Principal
 Fale comigo
acorda!
amizade
amores
ansiedade
auto-estima, perdão e aceitação
compaixão & generosidade
cura & saúde!
delícias
depressão
desapego
do riso & bom humor
entrevistas
envelhecendo
espiritualidade
estorinhas
felicidade & alegria
inveja
mães, pais & filhos
magias e astrologias
meditação
medo & pânico
menopausa & TPM
mulheres
o alheio e a nossa vida
o poder do desejo
piegas? que nada!
preste atenção!
resiliência
rigidez & intolerância
uia!
fevereiro 2007
outubro 2006
setembro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
 
   
  20.07.05- Ao sorrirmos, estimulamos sua produção

Dr. Mário Carabajal – Ph.D.

sorrirestimula-Portrait-Of-A-Young-Girl-Laughing-Djenne-Mopti-Mali.jpg Você já observou quem está a sua volta? Alguns são bem humorados, passam felicidade, contagiam o ambiente e atraem as atenções de todos. Já os sisudos, tornam as coisas mais difíceis, mais pesadas. Entre um e outro – como a noite e o dia, sentimo-nos motivados e depressivos – alegres e infelizes – relaxados e tensos – vívidos e angustiados.

Onde encontram-se as chaves para a felicidade? Nas pessoas que nos cercam ou dentro de nós? Nos planos e projetos – na saúde e trabalho – nos esportes e lazer? Sabemos que algumas pessoas vivem mais que outras, mas, que segredinho é este?

Após analisar uma amostra superior a 1.500 pessoas, inclino-me a afirmar que as pessoas mais bem humoradas polarizam os meios, fazendo com que pequenas e grandes decisões, empresariais e políticas, girem a sua volta. São seres como pólos energéticos, como ímãs.

Através dos recentes avanços da bioeletrografia, constatamos o entrecruzamento das energias humanas, também, de infinitas trocas energéticas entre os seres e os objetos. Existem campos de energia com maior e menor “quantum” de irradiação, - o que provocam mudanças nos limiares de outros seres e mesmo objetos.

A energia é uma realidade inquestionável, ela existe em tudo e também nos seres. Cada célula humana armazena entre 40 e 90 mini-voltz.

Os bem humorados tem uma maior capacidade de armazenamento de energia e suportam melhor as tensões.

Todo os processos psiconeuro e biofisiológicos, mecânicos e extra-corpóreos, sociais, são dependentes de energia. Em todos os momentos, trocas ocorrem, modificando os limiares dos objetos e pessoas sob o nosso raio bioeletromagnético. Quem já não passou frente a um aparelho de televisão, rádio, ou mesmo ao pentear-se, e notou a existência e presença da energia?

Nas 1.500 pessoas analisadas, aquelas que tinham um maior senso de humor, energeticamente, polarizavam seus pares. Uma significativa redução nos níveis de estresse – muitos pacientes que queixavam-se de algum tipo de dor, frente ao riso, tinham suas dores minimizadas.

Alguns efeitos do riso sobre o organismo:
- O hormônio do estresse, que é produzido pelas glândulas suprarenais são reduzidos.
- Com o riso, suas lágrimas passam a ter mais imunoglobulinas, um anticorpo que é a sua primeira linha de defesa contra algumas infecções oculares provocadas por vírus e bactérias.
- Sua boca também passa a ter mais imunoglobunina, resultando em uma melhor função imunológica.
- O riso acelera a recuperação de convalescentes e é eficaz no combate a dor.
- O poder do riso, de ativar a produção de endorfinas, é tão eficiente quanto a acupuntura, o relaxamento, a meditação, os exercícios físicos e a hipnose.
- O nível de cortisol aumenta de forma nociva durante o estresse, diminuindo significativamente com o riso.
- A pressão sanguínea aumenta durante o riso e cai abaixo dos níveis de repouso depois.
- Há uma redução da tensão muscular depois do riso. Um dos principais fatores que contribui para as doenças ocupacionais, como a Dort – Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho, é o excesso de tensão muscular.
- O ar é expelido em grande velocidade de sus pulmões e de seu corpo quando você dá uma boa gargalhada. Seu corpo todo é oxigenado – inclusive o cérebro. Este fenômeno contribui tanto para que você pense com clareza quanto para uma boa forma aeróbica.
- O riso possui um efeito antiinflamatório em suas juntas e ossos que contribui para reduzir a inflamação e aliviar a dor em condições artríticas.
- Durante o estresse, a glândula supra-renal libera corticosteróides que são convertidos em cortisol na corrente sanguínea. Níveis elevados de cortisol têm um efeito imunossupressivo – o riso reduz os níveis de cortisol, protegendo nosso sistema imunológico – o estresse é o elo entre a pressão alta, a tensão muscular, o sistema imunológico enfraquecido, enfarto, diabetes e muitas outras doenças. (Vencer, Dez/01, p. 50).

Fonte: Academia Letras Brasil

[Imagem: Djenne Mopti Mali, "Portrait Of A Young Girl Laughing"]


Posted by Lilia at 02:51 PM|Comments (0)
 
  17.07.05- É sério: bom humor faz bem à saúde

Katia Stringueto

bomhumorfazbem-UteMaertens-KleinerJongleur.jpg O que uma exuberante gargalhada contém? A ciência quis saber. Nessa empreitada, primeiro percebeu e depois comprovou que o riso não só transmite alegria de pessoa para pessoa como também melhora a saúde
delas.

O mais recente estudo aconteceu na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Os pesquisadores verificaram que a ativação de uma determinada região do cérebro associada a emoções negativas enfraquece a imunidade dos pacientes. Quem é mais triste apresenta uma atividade maior na parte frontal direita do córtex cerebral. Isso mexe com os neurotransmissores, as substâncias produzidas e liberadas ali, e reduz a produção de células de defesa do organismo. Em contrapartida, pessoas que tendem a olhar o lado positivo das coisas, nas quais o lado esquerdo do cérebro fica mais ativado, apresentam uma melhora na capacidade imunológica.

O bom humor é, então, uma forma descontraída de prevenir gripes e resfriados. E ainda um fortificante quando se fala em aids, câncer e problemas de coração. Um levantamento da Universidade de Maryland, também nos EUA, descobriu que sorrir influencia o músculo cardíaco: segundo o estudo, infartados apresentam 40% menos tendência a rir do que homens saudáveis da mesma idade.

Em outra pesquisa, desta vez no Brasil, realizada no Instituto Nacional do Câncer, a enfermeira Maria Helena Amorim, atual professora da Universidade Federal do Espírito Santo, constatou que mulheres com câncer de mama que enfrentam a doença com otimismo produzem mais de uma substância positiva no próprio sangue: há aumento de células natural killers, um tipo capaz de eliminar células tumorais. "Os exames de sangue comprovam que, no grupo de mulheres que receberam ajuda de terapeutas para relaxar e enfrentar a doença com otimismo, o índice dessas células poderosas chegou a 19%", informa a pesquisadora. Entre as mulheres que não receberam essa ajuda, o índice ficou em 8,5%.
"Em pacientes soropositivos e com câncer, a falta de esperança é um obstáculo sério ao tratamento. Costumo dizer que é como tentar empurrar um carro brecado: não funciona. O otimismo, por outro lado, faz tolerar melhor os medicamentos e os efeitos colaterais", observa o infectologista Arthur Timmerman, de São Paulo.

Benefício de corpo e alma
Ao reafirmar a importância das emoções e dos pensamentos positivos para a saúde, as pesquisas assinalam que brincar, rir e não se levar tão a sério é absolutamente desejável. ?Ser bem-humorado significa perceber que a maior parte das situações que vivemos não é nem muito importante, nem muito séria, nem muito grave?, define Silvia Cardoso, neurocientista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que estuda o riso e seus efeitos.

Ela constatou que não importa se a risada é por algo engraçado ou um gesto de cumprimento. Para ser benéfica, ela tem é de ser sincera. "Só quando o sorriso passa pela emoção é que libera substâncias que reduzem a tensão, relaxam os músculos e aumentam a imunidade", avisa.

"Sabemos ainda que rir oxigena o sangue e faz pensar melhor", completa Allen Klein, presidente da Association for Applied and Therapeutic Humor (um tipo de associação americana do humor terapêutico). Para a alma, o benefício de uma boa gargalhada é bem mais amplo. No livro Ninguém Escapa de Si Mesmo -Psicanálise com Humor (ed. Casa do Psicólogo), a psicanalista paulista Paulina Cymrot descreve alguns casos em que comentários divertidos abriram uma janela na alma trancada dos pacientes. "O humor serve para minimizar o excesso de dor, de rigor consigo próprio e com as outras pessoas", escreve a
autora.

A palavra humor vem do latim humore, que significa "deixar fluir". Isso inclui desculpar-se das próprias falhas e expandir-se internamente. Às vezes, é preciso deixar vir a raiva, o medo, a tristeza. "Estar de bem com a vida não significa ser super-herói e esconder os sentimentos ruins. Pelo contrário, é importante deixar a dor doer até passar", diz a doutora em psicobiologia Thelma Andrade, professora do departamento de ciências biológicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus de Assis).

"O otimista também se irrita, mas reconhece que está assim e, tão logo quanto possível, elabora o fato e segue a vida. Não fica paralisado nem remoendo frente a um obstáculo", compara a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo.

Energia que transforma
A chargista argentina Maitena Burundera, 41 anos, autora do livro Mulheres Alteradas, transforma o sofrimento em fonte de criação. "Para mim, o humor é um mecanismo para lidar com minhas angústias. Tento rir do que me faria chorar", revela.

Acostumada a ouvir as dores humanas, a psicóloga paulista Lilian Pinheiro, 56 anos, entende que a alegria é a melhor coisa que existe. "O bom humor cura, faz as pessoas levarem a vida mais leve. Com certeza, me conduz à saúde física e mental", afirma. Sua energia é tanta que dá até para distribuir aos amigos. "Ela não faz tempestade em copo d'água. Sempre que converso com ela, sinto aquele ânimo, uma vontade de viver. Lilian contagia a gente", diz a amiga Erika Fromm, 30, cineasta, de São Paulo.

Hábitos que ativam o otimismo
Três atitudes ajudam a ampliar a cota de bom humor.
1. Dormir bem. A privação do sono eleva a agressividade.

2. Atividade física. Estimula a liberação de endorfinas, um tipo de neurotransmissor associado ao bem-estar. "Pode ser natação, ioga, caminhada. Só não vale ser algo competitivo, que estresse ainda mais", sugere a psiquiatra Alexandrina Meleiro.

3. Alimentação rica em fibras e nutrientes. "Quem está com o intestino preso fica intoxicado e de mau humor, frisa Célia Mara Melo Garcia, nutricionista e iridóloga, de São Paulo. Além disso, os alimentos certos servem de matéria-prima para a produção de parte da serotonina fundamental na química do bom humor. Entre eles estão:
Soja: Uma pesquisa recente provou que o grão contém moléculas que participam da formação da serotonina substância responsável pela sensação de bem-estar.
Carnes magras, peixes, nozes e leguminosas: Fontes de triptofano, facilitador da produção de serotonina, neurotransmissor do bem-estar.
Banana e castanha-do-pará: Contêm vitamina B6, que colabora para o bem-estar.
Manga: Alimentos amarelos, como essa fruta, são ricos em magnésio, outro mineral envolvido na regulação da serotonina, relaxante produzido pelo cérebro.
Leite e iogurte desnatados e queijos magros: Ricos em cálcio, fundamental para a liberação de neurotransmissores, como a serotonina.

Motivos para sorrir
Para cultivar seu senso de humor:
* Liste as coisas de que você mais gosta e considere seriamente a possibilidade de colocá-las em prática.
* Lembre do que você fazia com prazer na infância. O que o fazia ficar horas absorto, ler, olhar as estrelas, assistir um jogo...
* Perceba as atividades divertidas que pratica durante o dia. Jantar fora com um amigo, fazer amor, brincar com o cachorro, cozinhar. Observe como a alegria custa pouco.
* Tudo tem sua parte divertida e outra nem tanto. Só não deixe o que é divertido ficar escondido.
* Brincar é tão natural quanto respirar, sentir, pensar.
Autorize-se. Tente caminhar por um quarteirão observando quantos sorrisos encontra pela frente. Depois, faça o mesmo percurso sorrindo e comprove que rir é contagioso.
"Ser bem-humorado significa perceber que a maior parte das situações que vivemos não é nem muito importante, nem muito séria, nem muito grave", Silvia Cardoso, neurocientista.

Fonte: Revista Bons Fluidos

[Imagem: UteMaertens, "Kleiner Jongleur"]

Posted by Lilia at 12:47 PM|Comments (0)