mais graças divinas.

Vivencie isto agora. Feche os olhos. Respire tranqüilamente. Deixe que o ar entre e saia naturalmente.
E conte suas bênçãos. Lembre-se de tanto que há para agradecer.
Agradeça a Deus, a fonte divina de onde recebemos tudo.
Agradeça a vida.
Agradeça ao seu corpo e sua mente.
Agradeça a seus pais, filhos, parentes, amigos, a todas as pessoas e acontecimentos.
Lembre-se de todas as coisas boas de sua vida.
Permita que a gratidão dissolva seu cansaço, tristeza e karmas.
Permita que seu coração se torne suave e doce através da gratidão e experimente entusiasmo e tranqüilidade. Om Shantih. Fique em paz.

Notas bibliográficas:
Chidvilasananda, Gurumayi- Entusiasmo- Ed. Siddha Yoga Dham Brasil.
Fonte: Vya Estelar
[Imagem: Peticov, "Gratitude"]

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  23.07.05- Beleza interior

Médicos e psicólogos apelam à ciência para tentar entender a relação entre corpo, mente e doenças
Giovana Girardi (free-lance para a Folha)

belezainterior-toulouse-lautrec-maymilton.bmp Em seus 84 anos de vida, Maria José Vasconcelos mal se lembra das poucas vezes em que ficou doente. O mérito pela boa saúde ela entrega a Deus, mas suspeita de que a forma como encara o mundo deve ajudar. "Estou sempre assim, rindo, feliz. Comigo não tem tempo ruim", diz, entre uma gargalhada e outra. "Acho que por isso também estou sempre saudável."

Essa filosofia de vida, dona Cotinha -como é conhecida pelos amigos da periferia de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde mora- transmite às pessoas que atende como benzedeira. Para ela, a melhor bênção é aprender a encarar as di- ficuldades do mundo com serenidade: "Ficar choramingando não adianta nada". Encarada com algum grau de ceticismo, a receita de vida saudável de dona Cotinha desandaria em algo próximo da crendice ou do misticismo -não fosse a ciência ter enfiado a colher nesse caldo.

"Há pouco tempo deparávamos com situações clínicas que não compreendíamos, como pacientes obtendo resultados fantásticos apenas por acreditarem firmemente que iriam melhorar. Hoje compreendemos que existe uma interação clara entre as células do sistema imunológico e o cérebro, e que o estado de humor interfere em tudo isso", afirma José Roberto Leite, professor da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e um dos pioneiros no estudo da relação mente-corpo no Brasil.

Estresse, ansiedade e depressão já receberam seus certificados de vilões da vida moderna. No lado oposto na escala do humor, a felicidade ocupa agora o posto de mistério a ser desvendado.

Uma série de estudos recentes associa otimismo, esperança, bom humor e fé a uma melhor resposta do sistema imunológico a diversas doenças, que vão de uma simples gripe a câncer e Aids. Pesquisadores têm posto à prova práticas que até então viam com maus olhos, como meditação e relaxamento.

"Se me perguntassem há alguns anos, eu diria que meditação era uma besteira, mas pus o preconceito de lado e fui testar. Hoje posso dizer que ela tem eficácia", afirma Leite, que liderou uma das pesquisas na área.

Ele submeteu 33 voluntários, selecionados após divulgação em jornais, a práticas de meditação e técnicas respiratórias de relaxamento por três meses. Ao final do estudo, constatou a diminuição dos níveis de ansiedade, depressão e da pressão arterial. "Hoje eu defendo que o comportamento e as emoções deveriam ser a preocupação central da medicina."

A premissa que dá a partida a todas essas pesquisas não diz respeito só à modalidade escolhida para encontrar equilíbrio, e sim à forma como a pessoa interpreta uma determinada situação. É isso quedeterminaria sua reação fisiológica. Indivíduos diferentes podem passar pelos mesmos traumas, mas alguns desenvolverão problemas psicológicos e de saúde e outros não. Assim como o estresse crônico pode debilitar o sistema imunológico, pressupõe-se que, ao reagir a situações estressantes de um modo mais equilibrado, é possível impedir tais efeitos maléficos.

"A partir do momento em que uma doença é causada ou agravada pelo estresse, a resposta de relaxamento pode ser considerada um tratamento efetivo", explica ao Equilíbrio Herbert Benson, diretor do Mind and Body Medical Institute, departamento da Escola Médica da Universidade Harvard.

Um grupo da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, nos EUA, constatou que pessoas felizes apresentam três vezes menos possibilidade de contrair resfriados. Eles utilizaram 300 voluntários que, após entrevistas, foram divididos, de acordo com traços de personalidade, em categorias positivas (felicidade, satisfação e relaxamento) e negativas (angústia, hostilidade e depressão). Em seguida, receberam uma borrifada de um vírus que causa resfriados. Os que se encaixaram nas primeiras categorias ficaram menos doentes. Outro exemplo é uma série de estudos feita na Universidade da Califórnia com indivíduos HIV positivo. A psicóloga Shelley Taylor e Geoffrey Reed, um dos diretores da Associação Americana de Psicologia, avaliaram o impacto de diferentes situações no bem-estar dos pacientes.

Notaram que acontecimentos como a morte de um amigo ou do parceiro por Aids, o preconceito enfrentado por gays e ainda um pensamento negativo em relação à doença aceleravam o aparecimento de sintomas em pacientes até então assintomáticos, em comparação com aqueles que mantinham uma visão otimista sobre seu prognóstico. Em contrapartida, aqueles que, mesmo tendo perdido um parceiro, se mantiveram dispostos e otimistas, conseguiram fortalecer seu sistema imunológico.

Mas, apesar de todos esses resultados apontarem para uma relação entre as emoções e o sistema imunológico, a comunidade científica ainda não tinha conseguido testemunhar essa comunicação. Foi só em 2003 que surgiu a primeira evidência.

O pesquisador Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, observou a atividade cerebral de 52 pessoas enquanto elas escreviam sua experiência de vida mais feliz e a mais intensa tristeza que já haviam sentido.

Os voluntários que tinham apresentado maior atividade no lado direito do córtex pré-frontal enquanto descreviam o momento infeliz tiveram uma baixa resposta imunológica após tomarem uma vacina contra gripe. De modo inverso, aqueles que tiveram uma atividade excepcional enquanto se lembravam de momentos felizes apresentaram altos níveis de anticorpos.

O pesquisador não conseguiu explicar fisiologicamente de que modo a atitude positiva impulsionou a atividade do sistema imune, mas obteve uma pista: os indivíduos que tiveram maior atividade no lado esquerdo do córtex pré-frontal apresentaram também baixos níveis de cortisol, um dos principais hormônios liberados em situações de estresse e que inibem o sistema imunológico.

O mantra da fé
Apesar de as informações parecerem promissoras, os pesquisadores alertam para o risco de tais estudos levarem as pessoas que tendem ao pessimismo a crer que tudo está perdido.

No caso de pacientes com câncer, a psicóloga Margaret Kemeny, da Universidade da Califórnia, é enfática: "Não acredite em tudo o que você lê sobre atitudes positivas e sua relação com o câncer. É uma doença difícil e culpar-se por isso só vai piorar. Tente reconhecer e aceitar seus sentimentos e trabalhar com eles em um caminho construtivo".

O alerta também vale para os que se consideram felizes. É uma armadilha comum imaginar que ser otimista, rezar ou fazer meditação são os atalhos necessários para uma boa saúde, afirma o médico Régis Cavini Ferreira, que se especializou em psiconeuroendocrinoimunologia. "O que provavelmente acontece é que, com essas práticas, o indivíduo consegue equilibrar o seu sistema hormonal e deixar seu corpo no ponto certo para responder a futuras situações de estresse, reduzindo as conseqüências negativas." É preciso lembrar, porém, que as doenças têm outras causas que precisam ser levadas em conta.

Benson, do Mind and Body Medical Institute, acredita que o organismo de toda pessoa seja munido de propriedades de cura que podem ser despertadas pelo relaxamento. "Funcionamos como um banquinho de três pernas: medicamentos, cirurgia e resposta de relaxamento."

O psicólogo americano vai além e, contrariando a idéia de que ciência e religião não combinam, propõe também a oração para quem não se interessa por métodos alternativos. "Para conseguir uma resposta de relaxamento levamos em conta a força da repetição. E a reza é uma maneira de obter isso." Ou seja, a oração é também uma forma de relaxamento.

Independentemente da religião ou da falta dela, o que os cientistas têm percebido é que as crenças -vistas aqui com o sentido de acreditar que algo de bom vá acontecer-, têm um efeito muito significativo na melhora da saúde. É o que ficou conhecido como efeito placebo, situação em que o paciente toma um remédio inócuo ou faz uma cirurgia de mentira acreditando que está sendo tratado de verdade e apresenta melhora.

Do mesmo modo, acreditar demais em algo negativo pode ser fatal. O psicólogo da Unifesp José Roberto Leite lembra as histórias de haitianos que, de tanto acreditarem que tinham sido vítimas de uma ação de vodu, morreram de causas não explicadas.

"A fé como forma de pensamento tem um poder de mobilização enorme, tanto para o bem como para o mal", defende o psicólogo Esdras Guerreiro Vasconcellos, do Instituto Paulista de Estresse e Psiconeuroimunologia. "O antropólogo franco-belga Claude Lévi-Strauss já falava há 50 anos que uma pessoa condenada socialmente pela sua tribo morre, sem que seja preciso fazer nada. Ele dizia que o sistema imunológico não resiste à condenação moral. É disso que estamos falando."

Fonte: OncoGuia

[Imagem: Toulouse Lautrec, "May Milton"]


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  20.07.05- Ao sorrirmos, estimulamos sua produção

Dr. Mário Carabajal – Ph.D.

sorrirestimula-Portrait-Of-A-Young-Girl-Laughing-Djenne-Mopti-Mali.jpg Você já observou quem está a sua volta? Alguns são bem humorados, passam felicidade, contagiam o ambiente e atraem as atenções de todos. Já os sisudos, tornam as coisas mais difíceis, mais pesadas. Entre um e outro – como a noite e o dia, sentimo-nos motivados e depressivos – alegres e infelizes – relaxados e tensos – vívidos e angustiados.

Onde encontram-se as chaves para a felicidade? Nas pessoas que nos cercam ou dentro de nós? Nos planos e projetos – na saúde e trabalho – nos esportes e lazer? Sabemos que algumas pessoas vivem mais que outras, mas, que segredinho é este?

Após analisar uma amostra superior a 1.500 pessoas, inclino-me a afirmar que as pessoas mais bem humoradas polarizam os meios, fazendo com que pequenas e grandes decisões, empresariais e políticas, girem a sua volta. São seres como pólos energéticos, como ímãs.

Através dos recentes avanços da bioeletrografia, constatamos o entrecruzamento das energias humanas, também, de infinitas trocas energéticas entre os seres e os objetos. Existem campos de energia com maior e menor “quantum” de irradiação, - o que provocam mudanças nos limiares de outros seres e mesmo objetos.

A energia é uma realidade inquestionável, ela existe em tudo e também nos seres. Cada célula humana armazena entre 40 e 90 mini-voltz.

Os bem humorados tem uma maior capacidade de armazenamento de energia e suportam melhor as tensões.

Todo os processos psiconeuro e biofisiológicos, mecânicos e extra-corpóreos, sociais, são dependentes de energia. Em todos os momentos, trocas ocorrem, modificando os limiares dos objetos e pessoas sob o nosso raio bioeletromagnético. Quem já não passou frente a um aparelho de televisão, rádio, ou mesmo ao pentear-se, e notou a existência e presença da energia?

Nas 1.500 pessoas analisadas, aquelas que tinham um maior senso de humor, energeticamente, polarizavam seus pares. Uma significativa redução nos níveis de estresse – muitos pacientes que queixavam-se de algum tipo de dor, frente ao riso, tinham suas dores minimizadas.

Alguns efeitos do riso sobre o organismo:
- O hormônio do estresse, que é produzido pelas glândulas suprarenais são reduzidos.
- Com o riso, suas lágrimas passam a ter mais imunoglobulinas, um anticorpo que é a sua primeira linha de defesa contra algumas infecções oculares provocadas por vírus e bactérias.
- Sua boca também passa a ter mais imunoglobunina, resultando em uma melhor função imunológica.
- O riso acelera a recuperação de convalescentes e é eficaz no combate a dor.
- O poder do riso, de ativar a produção de endorfinas, é tão eficiente quanto a acupuntura, o relaxamento, a meditação, os exercícios físicos e a hipnose.
- O nível de cortisol aumenta de forma nociva durante o estresse, diminuindo significativamente com o riso.
- A pressão sanguínea aumenta durante o riso e cai abaixo dos níveis de repouso depois.
- Há uma redução da tensão muscular depois do riso. Um dos principais fatores que contribui para as doenças ocupacionais, como a Dort – Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho, é o excesso de tensão muscular.
- O ar é expelido em grande velocidade de sus pulmões e de seu corpo quando você dá uma boa gargalhada. Seu corpo todo é oxigenado – inclusive o cérebro. Este fenômeno contribui tanto para que você pense com clareza quanto para uma boa forma aeróbica.
- O riso possui um efeito antiinflamatório em suas juntas e ossos que contribui para reduzir a inflamação e aliviar a dor em condições artríticas.
- Durante o estresse, a glândula supra-renal libera corticosteróides que são convertidos em cortisol na corrente sanguínea. Níveis elevados de cortisol têm um efeito imunossupressivo – o riso reduz os níveis de cortisol, protegendo nosso sistema imunológico – o estresse é o elo entre a pressão alta, a tensão muscular, o sistema imunológico enfraquecido, enfarto, diabetes e muitas outras doenças. (Vencer, Dez/01, p. 50).

Fonte: Academia Letras Brasil

[Imagem: Djenne Mopti Mali, "Portrait Of A Young Girl Laughing"]


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  17.07.05- É sério: bom humor faz bem à saúde

Katia Stringueto

bomhumorfazbem-UteMaertens-KleinerJongleur.jpg O que uma exuberante gargalhada contém? A ciência quis saber. Nessa empreitada, primeiro percebeu e depois comprovou que o riso não só transmite alegria de pessoa para pessoa como também melhora a saúde
delas.

O mais recente estudo aconteceu na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Os pesquisadores verificaram que a ativação de uma determinada região do cérebro associada a emoções negativas enfraquece a imunidade dos pacientes. Quem é mais triste apresenta uma atividade maior na parte frontal direita do córtex cerebral. Isso mexe com os neurotransmissores, as substâncias produzidas e liberadas ali, e reduz a produção de células de defesa do organismo. Em contrapartida, pessoas que tendem a olhar o lado positivo das coisas, nas quais o lado esquerdo do cérebro fica mais ativado, apresentam uma melhora na capacidade imunológica.

O bom humor é, então, uma forma descontraída de prevenir gripes e resfriados. E ainda um fortificante quando se fala em aids, câncer e problemas de coração. Um levantamento da Universidade de Maryland, também nos EUA, descobriu que sorrir influencia o músculo cardíaco: segundo o estudo, infartados apresentam 40% menos tendência a rir do que homens saudáveis da mesma idade.

Em outra pesquisa, desta vez no Brasil, realizada no Instituto Nacional do Câncer, a enfermeira Maria Helena Amorim, atual professora da Universidade Federal do Espírito Santo, constatou que mulheres com câncer de mama que enfrentam a doença com otimismo produzem mais de uma substância positiva no próprio sangue: há aumento de células natural killers, um tipo capaz de eliminar células tumorais. "Os exames de sangue comprovam que, no grupo de mulheres que receberam ajuda de terapeutas para relaxar e enfrentar a doença com otimismo, o índice dessas células poderosas chegou a 19%", informa a pesquisadora. Entre as mulheres que não receberam essa ajuda, o índice ficou em 8,5%.
"Em pacientes soropositivos e com câncer, a falta de esperança é um obstáculo sério ao tratamento. Costumo dizer que é como tentar empurrar um carro brecado: não funciona. O otimismo, por outro lado, faz tolerar melhor os medicamentos e os efeitos colaterais", observa o infectologista Arthur Timmerman, de São Paulo.

Benefício de corpo e alma
Ao reafirmar a importância das emoções e dos pensamentos positivos para a saúde, as pesquisas assinalam que brincar, rir e não se levar tão a sério é absolutamente desejável. ?Ser bem-humorado significa perceber que a maior parte das situações que vivemos não é nem muito importante, nem muito séria, nem muito grave?, define Silvia Cardoso, neurocientista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que estuda o riso e seus efeitos.

Ela constatou que não importa se a risada é por algo engraçado ou um gesto de cumprimento. Para ser benéfica, ela tem é de ser sincera. "Só quando o sorriso passa pela emoção é que libera substâncias que reduzem a tensão, relaxam os músculos e aumentam a imunidade", avisa.

"Sabemos ainda que rir oxigena o sangue e faz pensar melhor", completa Allen Klein, presidente da Association for Applied and Therapeutic Humor (um tipo de associação americana do humor terapêutico). Para a alma, o benefício de uma boa gargalhada é bem mais amplo. No livro Ninguém Escapa de Si Mesmo -Psicanálise com Humor (ed. Casa do Psicólogo), a psicanalista paulista Paulina Cymrot descreve alguns casos em que comentários divertidos abriram uma janela na alma trancada dos pacientes. "O humor serve para minimizar o excesso de dor, de rigor consigo próprio e com as outras pessoas", escreve a
autora.

A palavra humor vem do latim humore, que significa "deixar fluir". Isso inclui desculpar-se das próprias falhas e expandir-se internamente. Às vezes, é preciso deixar vir a raiva, o medo, a tristeza. "Estar de bem com a vida não significa ser super-herói e esconder os sentimentos ruins. Pelo contrário, é importante deixar a dor doer até passar", diz a doutora em psicobiologia Thelma Andrade, professora do departamento de ciências biológicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus de Assis).

"O otimista também se irrita, mas reconhece que está assim e, tão logo quanto possível, elabora o fato e segue a vida. Não fica paralisado nem remoendo frente a um obstáculo", compara a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo.

Energia que transforma
A chargista argentina Maitena Burundera, 41 anos, autora do livro Mulheres Alteradas, transforma o sofrimento em fonte de criação. "Para mim, o humor é um mecanismo para lidar com minhas angústias. Tento rir do que me faria chorar", revela.

Acostumada a ouvir as dores humanas, a psicóloga paulista Lilian Pinheiro, 56 anos, entende que a alegria é a melhor coisa que existe. "O bom humor cura, faz as pessoas levarem a vida mais leve. Com certeza, me conduz à saúde física e mental", afirma. Sua energia é tanta que dá até para distribuir aos amigos. "Ela não faz tempestade em copo d'água. Sempre que converso com ela, sinto aquele ânimo, uma vontade de viver. Lilian contagia a gente", diz a amiga Erika Fromm, 30, cineasta, de São Paulo.

Hábitos que ativam o otimismo
Três atitudes ajudam a ampliar a cota de bom humor.
1. Dormir bem. A privação do sono eleva a agressividade.

2. Atividade física. Estimula a liberação de endorfinas, um tipo de neurotransmissor associado ao bem-estar. "Pode ser natação, ioga, caminhada. Só não vale ser algo competitivo, que estresse ainda mais", sugere a psiquiatra Alexandrina Meleiro.

3. Alimentação rica em fibras e nutrientes. "Quem está com o intestino preso fica intoxicado e de mau humor, frisa Célia Mara Melo Garcia, nutricionista e iridóloga, de São Paulo. Além disso, os alimentos certos servem de matéria-prima para a produção de parte da serotonina fundamental na química do bom humor. Entre eles estão:
Soja: Uma pesquisa recente provou que o grão contém moléculas que participam da formação da serotonina substância responsável pela sensação de bem-estar.
Carnes magras, peixes, nozes e leguminosas: Fontes de triptofano, facilitador da produção de serotonina, neurotransmissor do bem-estar.
Banana e castanha-do-pará: Contêm vitamina B6, que colabora para o bem-estar.
Manga: Alimentos amarelos, como essa fruta, são ricos em magnésio, outro mineral envolvido na regulação da serotonina, relaxante produzido pelo cérebro.
Leite e iogurte desnatados e queijos magros: Ricos em cálcio, fundamental para a liberação de neurotransmissores, como a serotonina.

Motivos para sorrir
Para cultivar seu senso de humor:
* Liste as coisas de que você mais gosta e considere seriamente a possibilidade de colocá-las em prática.
* Lembre do que você fazia com prazer na infância. O que o fazia ficar horas absorto, ler, olhar as estrelas, assistir um jogo...
* Perceba as atividades divertidas que pratica durante o dia. Jantar fora com um amigo, fazer amor, brincar com o cachorro, cozinhar. Observe como a alegria custa pouco.
* Tudo tem sua parte divertida e outra nem tanto. Só não deixe o que é divertido ficar escondido.
* Brincar é tão natural quanto respirar, sentir, pensar.
Autorize-se. Tente caminhar por um quarteirão observando quantos sorrisos encontra pela frente. Depois, faça o mesmo percurso sorrindo e comprove que rir é contagioso.
"Ser bem-humorado significa perceber que a maior parte das situações que vivemos não é nem muito importante, nem muito séria, nem muito grave", Silvia Cardoso, neurocientista.

Fonte: Revista Bons Fluidos

[Imagem: UteMaertens, "Kleiner Jongleur"]

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  16.07.05- A Doença como Caminho de Cura

caminhocuramonet-claude-water-lilies.jpg
Conceitos de Saúde numa Visão Energética

A grande maioria das pessoas procura o consultório do profissional da área de saúde por não se sentir bem com aqueles sinais e/ou sintomas que estão apresentando há muito ou pouco tempo.

O mal-estar, a sensação do desconforto, a dor mobilizam o indivíduo a fazer algo para recuperar a harmonia, o bem-estar, o ficar curado; cura esta que, tanto para o terapeuta quanto para o cliente, seria não apresentar mais aqueles sinais ou sintomas de ordem física, mental ou emocional; isto significa, simplesmente, voltar ao estado anterior à doença: ficar assintomático.

De uma maneira geral, a saúde é encarada como se fosse um estado de não-doença, de não mal-estar ou dor, quando o indivíduo pode continuar a levar a sua vida sem grandes alterações ou questionamentos. É muito mais fácil tomar um medicamento para aliviar uma dor de cabeça, do que compreender a mensagem que o organismo está sinalizando. Somos muito imediatistas, tratamos apenas das aparências, não buscamos a origem ou as causas de nossas doenças.

Será que saúde é algo estático? É simplesmente não apresentar qualquer sintoma? Se o homem fosse uma máquina e todas as suas engrenagens funcionassem perfeitamente, independente de fatores externos ou internos, provavelmente, a resposta a essas perguntas seria sim. Se assim fosse, uma mesma doença apresentaria sempre os mesmos sinais e sintomas, o tratamento seria sempre o mesmo, independente do indivíduo, e, rapidamente, teríamos o restabelecimento das funções normais.

Como podemos analisar saúde-doença, essas duas polaridades, numa perspectiva energética?

O universo, segundo a visão da medicina chinesa, encontra-se em um estado de equilíbrio dinâmico, com todos os seus elementos oscilando entre duas forças opostas, interdependentes e complementares, conhecidas como yin e yang. Dentro dessa abordagem, o corpo humano é um microcosmo do universo, uma célula é um microcosmo do organismo, portanto, funcionam
segundo o mesmo princípio.

No jogo das forças, o yin só existe porque existe o yang e vice-versa; dentro do aspecto yin encontram-se aspectos yang e não há como ver um sem o outro. Melhor dizen-do, não existe nada absoluto, nada que não esteja em interação - em troca. O bom exemplo disso se refere ao fato de que, embora o homem demonstre a força yang e a mulher a yin, ambos apresentam correspondentemente seus aspectos femininos e masculinos.

O corpo humano possui uma inteligência fisiológica cuja função básica é manter a homeostase do organismo diante de todos os estímulos do mundo exterior e interior. O equilíbrio é conseguido através da livre circulação de energia no organismo, assim como através das trocas contínuas entre o corpo e o meio ambiente. Esse fluxo contínuo de energia nos mantém vivos. Quando a circulação de energia não ocorre de uma maneira adequada surgem as doenças.

Nosso corpo vai sinalizando, com muita antecedência, o desequilíbrio através de pequenas alterações funcionais sem substrato físico; isto é, não há nada a nível orgânico que justifique aqueles sinais ou sintomas. Com a não valorização desses sinais e a manuntenção do mesmo padrão de vida, as
alterações físico-químicas vão-se cronificando, se solidificando até atingirem o segmento físico; a doença passa a se expressar em algum tecido, órgão ou víscera, acompanhada de padrões mentais e emocionais bem determinados.


Saúde e doença são aspectos de um mesmo movimento. Através do desequilíbrio atingimos novo equilíbrio, uma nova freqüência, um novo patamar energético. No período de transição para esse novo padrão, vivencia-se a doença. Ela não é considerada como algo estranho mas, sim, a conseqüência de um conjunto de fatores que culminam em desarmonia e desequilíbrio.

É através da doença que alcançamos saúde. Verifica-se, com uma certa freqüência, em pacientes com doenças graves ou terminais, relatos acerca de
estarem vivendo melhor ou mais saudavelmente, a partir do momento em que se conscientizaram de sua doença.

Para vivermos em harmonia, precisamos ter flexibilidade e disposição para um grande número de opções de interação para com o meio ambiente. Sem flexibilidade não há equilíbrio. Períodos de saúde precária são estágios naturais na interação contínua entre o indivíduo e o meio onde ele está inserido. Estar em desequilíbrio significa passar por fases temporárias de doença, nas quais se pode aprender a crescer.

A doença é uma oportunidade para a introspecção, de modo que o problema original e as razões para a escolha de uma certa via de fuga possam ser levadas a um nível consciente onde o problema possa ser resolvido.

A função básica do terapeuta está em espelhar a verdade para o paciente, ajudá-lo a desenvolver uma consciência do processo de vida e dos mecanismos (obstáculos e ilusões) que se criam para gerar a doença; e, também, poder ajudá-lo a entrar em sintonia com seus próprios recursos de cura, possibilitando o resgate da auto-estima, da aceitação e do perdão.

Como diz a música de Milton Nascimento e Fernando Brandt, "o que importa é ouvir a voz que vem do coração", curar-se é abrir o canal de comunicação, é fazer-se entrar em contato com a própria essência, é despertar para a capacidade de ser, estar, criar e descriar, sonhar e realizar. Essa auto-descoberta é o caminho da auto-cura, que nada mais é do que resgatar o amor próprio.

trecho extraído de: arte cura
A Doença como Caminho de Cura
Humbertho Oliveira, Mauricio Tatar, Susana Hertelendy e Vania Didier
Trabalho apresentado no II Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia, em 28 de abril de 1996, em Salvador, Bahia, Brasil

[Imagem: Monet, "Water Lilies"]

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  A Doença como Caminho de Cura

caminhocuramonet-claude-water-lilies.jpg
Conceitos de Saúde numa Visão Energética

A grande maioria das pessoas procura o consultório do profissional da área de saúde por não se sentir bem com aqueles sinais e/ou sintomas que estão apresentando há muito ou pouco tempo.

O mal-estar, a sensação do desconforto, a dor mobilizam o indivíduo a fazer algo para recuperar a harmonia, o bem-estar, o ficar curado; cura esta que, tanto para o terapeuta quanto para o cliente, seria não apresentar mais aqueles sinais ou sintomas de ordem física, mental ou emocional; isto significa, simplesmente, voltar ao estado anterior à doença: ficar assintomático.

De uma maneira geral, a saúde é encarada como se fosse um estado de não-doença, de não mal-estar ou dor, quando o indivíduo pode continuar a levar a sua vida sem grandes alterações ou questionamentos. É muito mais fácil tomar um medicamento para aliviar uma dor de cabeça, do que compreender a mensagem que o organismo está sinalizando. Somos muito imediatistas, tratamos apenas das aparências, não buscamos a origem ou as causas de nossas doenças.

Será que saúde é algo estático? É simplesmente não apresentar qualquer sintoma? Se o homem fosse uma máquina e todas as suas engrenagens funcionassem perfeitamente, independente de fatores externos ou internos, provavelmente, a resposta a essas perguntas seria sim. Se assim fosse, uma mesma doença apresentaria sempre os mesmos sinais e sintomas, o tratamento seria sempre o mesmo, independente do indivíduo, e, rapidamente, teríamos o restabelecimento das funções normais.

Como podemos analisar saúde-doença, essas duas polaridades, numa perspectiva energética?

O universo, segundo a visão da medicina chinesa, encontra-se em um estado de equilíbrio dinâmico, com todos os seus elementos oscilando entre duas forças opostas, interdependentes e complementares, conhecidas como yin e yang. Dentro dessa abordagem, o corpo humano é um microcosmo do universo, uma célula é um microcosmo do organismo, portanto, funcionam
segundo o mesmo princípio.

No jogo das forças, o yin só existe porque existe o yang e vice-versa; dentro do aspecto yin encontram-se aspectos yang e não há como ver um sem o outro. Melhor dizen-do, não existe nada absoluto, nada que não esteja em interação - em troca. O bom exemplo disso se refere ao fato de que, embora o homem demonstre a força yang e a mulher a yin, ambos apresentam correspondentemente seus aspectos femininos e masculinos.

O corpo humano possui uma inteligência fisiológica cuja função básica é manter a homeostase do organismo diante de todos os estímulos do mundo exterior e interior. O equilíbrio é conseguido através da livre circulação de energia no organismo, assim como através das trocas contínuas entre o corpo e o meio ambiente. Esse fluxo contínuo de energia nos mantém vivos. Quando a circulação de energia não ocorre de uma maneira adequada surgem as doenças.

Nosso corpo vai sinalizando, com muita antecedência, o desequilíbrio através de pequenas alterações funcionais sem substrato físico; isto é, não há nada a nível orgânico que justifique aqueles sinais ou sintomas. Com a não valorização desses sinais e a manuntenção do mesmo padrão de vida, as
alterações físico-químicas vão-se cronificando, se solidificando até atingirem o segmento físico; a doença passa a se expressar em algum tecido, órgão ou víscera, acompanhada de padrões mentais e emocionais bem determinados.


Saúde e doença são aspectos de um mesmo movimento. Através do desequilíbrio atingimos novo equilíbrio, uma nova freqüência, um novo patamar energético. No período de transição para esse novo padrão, vivencia-se a doença. Ela não é considerada como algo estranho mas, sim, a conseqüência de um conjunto de fatores que culminam em desarmonia e desequilíbrio.

É através da doença que alcançamos saúde. Verifica-se, com uma certa freqüência, em pacientes com doenças graves ou terminais, relatos acerca de
estarem vivendo melhor ou mais saudavelmente, a partir do momento em que se conscientizaram de sua doença.

Para vivermos em harmonia, precisamos ter flexibilidade e disposição para um grande número de opções de interação para com o meio ambiente. Sem flexibilidade não há equilíbrio. Períodos de saúde precária são estágios naturais na interação contínua entre o indivíduo e o meio onde ele está inserido. Estar em desequilíbrio significa passar por fases temporárias de doença, nas quais se pode aprender a crescer.

A doença é uma oportunidade para a introspecção, de modo que o problema original e as razões para a escolha de uma certa via de fuga possam ser levadas a um nível consciente onde o problema possa ser resolvido.

A função básica do terapeuta está em espelhar a verdade para o paciente, ajudá-lo a desenvolver uma consciência do processo de vida e dos mecanismos (obstáculos e ilusões) que se criam para gerar a doença; e, também, poder ajudá-lo a entrar em sintonia com seus próprios recursos de cura, possibilitando o resgate da auto-estima, da aceitação e do perdão.

Como diz a música de Milton Nascimento e Fernando Brandt, "o que importa é ouvir a voz que vem do coração", curar-se é abrir o canal de comunicação, é fazer-se entrar em contato com a própria essência, é despertar para a capacidade de ser, estar, criar e descriar, sonhar e realizar. Essa auto-descoberta é o caminho da auto-cura, que nada mais é do que resgatar o amor próprio.

trecho extraído de: arte cura
A Doença como Caminho de Cura
Humbertho Oliveira, Mauricio Tatar, Susana Hertelendy e Vania Didier
Trabalho apresentado no II Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia, em 28 de abril de 1996, em Salvador, Bahia, Brasil

[Imagem: Monet, "Water Lilies"]

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  A ARTE DE NÃO ADOECER

naoadoecer-chagall-marc-il-concerto.jpg 1. Se quiser adoecer - "Não fale seus sentimentos".
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em coisa pior.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala , a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

2. Se quiser adoecer - "Não tome decisão".
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar,saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítima de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

3. Se quiser adoecer - "Não busque as soluções".
As pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

4. Se alguém quiser adoecer - "Viva de aparências".
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, etc., está acumulando toneladas de peso. É uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

5. Se quiser adoecer - "Não se aceite".
A rejeição de si próprio, a baixa estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

6. Se quiser adoecer - "Não seja honesto"
O mentiroso e desonesto precisa mentir para sobreviver. Vende uma imagem falsa, camufla seu "eu real", é um fugitivo da luz e amante das trevas. A falta de transparência é um pacto com a corrupção. Pessoas assim vivem sob a ameaça, o medo, o trambique, a falsidade, a insônia, o pesadelo. São candidatos à doença, porque já vivem na insanidade mental e ética.

7. Se quiser adoecer - "Não confie".
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus. Quem desconfia do médico, prejudica a cura. Quem desconfia do psicólogo,nunca se abre, só pode adoecer.

8. Se quiser adoecer - "Viva sempre triste".
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

AUTORIA: eu recebi o texto como sendo de Orlando Brandes. pesquisando achei vários sites com o mesmo texto como sendo do Dr. Dráuzio Varela.
se alguém souber quem realmente escreveu, por gentileza me avise!

[Imagem: Marc Chagall, Il Concerto]



Posted by Lilia at 01:12 PM|Comments (1)
 
  DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

Sofia Bauer

“Bem como dizia o comandante, doer, dói sempre. Só não dói depois de morto, porque a vida toda é um doer.

O ruim é quando fica dormente. E também não tem dor que não se acalme – e as mais das vezes se apaga. Aquilo que te mata hoje amanhã estará esquecido, e eu não sei se isso está certo ou errado, porque o certo era lembrar. Então o bom, o feliz se apagar como o ruim, me parece injusto, porque o bom sempre acontece menos e o mau dez vezes mais. O verdadeiro seria que desbotasse o mau e o bom ficasse nas suas cores vivas, chamando alegria.

Pensei que ia contar com raiva no reviver das coisas, mas errei. Dor se gasta. E raiva também, e até ódio. Aliás também se gasta a alegria, eu já não disse?

Embora a gente se renove como todo mundo, tudo no mundo que não se repete jamais – pode parecer que é o mesmo mas são tudo outros, as folhas das plantas, os passarinhos, os peixes, as moscas.

Nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe na areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas. E os passarinhos são outros também, filhos e netos daqueles que faziam ninho e cantavam no ano passado, e assim também os peixes, e os ratos da dispensa, e os pintos... tudo. Sem falar nas moscas, grilos e mosquitos. Tudo.”
Dôra, Doralina - Raquel de Queiroz - 1975

doencaspsicossomaticas-harter-helene-aus-dem-chaos-entstanden.jpg 1. Visão Geral

Entendemos com doenças psicossomáticas as doenças que têm um componente psíquico. Mas sempre me pergunto: qual doença não tem uma emoção sendo ex-pressa?

Freud já dizia “nada é meramente psíquico ou meramente somático..."

Podemos pensar que o corpo expressa, põe para fora as emoções que por vezes escondemos de nós mesmos. Nosso corpo fala através de gestos, mímicas, contraturas, calor, tremor, dores de barriga, sustos, travamentos dos dentes, enfim tantas e tantas demonstrações físicas.

Por que isto acontece?

Percebemos que nem sempre há conexão do que expressamos verbalmente (o que DEVEMOS SOCIALMENTE DIZER), para aquilo que expressamos fisicamente. Podemos mentir, desempenhar papéis sociais, tolerar o intolerável aparentemente. Mas nosso corpo expressa as emoções mais genuínas, porque as emoções são INCORRUPTÍVEIS.

Quando somatizamos, temos a consciência de que forçamos além da conta uma emoção. E assim, lá vem um resfriado, uma diarréia, um herpes, uma enxaqueca!

Mas na maioria das vezes, somos rígidos em nossos papéis a desempenhar neste mundo e para fazê-los, desconectamos das nossas emoções. Não há CONEXÃO. Cabeça pensa por um lado, corpo sente e expressa por outro. Começamos a carregar à “sombra” nossas emoções mais básicas de amor/raiva/tristeza/medo.

Alextmia é o nome dado a desconexão mente/corpo do sintoma. As pessoas que sofrem de problemas psicossomáticos não vêm correlação do que sentem fisicamente com algum problema emocional.

Mas o que vemos em todos os trabalhos desenvolvidos neste sentido, é a necessidade da CONEXÃO MENTE E CORPO para a cura. Aprender com os sintomas o que eles querem dizer. E na maioria das vezes, os sintomas vêm como uma tentativa de desmascarar o que estava escondido – A SOMBRA das emoções.

No livro a Doença como Caminho, de Rudger Tarkle e .................., o autor nos mostra como o próprio nome já diz que toda doença é o caminho para a saúde, pois traz à tona as verdadeiras emoções escondidas lá dentro de você.

Mostra a doença como um sinal de alerta para uma mudança de postura: aprender a ver suas outras partes, negadas; sua polaridade.

De certa forma, fazer a conexão! Conhecer quais as emoções que você tem receio de lidar porque aprendeu a desempenhar papéis do que deveria ser e portanto fica difícil demonstrar raiva, tristeza e medo todo o tempo e com todos que o arcam.

Já começamos desde pequenos tendo que aprender a engolir o choro; a não reclamar com os mais velhos, eles sempre sabem mais! E aos poucos, vamos aprendendo a ser “algo” que deveríamos ser e vamos esquecendo o que realmente somos, desejamos e queremos. Mas nossas emoções, incorruptíveis que são, vão ficando represadas nos machucando profundamente. A represa cheia extravasa por algum lado. Costuma extravasar em algum órgão alvo.

Por incrível que pareça, o corpo é tão sábio que até mesmo as partes do corpo atingidas têm uma leitura especial. Por exemplo, a vesícula biliar (fel) expressando a raiva guardada. Veja os livros Doença como Caminho, Doença como Linguagem da Alma, Doença como Símbolo, Quem ama não Adoece, Você pode curar sua vida, etc....

Para Dra. Teresa Robles, desempenhamos papéis, que quanto mais rígidos forem, mais nos levam a chance de sofremos de uma doença psicossomática. Somos formados de partes, por exemplo: parte amorosa, parte guerreira, parte sonhadora, etc... Se ficamos rígidos desempenhamos apenas uma das partes, adoecemos. Não conectamos, não extravasamos nossas emoções. Uma mãe muito boa, educada para ser amorosa com filhos e marido, fica rígida nesta postura para ser querida (bem amada) e acaba por ser desprezada por filhos e marido. Sofre, tem raiva, não pode expressar e assim adoece para pôr para fora suas mágoas.

Ficando rígida na parte amorosa
as outras partes não se comunicam? a emoção não flui? doença _ sombra _ aceitar a doença? o escondido, a polaridade _ caminho para a conexão.

As emoções, como diz Teresa Robles, falam através do nosso corpo. Elas se manifestam de todas as formas. Teresa nos ensina a ver todas as emoções e como elas se manifestam. Veja:
Raiva - Tristeza - Inveja - Amor
Como se manifestam no nosso corpo?
Na pele
Nos olhos
Na respiração
Nos dentes
No coração
No estômago
Nos músculos
Nos intestinos, etc.

Não é interessante perceber que temos sensações físicas específicas, e que estas reações são de acordo com o que sentimos uma resposta específica?
Se tenho raiva, cerro os punhos, travo os dentes, arregalo os olhos, fico quente, disparo o coração. O que o meu corpo quer dizer? Que estou pronto para atacar!

Assim, cada emoção prepara meu corpo para desempenhar uma reação a ela. E quando não vejo, não percebo, não sinto?! O corpo vai realizando e represando as emoções e os nossos órgãos desconectados chegam num ponto que berram por socorro.

Por isso, chegamos ao trabalho da relação médico-paciente, terapeuta-cliente. Descobrir o que este sintoma quer dizer para aquela pessoa.

Qual é a sombra? O que esconde este sujeito de si mesmo? Que emoções vem sendo escondidas? Percebemos que a RAIVA e a TRISTEZA são as grandes vilãs. Os órgãos apenas o caminho escolhido.

Tratar o sujeito ou tratar a doença? Cada vez mais compartilhamos da visão do todo. Tratar o sujeito, é claro! Somente o órgão, a parte, permanecemos com a sombra.

CONEXÃO é a meta. Mas o que conectar? As emoções não percebidas. Também sabemos que o sujeito que sofre destes males não faz conexão. Aí entram as novas técnicas psicoterápicas de conexão com situações traumáticas, conflitantes, recalcadas.

2. Como devemos tratar

A primeira coisa a saber é que estamos lidando com algo que a pessoa não simboliza em termos da emoção vinculada aquele sintoma. O corpo da pessoa fala. Há uma desconexão.

A doença é aquela verdade que a pessoa esconde de si mesma. O tempo todo incorruptível, trazendo a sombra, a emoção retida que a pessoa não pode ver de uma maneira simbólica. Assim, o sintoma é uma saída que a pessoa encontra para expressar o que ela não consegue falar ou sentir. Todo sintoma traz um caminho para a saúde. Mostra que algo não vai bem. Há sentimentos escondidos. Põe para a fora o que é necessário.

A doença não mente! Traz a polaridade que está sendo negada, negligenciada. Põe o sujeito para lidar e resolver o que o impede de ser o que ele deseja ser. A emoção e o sintoma são INCORRUPTÍVEIS! Eles querem que o sujeito mude o caminho da vida. Cada doença mostra um caminho metafórico e nos propõe algumas perguntas interessantes:
O que este sintoma te impede?
O que este sintoma te obriga?
O que aconteceu com você nos anos anteriores ao surgimento do sintoma?
O que você gostaria de estar fazendo e não pode fazê-lo?
Há pessoas envolvidas no seu problema de saúde? Como?
Com o que se parece seu problema? (Sugerir uma metáfora/analogia).
As pessoas que sofrem de problemas psicossomáticos têm dificuldades de simbolizar, fazer analogias, sentir emoção. Aprenderemos técnicas derivativas que nos possibilitam pelos símbolos, cores, chegar até as emoções retidas, recalcadas. Normalmente as pessoas estão cansadas de se machucar, aprendem a evitar os problemas e a doença aparece para avisar que ainda é preciso fazer alguma coisa.

É preciso aceitar a doença, para poder curá-la. Mesmo que isto traga tristeza e sofrimento é a maneira honesta de ouvir o que seu corpo fala sobre você. Precisamos ter coragem de sentir este sentimento para poder curar. É como assumir a guerra e assim lutar! Conhecer o que a doença quer dizer, que coisas devo matar, retirar, mudar para sarar. O que devo cuidar? Dos sentimentos, é claro.

Não podemos pensar em curar uma pessoa num dia! Isso seria uma grande pretensão! Há técnicas como das mãos paralelas de E. Rossi que pode fazer um belíssimo trabalho, às vezes, em até uma sessão. Mas a remissão dos sintomas necessita tempo de recuperação, cicatrização, etc. Existe um comprometimento físico, muitas vezes, já avançado (artrite reumatóide, câncer com graves lesões, etc.) que necessitam tempo para recuperação. Esta recuperação dependendo do órgão e lesão pode levar semanas, meses ou ano.

Cada caso é único. O corpo de cada um reage de uma maneira e também cada um metaboliza emoções de uma maneira.

Aqui, vale mencionar as crenças limitantes que cada pessoa possui. As profecias que ela se faz de cura, de morte. Também precisamos ver os traumas que cada pessoa passa e deixam marcas que retornam com os sintomas.

Sabemos que em famílias rígidas há maior tendência a doenças psicossomáticas pois não se pode expressar as emoções.

Veremos, a seguir, técnicas utilizadas para as doenças psicossomáticas.
Gostaria antes de mencionar que os casos de insucessos podem estar em relação direta com a relação terapêutica. A falta de rapport, de poder dar o anteparo necessário, a confiança para o cliente se abrir. Às vezes, o terapeuta quer ir depressa demais em dar a solução. Por outras, não vê o cliente em seus valores, ou duplo vínculo (saúde/doença _ o que ganho se perder a doença). E no mais, quando o cliente ainda não está preparado, não se chega a real sombra do que causa o problema.

Mas, saudavelmente, a doença aparece até que o sujeito vá lidar com seus verdadeiros problemas.
Resumido:
Sombra _ aceitação da emoção difícil _ trauma/crenças limitantes trabalhadas_ torna-se desnecessário ter o sintoma _ conexão saúde.
Resistência _ sombra permanece _ aumenta pressão _ doença fica mais forte _ obrigando o sujeito a seguir o caminho da pior forma possível.

Resumo
· A pessoa adoece quando desconecta da emoção.
· As emoções são incorruptíveis.
Todo ser humano tem polaridades. Se não está em equilíbrio com suas partes a sombra aparece como doença.
· Os órgãos são como metáforas:
rins – parelha, amor
artrite reumatóide – pare! desacelere! mostra os punhos cerrados, a raiva que não se fala.
rinite – irritação com o que vem de fora, raiva.
enxaqueca – raiva sobe à cabeça. Me deixe quieto!
anorexia – me deixe magra! Não quero ter bebês!
cólicas menstruais – ei, estou menstruada, sou mulher, mas tenho muita raiva para aceitar.

Assim, pode ver que as doenças têm sua maneira particular de mostrar as emoções escondidas.
· Saúde – depende da aceitação e da conexão.
· Ir contra a doença só aumenta os sintomas.

Encare, tenha coragem de aceitar o lado sombra e a luz aparece!

fonte: sofia bauer

[Imagem: Helene Harter, Aus dem chaos entstanden]

Posted by Lilia at 11:42 AM|Comments (0)
 
  15.07.05- A SAUDE: PUREZA, UNIDADE E HARMONIA

Omraam Mikhaël Aïvanhov

saudepureza-li-leger-don-poppy-nine-patch.jpg Causas das doenças: as impurezas
Pode-se atribuir às doenças toda a espécie de causas, mas, na realidade, uma doença, qualquer que seja, tem por origem elementos impuros que o homem deixou introduzir-se nele, no seu organismo físico ou no seu organismo psíquico. Esses elementos que não vibram em harmonia com a parte sã do organismo provocam perturbações. Mas, se se consegue expulsálos ou transformálos, tudo se restabelece. Por isso é que a pureza é tão importante para a saúde mental e física do homem; a pureza quer dizer a rejeição de todos os elementos estranhos ao bom funcionamento do organismo. Infelizmente, quando ouvem falar de pureza, os humanos fecham os ouvidos. A pureza é uma noção que lhes parece estreita, ultrapassada, muito boa para ser respeitada mas só nos conventos, e eles continuam a engolir o que calha: alimentos indigestos, atmosferas poluídas, pensamentos tenebrosos, sentimentos caóticos. Quando compreenderão eles que são estas impurezas que os tornam doentes? Se eles trabalharem para aumentar em si a pureza terão mais saúde, serão mais inteligentes, mais sábios e mais fortes.

Definição da saúde: a harmonia
A saúde é o resultado do trabalho que todos os órgãos do nosso corpo executam em conjunto e em harmonia para o bem de todo o nosso ser. Por isso, quando se introduz no organismo um elemento que não obedece a esta lei da harmonia, ele cria perturbações, e é isso a doença: uma desarmonia. No organismo psíquico ocorre o mesmo fenómeno. Quando, por intermédio dos seus pensamentos, dos seus sentimentos, dos seus desejos, o homem deixa penetrar elementos que não vibram em harmonia com todo o seu ser interior, desse modo ele introduz em si a doença. Então, quando vos sentis perturbados, atormentados, em vez de procurardes causas complicadas para justificar o vosso estado, compreendei simplesmente que deixastes entrar, na vossa cabeça ou no vosso coração, pensamentos ou sentimentos caóticos, tenebrosos. Procuraios e esforçaivos por eliminálos.

« Uma pessoa vem pedir-me um conselho para a sua saúde: ela foi consultar todos os médicos, tomou todos os remédios, mas nada melhora. Eu digo-lhe: "Uma vez que já tentou tudo e nada funcionou, tente agora um remédio no qual não pensou. Todos os dias, ponha-se em harmonia com as criaturas sublimes do Universo, diga-lhes: 'Eu amo-vos, estou em sintonia convosco, quero cumprir a vontade de Deus...' E pouco a pouco sentirá uma melhoria." Se os humanos estão doentes, é porque introduziram a perturbação na ordem interior que a Natureza instalou neles. É por isso que recebem lições: para aprender a restabelecerem a harmonia, pois todo o Universo canta esta harmonia e aquele que não a respeita é rejeitado. »

A prevenção
Imaginemos um homem que possui um carro magnífico: ele mantém-no pondo nele gasolina da melhor qualidade, os melhores pneus, etc. Mas, quando o utiliza, não é prudente nem senhor de si: faz manobras perigosas, acelera a toda a velocidade, trava bruscamente... E o pobre do carro, maltratado, fica rapidamente estragado. Pois bem, a maior parte dos humanos agem assim com o seu corpo físico. Não têm qualquer consciência dessa maravilha que o seu organismo representa, em que oficinas ele foi construído, como ele foi trabalhado pelo espírito e quanto custou ao Criador realizar toda aquela instalação. Vós direis que tendes cuidado com o vosso corpo físico... Talvez, mas isso não chega. Quereis mesmo estar de boa saúde? Sede condutores atentos, previdentes, prudentes, isto é, evitai os estados passionais e os pensamentos e os sentimentos caóticos, que abalam e estragam o vosso organismo.

Os alimentos
Presentemente, uma das principais preocupações das pessoas é poderem alimentar-se com produtos sãos. Claro que é extremamente desejável os alimentos não estarem poluídos; mas é também importante que as pessoas que os preparam estejam conscientes de que os alimentos que passam pelas suas mãos ficam impregnados com as suas emanações e transmitem-nas a todos aqueles que vão comêlos. Os alimentos são preparados com as mãos e as mãos de uma pessoa são os agentes mágicos que transmitem sempre algo da sua própria quintaessência. Os cozinheiros, os padeiros, os pasteleiros, tal como todas as pessoas que fazem todos os dias cozinha para a sua família, devem conhecer esta lei química, mágica. Desse modo, habituarse-ão a tocar nos alimentos com a consciência de que aquilo que têm nas suas mãos vai contribuir para edificar o corpo de pessoas próximas ou distantes, conhecidas ou desconhecidas. É uma imensa responsabilidade. Por isso, vale a pena elas esforçarem-se por preparar os alimentos no melhor estado interior possível, com pensamentos de saúde, de paz e de luz para todos aqueles a quem esses alimentos se destinam.

As relações
Nada do que nos acontece ocorre por acaso. Por intermédio dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos, nós entramos em relação com as entidades, as correntes e os elementos do espaço que correspondem a esses pensamentos e a esses sentimentos, e acabamos por atraí-los. É assim que se explicam a saúde e a doença, a força e a fraqueza, a inteligência e a cegueira, a beleza e a fealdade, etc... É o homem que atrai todos esses estados físicos ou psíquicos. Por conseguinte, se vos deparais com grandes dificuldades neste existência é porque, no passado, com a vossa ignorância, atraístes elementos malsãos, defeituosos. Então, agora que conheceis a verdadeira causa de tudo o que acontece na vossa vida, decidi-vos a trabalhar sobre os vossos pensamentos e os vossos sentimentos. Desse modo, ligarvos-eis às entidades e às regiões mais luminosas e mais puras do Universo e recebereis delas todas as qualidades de que necessitais para vos reconstruirdes: a beleza, a força, a inteligência... É isso o verdadeiro segredo da ressurreição.

O médico e os medicamentos
Quando um médico prescreve medicamentos aos seus doentes, será que ele lhes explica que o estado de espírito no qual eles irão tomá-los pode contribuir para a sua eficácia? Não, ele faz como se o ser humano fosse uma máquina que é preciso voltar a pôr em bom estado. Um bom médico, pelo contrário, indica também aos seus doentes as regras de vida e até métodos, exercícios, para eles fazerem, graças aos quais introduzirão em si mesmos o equilíbrio, a paz e a harmonia. E mesmo que esses métodos se revelem insuficientes, porque o doente está gravemente afectado, pelo menos ele terá empregue o tempo que lhe restava de vida em actividades benéficas. É isto o essencial: encontrar sempre a actividade benéfica à qual consagrar-se, pois nada fica sem consequências, se não for no mundo físico, pelos menos será no mundo psíquico, espiritual.

A transpiração - as trocas
Transpirar é muito bom para a saúde, mas a transpiração física não basta, e não fiqueis admirados por eu vos dizer que a alma e o espírito também devem transpirar. É o amor que faz transpirar a alma e é a sabedoria que faz transpirar o espírito. Evidentemente, há que compreender a palavra transpiração com um sentido muito amplo. A transpiração é o símbolo de uma troca perfeita que se estabelece entre o microcosmos (o homem) e o macrocosmos (o Universo). Fisicamente, estas trocas fazemse por intermédio da pele; pela pele nós eliminamos detritos e absorvemos energias. Mas, no plano subtil, essas trocas fazemse pela aura, que é a nossa pele espiritual. Portanto, quando eu digo que, tal como o corpo físico, a nossa alma e o nosso espírito também devem transpirar, refirome às trocas que nós devemos fazer, nos planos subtis, com a sabedoria e o amor divinos.

Uma chave: o amor
Amai e todas as portas se abrirão diante de vós. Parai, pois, de perguntar porque é que sois infelizes, porque é que tendes tantos revezes na vida... É muito simplesmente porque não tendes amor. Se tivésseis amor, nada vos resistiria, pois quando se tem amor não se fica inactivo, sem empreender nada. Alguém dirá: "Mas eu estou doente. - Isso acontece justamente porque não tem amor. (Mas que relação há nisso?) Se tivesse amor pela saúde, há muito tempo que ela teria vindo instalar-se. Se está doentes, é porque não ama verdadeiramente a saúde. É esta a resposta." Quando tiverdes amor por aquilo que é bom, por aquilo que é belo, e viverdes dia e noite com esse amor, nenhuma força do Universo poderá resistirvos, pois não existe nada acima do amor: foi o amor que criou o mundo e todas as forças obedecem ao amor. »

fonte: Fraternité Blanche Universelle

[Imagem: Don Li Leger, Poppy nine patch]

Posted by Lilia at 09:45 PM|Comments (0)