fevereiro 02, 2007

A Doença como Forma de Alcançar a Perfeição

doencaalcancarperfeicao_mauriceesteve.jpg A doença humana manifesta-se através dos sintomas.
Sintomas, portanto, são partes da sombra da nossa consciência que se precipitaram na forma física.
Qualquer princípio não vivido na consciência insiste no seu direito à vida, manifestando-se através dos sintomas físicos.
Com estes sintomas somos forçados a conviver constantemente de modo a concretizar coisas que não pretendíamos realizar por opção da nossa consciência, mas que nos são impostas pelo nosso espírito.
É assim que os sintomas compensam qualquer tentativa da consciência que espelha a realidade do espírito, em não buscar a plenitude na unidade perfeita.
Este estado de unidade plena é considerado o verdadeiro equilíbrio que o espírito busca, porém dificilmente interpretado pela nossa consciência desacostumada com o estado uno da perfeição a ser alcançada pela evolução.
A tendência e a necessidade da polaridade persistem até a abertura total da consciência com a conseqüente compreensão e aceitação da unidade no espírito.
O sintoma, a doença, é a busca daquilo que o espírito sente falta na consciência.
Por isso cada sintoma tem seu significado e interpretação específica no desequilíbrio de cada ser humano.
A doença nos torna mais honestos porque revela o outro lado da nossa consciência, que busca no sintoma a dualidade para o nosso espírito poder equilibrar-se.
Apresentando os dois lados, o da consciência e o do sintoma, podemos contemplar exata e honestamente como espiritualmente somos.
A cura só é possível na medida em que nos conscientizamos e nos integramos dos aspectos que ainda se apresentam ocultos de nós mesmos, formando a nossa sombra.
Assim que descobrimos o que nos faz falta espiritualmente, o sintoma (doença) torna-se supérfluo.
O objetivo da cura é a unicidade e a totalidade do espírito.
O ser humano é perfeito quando enfim descobre seu verdadeiro Eu, o seu grau evolutivo espiritual e se torna uno com tudo o que existe, como toda a criação de Deus.
A doença força o ser humano a permanecer na trilha rumo à unidade, e por isso: - " A Doença é um Caminho para a Perfeição".
Quando pregamos a unicidade e a totalidade do ser, estamos estimulando o homem a evoluir espiritualmente, caminho que naturalmente leva a Deus, e isso se faz através da reformulação moral, da aquisição de novas interpretações da vida, da existência, dos problemas, do destino e da dor.
Portando, as melhorias que promovemos em nosso caráter humano, nos equilibra espiritualmente, conduz nosso espírito à unidade, à totalidade, à plenitude, à perfeição e à Deus.
Assim entendemos perfeitamente o objetivo de Jesus Cristo em seu divino ensinamento sobre o amor, a fé, o perdão e a caridade.
Conduzir nosso espírito a Deus através da superação, da reformulação, da unidade e manutenção do estado de elevação do caráter humano, mesmo que temporariamente, enquanto estamos encarnados, mas que lenta e gradativamente transformam e elevam nosso espírito a outras dimensões com características afinadas com a regeneração.
Quando dói nosso corpo entendemos que o espírito, através da consciência, está a reclamar sua parte do todo, da unidade que a natureza universal, divina e plena conspira incessantemente para buscar.
Se o sintoma, a doença, é a expressão da imperfeição que vai no espírito, a cura é o equilíbrio conquistado através da sua superação.
O espírito sendo a unidade matriz dos demais corpos, físico e etéreos, é natural que todos os corpos criados tenham sua característica básica estampada, tanto intrínseca quanto ostensivamente.
Toda manifestação física, moral, emocional, energética, social, cultural e comportamental do homem, está ligada à característica de seu espírito, inclusive a dor que tanto tememos e da qual tanto fugimos.
O espírito (matriz) tem a necessidade do complemento, da unidade, da expansão evolutiva, influindo nos demais corpos etéreos que constituem o ser, vindo até a parte mais densa destes corpos, ou seja, o físico.
Quando esta sutil influência chega ao corpo físico, já não é mais sentida como impulso nem como simples tendência, mas sim como necessidades: doenças!
Este é o princípio da Psicossomatização.
O espírito busca a evolução através da reformulação dos seus valores essenciais.
Os corpos somáticos intermediários constituintes do ser, interpretam a carência e os excessos como uma necessidade do espírito de atingir a unidade perfeita.
A consciência, que é o consenso destes corpos, identifica o método a ser utilizado na ação de reformulação progressiva e o corpo físico, através dos sintomas (doenças), o executa.
Se a doença nos faz tanto mal, como costumamos interpretar, basta preparar-nos para podermos interceptar as ordens da matriz (espírito) antes que cheguem em nosso corpo físico.
Se mais espiritual, consciente, elevado no caráter, tranqüilo, seguro, afetuoso e menos apegado às coisas da terra, de ordem material e humana como a avareza, a luxúria, os vícios, o orgulho, as paixões, os medos, as culpas e a necessidade constante de sermos heróis, conseguiríamos melhor interpretar as derivações do nosso espírito, sem precisar de tantos recados indiretos, geralmente por via muito pouco conhecida: - a consciência !
Daí sim, poderíamos sentir menos dor!

fonte: A Doença Como Caminho de Cura
Humbertho Oliveira, Mauricio Tatar, Susana Hertelendy e Vania Didier - Trabalho apresentado no II Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia, em 28 de abril de 1996, em Salvador, Bahia, Brasil

[Imagem: Maurice Esteve ]

Posted by Lilia at 12:21 PM | Comments (0)

fevereiro 01, 2007

O castelo

ocastelo_joesambataro_hiddenlakechateau.jpg "Em Love and Awakening", John Welwood emprega a analogia do castelo para ilustrar o mundo dentro de nós. Imagine um castelo magnífico, com corredores intermináveis e milhares de aposentos. Cada cômodo do castelo é perfeito e tem um dom especial. Cada aposento representa um diferente aspecto de você mesmo e é uma parte completa do castelo inteiro e perfeito. Como uma criança, você explorou cada centímetro do seu castelo, sem vergonha ou espírito crítico. Sem medo, procurou as preciosidades e os segredos de cada cômodo. Amorosamente, você assumiu cada aposento, fosse ele um banheiro, um quarto ou uma adega. Cada um e todos os cômodos eram únicos. Seu castelo estava cheio de luz, amor e maravilha. Então, um dia, alguém chegou lá e lhe disse que um dos aposentos era imperfeito, que com certeza não pertencia ao seu castelo. Sugeriu-lhe que, se quisesse ter um castelo perfeito, você deveria fechar aquele quarto e trancar a porta. Como desejava ser amado e aceito, você rapidamente fechou o quarto. À medida que o tempo foi passando, mais e mais gente foi até o seu castelo. Todos deram sua opinião sobre os aposentos, de quais gostavam e os que lhes desagradavam. E, aos poucos, você foi fechando uma porta depois da outra. Seus aposentos maravilhosos foram sendo trancados, ficaram fora do alcance da luz, mergulhados na escuridão. Um ciclo havia começado.

Desse momento em diante, você passou a fechar cada vez mais portas; pelas mais diversas razões. Fechou portas porque tinha medo ou porque achou que os quartos eram muito arrojados. Trancou as portas de outros por julgá-los muito conservadores. Outras portas foram fechadas porque alguns castelos que você visitou não tinham cômodos como aqueles. E outras, ainda, porque seu líder religioso lhe disse que você deveria manter distância de certos quartos. Você fechou toda porta que não se encaixasse nos padrões da sociedade ou em seu próprio ideal.

Acabou-se o tempo em que o seu castelo parecia não ter fim e o seu futuro se apresentava brilhante e cheio de emoções. Você já não cuidava mais de cada cômodo com o mesmo amor e admiração. Aposentos dos quais você se orgulhava, agora queria que desaparecessem. Você tentou imaginar formas de se livrar deles, mas eles faziam parte da estrutura do castelo. Chegou um momento em que você, tendo fechado a porta de todo e qualquer cômodo de que não gostasse, acabou por se esquecer completamente deles. No princípio, você não percebeu o que estava acontecendo; tinha se tornado um hábito. Com tanta gente dando palpites tão diferentes sobre qual a aparência que um magnífico castelo deveria ter, tornara-se mais fácil dar atenção aos outros do que à sua voz interior: a única que amava seu castelo por inteiro. Na verdade, o fato de fechar aquelas portas começou a lhe dar segurança. Logo você se viu morando em poucos e apertados cômodos. Aprendera a fechar as portas para a vida e sentia-se à vontade fazendo isso. Muitos trancaram tantos aposentos que se esqueceram de que algum dia foram um castelo. Passaram a acreditar que eram apenas uma casa pequena, de dois quartos, necessitando de consertos.

Agora, imagine seu castelo como o lugar onde você abriga tudo o que você é, a parte boa e a má, e que todas as características que existem no planeta também estão em você. Um de seus cômodos é amor; outro é coragem; outro, elegância; e outro é graça. Há um número infinito de aposentos. Criatividade, feminilidade, honestidade, integridade, saúde, sensualidade, poder, timidez, ódio, ganância, frigidez, preguiça, arrogância, doença e maldade são aposentos do seu castelo. Cada um deles é uma parte essencial da estrutura, e cada aposento tem seu oposto em algum lugar do seu castelo. Felizmente, nunca ficamos satisfeitos sendo menos do que somos capazes de ser. Nosso descontentamento com nós mesmos nos motiva a ir em busca de todos os cômodos perdidos do castelo. Só conseguiremos achar a chave da nossa individualidade se abrirmos todos os aposentos do castelo.

O castelo é uma metáfora para ajudá-lo a perceber a enormidade do seu ser. Cada um possui esse lugar sagrado dentro de si mesmo. É de fácil acesso, se estivermos prontos e ansiosos por ver a nossa totalidade. A maioria das pessoas tem medo do que poderá encontrar por trás das portas desses quartos. Assim, em vez de partir numa aventura, para encontrar nosso eu escondido, cheio de emoção e maravilhas, conservamo-nos fingindo que os quartos não existem. O ciclo continua. Mas, se você quer de fato mudar o rumo da sua vida, terá de entrar em seu castelo e abrir vagarosamente todas as portas, uma a uma. Precisará explorar seu universo interior e recuperar tudo o que havia rejeitado. Só na presença do seu eu integral você poderá apreciar sua magnificência e gozar a totalidade e a singularidade da sua vida."

a citação acima está no livro "O Lado Sombrio dos Buscadores da Luz", de Debbie Ford
[Imagem: Joe Sambataro, Hidden Lake Chateau]

Posted by Lilia at 05:26 PM | Comments (0)

Admiração, Inveja e Amor

Flávio Gikovate

admiracaoinvejaamor_twopinkshells_georgiaokeeffe.jpg A busca de destaque social através do sucesso em alguma área de atividade (que é a forma usual da manifestação adulta do exibicionismo e que chamamos de vaidade) teria por finalidade atenuar a sensação de desamparo, solidão e insignificância, sensações geradoras de brutal desespero, especialmente para aquelas pessoas que, em virtude de sua inteligência, são mais conscientes destas propriedades da condição humana. Apenas algumas observações serão suficientes para demonstrar que este caminho não leva a parte alguma, a não ser para uma relativa neutralização da sensação de insignificância que, ainda assim, necessita permanentemente de reforços derivados de novos feitos, capazes de chamar a atenção das outras pessoas.

Se a intenção inicial das pessoas que buscam o destaque é, através dos seus desempenhos, acima da média, obter admiração e o amor dos que lhe são próximos, o resultado na prática é bastante diverso deste. O sentir-se amado pode efetivamente representar uma importante atenuação do desamparo original, sendo um remédio eficaz para o desespero que deriva da consciência da solidão, de modo que seria legítimo buscar esta solução, ainda mais que ela estaria na mesma direção da que determina o prazer erótico ligado ao sucesso. O que perturba esta solução, aparentemente muito boa porque resolve os dois anseios - afetivo e erótico -, é que a admiração determina o surgimento da inveja e não do amor.

Amor e inveja derivam da mesma fonte: a admiração. Porém, na prática, a inveja é a emoção que mais frequentemente se manifesta, especialmente quando as diferenças entre as pessoas são mais marcadas. Para que a admiração resultasse em amor seria necessário que as pessoas em geral estivessem relativamente bem consigo mesmas, de modo a não se sentirem humilhadas, agredidas pelas competências especiais das outras.

Acredito que a maioria das pessoas que buscam o destaque social só percebe muito tardiamente que seu sucesso desperta muito mais frequentemente a inveja do que o amor; e, mais, que vive esta constatação surpreendente como profundamente decepcionante e geradora de uma grave crise íntima. Não é fácil aceitar que o resultado de tanto esforço e dedicação a uma causa qualquer - desde as mais nobres até o simples sucesso material - seja a hostilidade sutil, manifestada principalmente pelas pessoas mais chegadas, amigos e familiares. E agora, o que fazer? Abandonar tudo e iniciar uma nova vida? Com que forças? E para onde dirigir essas energias, se o resultado de uma mudança de rota pode ser o mesmo, ou seja, a inveja?

Na maior parte das vezes, não há mais como existir uma reversão do processo, principalmente porque as pessoas já estão muito habituadas às gratificações eróticas derivadas do sucesso social. A vaidade funciona, nestes casos, como um vício qualquer: o indivíduo percebe que ela lhe é nociva - por causa da inveja que sua condição desperta - mas não consegue mais abrir mão dos prazeres que dela advém. O sentir-se hostilizado agrava a sensação de solidão e desamparo, o que costuma determinar um agravamento do desespero, agora acrescido de revolta contra as pessoas invejosas. O desespero e a revolta geram uma energia ainda maior, que é usada na direção de se obter um destaque mais acentuado, que agrava a solidão. A inveja é um sinal da admiração e do destaque obtido, de modo que passa a ser buscada ativamente, apesar da mágoa íntima que possa causar. Para continuar a ser admirado e destacado, terá que se comportar cada vez mais de acordo com o que o grupo social valoriza - ainda que já tenha percebido seu caráter absolutamente ilusório e, na prática, insatisfatório. Desta forma o grau de liberdade individual se torna mínimo, ao mesmo tempo em que o indivíduo fica cada vez mais sozinho, apenas se gratificando - em doses cada vez maiores, como em qualquer vício - dos prazeres eróticos ligados ao exibicionismo.

fonte: Somos Todos Um
[Imagem: Georgia O'keeffe, Two pink shells]

Posted by Lilia at 03:54 PM | Comments (0)

Afinal, você quer ou não ser feliz?

Eunice Ferrari





descedacruz.bmp "Para onde vais? Tantos milhares de anos são necessários para acordar, mas, por piedade, tu acordarás?" Christopher Fry

Costumo mencionar na maioria de minhas matérias que o grito de Aquário é "Filhos, desçam da cruz!", mas infelizmente, muitos de nós, ainda aprisionados pelas correntes da Era de Peixes, que devo admitir, são dificílimas de se romper, não conseguem captar intuitivamente a profundidade que existe por trás dessa pequena frase. Todos nós, pelo menos em sua maioria, nos acostumamos à imagem de Jesus Cristo pregado na cruz, que, se refletirmos com bastante seriedade, é uma imagem profundamente deprimente.

No decorrer de muitas de nossas vidas nos ensinaram que a mensagem que Jesus Cristo nos deixou é uma mensagem de sofrimento. E que esse é um sofrimento que todos nós devemos manter em nossos corações e em nossas vidas. Se você parar para refletir e se aperceber quais sentimentos são desencadeados quando olhamos Sua imagem na cruz, você perceberá que imediatamente a sensação de culpa pelo Seu sofrimento é aflorada, porque nos ensinaram que Ele, o nosso Grande Mestre Jesus, morreu por nós.

Jesus, em sua passagem aqui na Terra, nos deixou uma série de mensagens, que se você estudar com mais profundidade, perceberá que nenhuma delas nos fala de sofrimento, de aprisionamento ou culpa. Todas as mensagens de Jesus nos falam de Amor, Compaixão, Igualdade, Fraternidade, Liberdade, Vida e Verdade. Sentimentos esses que, se verdadeiramente conscientizados e desenvolvidos dentro de nós, nos remetem para bem longe do sofrimento.

O amor, nosso maior legado como humanos, é libertador, assim como a compaixão, a vida e a verdade.

...
Hoje, passados mais de dois mil anos, ainda resistimos à verdade de seus ensinamentos, ainda acreditamos que sua mensagem é de sofrimento, que a imagem que devemos guardar Dele é a de sua dor na cruz. Por que não nos apegamos à imagem e ao júbilo da ressurreição? Por que ainda acreditamos que nosso caminho pela Terra deva ser de sofrimento?

Essa foi nossa durante todos esses séculos, mas agora, a mensagem deve ser reavaliada, pois nosso inconsciente coletivo está carregado de dor e isso deve mudar..

Quando você se olha no espelho, o que enxerga? Você se sente uma pessoa feliz? Como está se sentindo hoje? Radiante, como chispa de Deus que você é? Ou ainda acredita que tem alguma dívida a pagar? Você acha mesmo que está sofrendo porque está cumprindo algum carma? Ou não consegue sair dessa situação porque tem medo?

Todo poder de criação está em você. A religião ortodoxa e o materialismo nos tirou o direito de escolha, sabia? A realidade que vivemos é fruto de uma criação que não é nossa, que foi imposta pelo poder. Pense nisso. A não ser que se sinta feliz com a forma de vida que tem agora. Se esse for o seu caso, que bom que conseguiu criar sua própria realidade, mas essa não é a situação de vida da grande maioria.

Se você está infeliz por algum motivo, não se esqueça que a saída dessa situação está em suas mãos, ou melhor, está em sua mente, em seu poder mental. Você é um filho de Deus, não me canso de dizer isso. Deus é uma Grande Força, e você possui essa força dentro de você, todos nós a possuimos. Aproprie-se desse poder, que é seu! Foi dado a você desde os seus primeiros dias neste planeta, mas somente agora você está se conscientizando que o possui.

Pare agora e reflita, pense, observe-se, observe seus pensamentos, qual a vibração que eles possuem neste exato momento? Sua mente está repleta de bons ou maus pensamentos? Você está se olhando como um ser perfeito ou imperfeito? Você se acha merecedor de tudo aquilo que deseja, ou há um lado em sua mente que diz: Imagina que você conseguirá, isso não é para você! Não se iluda, não dê ouvidos ao seu ego. Você possui uma mente divina e é a ela que deve se unir. Uma mente unida ao seu coração e ao coração do Universo, que é abundante. Uma mente positiva, criativa e repleta de poder. Aproprie-se dessa mente, que é sua! Acredite em você! Desça da cruz, pois foi você mesmo quem se crucificou.

Fonte: terra esotérico
[Imagem: Christ of Saint John of the Cross, Salvador Dali]

Posted by Lilia at 03:24 PM | Comments (0)