agosto 08, 2008

Ressentimento

Louise L. Hay

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O ressentimento é a raiva há muito sufocada. O principal problema do ressentimento é que ele costuma se alojar sempre em uma determinada parte do organismo. Com o passar do tempo, naquele local vai se formando um cisto, que pode se transformar em tumor, que vai comer o corpo por dentro. Portanto, não existe nada pior para a saúde do que a raiva reprimida durante muitos anos.
Muitos de nós fomos criados em famílias em que não era permitido extravasar raiva. Em algumas delas, só o chefe da casa possuía esse direito. Dessa forma, os outros tinham de aprender a engolir a raiva. Isso é especialmente freqüente com mulheres, que em geral foram ensinadas que externar raiva era pouco feminino e sinal de falta de educação.

Muitas mulheres criam quistos ou tumores no útero devido àquilo que chamo de sindrome ele me magoou. Elas são pessoas com problemas emocionais que guardam seu ressentimento na área genital. Agem como as ostras, que, ao absorverem um grão de areia, criam em torno dela camada após camada de carbonato de cálcio para escaparem da irritação, até que se forma uma pérola. Essas mulheres absorvem a mágoa e ficam repisando seu ressentimento ou, como costumo dizer, passando sempre o velho filme, e as camadas e camadas de raiva reprimida acabam se transformando em um quisto e depois um tumor.
Como o ressentimento geralmente está muito fundo dentro de nós, é comum ele exigir muito trabalho mental para ser dissolvido. Recebi uma carta de uma senhora que estava lidando com seu terceiro tumor canceroso. Ela me contou que fazia muito trabalho mental, mas percebi por suas palavras que ainda guardava dentro de si um forte sentimento de indignação e amargura, que, no fundo, ela achava mais fácil deixar a cargo do médico extrair o tumor que trabalhar com grande constância em dissolver seus ressentimentos Ora, os médicos podem ser muito bons em extrair quistos ou tumores, mas só o próprio paciente pode impedir de voltar.

Existem pessoas que preferem morrer a mudar seus padrões. Você com certeza conhece alguém que se recusa a modificar seus hábitos alimentares, apesar de saber que corre perigo ao mantê-los. Isso pode ser bastante difícil para uma pessoa que vê um ente querido praticando exageros e percebe que é incapaz de modificá-lo.
No entanto, tenha em mente que não importam as escolhas, elas são sempre as corretas para quem as faz dentro do seu nível de compreensão e conhecimento. Não existe culpa, mesmo se a pessoa deixar este planeta devido a seus hábitos arraigados.
Ninguém deve se culpar por falhar ou fazer algo errado. Repito: uma pessoa está sempre fazendo o melhor possível dentro do grau de percepção e conhecimento que possui. Estamos todos em uma interminável viagem pela eternidade.. ."

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Mãe Desnecessária

Márcia Neder Bacha

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A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar vôos-solo. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado,o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser 'desnecessários', nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Márcia Neder Bacha é psicanalista e pesquisadora da UFMS e da USP/NUPPE. Doutora em Psicologia Clínica e autora de Psicanálise e Educação – Laços Refeitos e A arte de formar: o feminino, infantil e o epistemológico.

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agosto 07, 2008

O grande pessimista

Lia Luft

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O grande pessimista colhe todas as notícias ruins do jornal e manda aos amigos cada manhã; acha que o ser humano não presta mesmo, o mundo é mero palco de guerras e corrupção. O excessivamente otimista acha que a realidade é a das telenovelas e dos sonhos adolescentes, das modas, das revistas, da praia, do clube. O sensato (não o sem graça, não o chato) sabe que o ser humano não é grande coisa, mas gosta dele; que a vida é luta, mas quer vivê-la bem; que existem _ além de injustiça, traição e sofrimento _ beleza e afetos e momentos de esplendor. Que se pode confiar sem ser a toda hora traído por quem se ama.

Posso ser um pessimista essencial, por natureza ou formação ou circunstâncias. Posso porém estar apenas deprimido.

Para sair de uma fase depressiva há mil recursos à disposição de qualquer pessoa. Terapia, uma bela caminhada, um novo amor, pintar o cabelo, jantar num lugar delicioso, mudar de lugar os vasos do jardim, ver o que acontece nas artes. Ler, refletir, observar o dentro e o fora. Comprar um cachorro, ir ao futebol, planejar uma viagem (pode ser só até ali). Tentar aproximar-se da arte, qualquer que ela seja. Renovar interesses e afetos, cultivá-los.

Mas se eu curto a minha depressão ou minha visão negra de tudo, se com isso pretendo chamar a atenção dos outros ou puni-los (ou a mim mesmo), posso optar pelo eterno descontentamento. Aos poucos ficarei segregado do círculo dos que são os vitais amantes da esperança.

(Perdas & Ganhos, Lia Luft, Ed. Record, página 104)

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Equívocos Premeditados

Jordan Augusto

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"Duvide de si mesmo e você duvidará de tudo que vê. Julgue a si mesmo e você verá juízes por toda parte. Mas se você ouve o som de sua própria voz, você consegue elevar-se acima da dúvida e do julgamento. E você consegue ver eternamente." (Nancy Kerrigan)

Concordo com um pensador americano que diz que equívocos premeditados é o que mais vemos nos dias de hoje. Pessoas que em um primeiro instante julgam, imaginam, estabelecem e rotulam de acordo com suas limitadas experiências. Não precisamos buscar em nenhum lugar exemplos que especifiquem tal atitude: todos nós, em algum momento de nossas vidas, julgamos algo ou alguém.

Nesta nossa época, classificada como a grande passagem para a modernidade; ou para os mais extremistas, um novo tipo de civilização, o que, por outro lado, não se pode negar que estamos também em um momento superficial e sustentado pelas aparências, iniciamos uma significativa inversão dos velhos valores.

Estamos machucados pelas más e constantes experiências; achamos que o mundo é cruel e que todas as pessoas são monstros disfarçados de seres humanos. Obviamente que, diante deste quadro, a razão desta mudança não é de caráter ético, mas biológico; é uma questão de evolução. Esta passa pelos seus estágios depurativos até entendermos que estamos passando ao estado orgânico, que adquire como valor o fator retidão; em profundidade, este serve à vida.

A constante individualização, oriunda do capitalismo e materialismo, força-nos a enxergar a vida sob uma ótica de sobrevivência. E é por isto que se desvaloriza o fator força coletiva, altruísta, para se impor coisas que servem, ao contrário, ao estado caótico. Em todas as áreas julgamos pelas aparências; pelos momentos... Seria o mesmo que julgar o livro apenas pela capa, não? Imaginem se fôssemos julgar Stephen Hawking apenas pela sua aparência... O que diríamos?

O problema é utilitário. A retidão é aceita pela vida, não por ideologias morais, mas por razões práticas de rendimento. Tudo é relativo e evolui.
"Abra seu corpo e sua mente para os mais sutis níveis de experiência, abandonando a tentativa de controlar e de estar certo, não se preocupando com as aparências, e não tentando estar seguro." (Stephen Levine)

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de algum tempo, quando um macaco fazia menção de subir a escada, os outros o pegavam e enchiam de pancada. Após mais algum tempo, nenhum macaco queria subir a escada, apesar da tentação das bananas.

Um dia, substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que o calouro fez foi tentar subir a escada, mas foi impedido pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo desistiu de subir a escada. Um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, sendo que o primeiro substituto participou com entusiasmo da surra ao novato.
Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.
Um quarto e afinal o ultimo dos veteranos foi substituído.
Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo sem nunca ter tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.

Fonte: Sociedade Brasileira de Bugei

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agosto 06, 2008

Não retenha o lixo

Daniel C. Luz


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Antes de começar a receber idéias, coisas e pessoas novas em sua vida, é essencial que você abra espaço para elas. E isso significa jogar fora tudo o que você não usa mais, não precisa ou não gosta.
Se estivesse redecorando sua casa, você removeria todas as coisas velhas antes de arrumar os móveis novos em seus lugares... É a mesma coisa com sua vida. Atravancamento, tanto físico como emocional, toma espaço e bloqueia o caminho, impedindo coisas novas de entrar. Assim, seja implacável no que diz respeito a livrar-se daquilo que já não lhe serve mais.

Você já ouviu falar do "Pelicano"? O "Pelicano" é o navio mais indesejado do mundo. Desde 1986 ele tem sido o errante dos mares. Ninguém o quer. O Sri Lanka não oquer. As Bermudas não o querem. A república Dominicana o expulsou. A mesma coisa fizeram a Holanda, as Antilhas e Honduras.
O problema não é o navio. Embora enferrujado e inoportuno, o cargueiro de 466 pés apresenta boas condições de navegação. O problema não é a documentação do navio. Os proprietários atualizaram a licença e as taxas foram pagas.
O problema não é a tripulação. Eles podem sentir-se indesejados, mas não são ineficientes. Então, qual é o problema? Qual é a causa para anos de rejeição?
Recusado no Sri Lanka. Expulso na Indonésia. Rejeitado no Haiti. Por que o "Pelicano" é o navio mais indesejado do mundo?
É simples. Ele está cheio de lixo. Quinze mil toneladas de lixo. Cascas de laranja. Garrafas de cerveja. Jornais. Restos de cachorros-quentes. Lixo. O lixo do longo verão da Filadélfia em 1986. Foi quando os trabalhadores municipais fizeram uma greve. Foi quando o lixo cresceu mais e mais. Foi quando o estado da Geórgia o recusou e Nova
Jersey não o quis. Ninguém quis o lixo de Filadélfia. Foi assim que o "Pelicano" entrou em cena.
Os proprietários pensaram que ganhariam um dinheiro fácil com o transporte do lixo. O material foi queimado e o navio foi carregado com as cinzas. Mas ninguém as quer. No inicio, o problema era sua grande quantidade. No final era um lixo muito antigo. Quem vai querer lixo potencialmente tóxico?
“É importante limpar tudo. Talvez essa idéia o assuste, mas depois que tudo estiver em ordem, você sentirá um enorme alívio” A situação do "Pelicano" é uma prova. Navios cheios de lixo encontram poucos amigos.

A situação do Pelicano é também uma parábola. Corações cheios de lixo não têm melhor sorte. Imagino que alguém pode se comparar ao "Pelicano". Será que você também é rejeitado no cais? Será que está navegando para longe dos seus amigos e da sua família? Se for assim, você deve verificar a bagagem que está em seu coração. Quem vai querer oferecer espaço no cais para um coração que não tem mais espaço para nada e cheira mal?
A vida tem seu próprio modo de descarregar o seu lixo em casa ou no convés de nosso navio. O seu marido trabalha muito. A sua esposa reclama muito. O seu chefe exige muito. Os seus filhos choramingam muito. O resultado? Lixo. Cargas e mais cargas de ira. Culpa. Pessimismo. Amargura. Intolerância. Ansiedade. Decepção. Impaciência.
Tudo isso vai se acumulando. O lixo nos afeta. Contamina nossos relacionamentos. Mantenha o lixo a bordo e as pessoas sentirão o seu mau cheiro. Os problemas do "Pelicano" começaram com o primeiro carregamento. A tripulação deveria tê-lo rejeitado desde o inicio.
A vida de todos a bordo teria sido muito mais fácil se não tivessem permitido que o lixo se acumulasse. Como você poderia mudar a situação do "Pelicano"? Mudando seu carregamento. Encha o seu convés e os seus depósitos com flores ao invés de lixo, com presentes ao invés de cinzas, e ninguém recusará o navio. Mude o carregamento e você mudará o navio.

Para o que, ou quem, você precisa dizer "não"? O que ou quem você meramente tolera? Está na hora de terminar um relacionamento que o desgosta? De recusar-se a fazer favores que até agora fez porque sentia obrigação? É importante limpar tudo. Talvez essa idéia o assuste, mas depois que tudo estiver em ordem, você sentirá um enorme alívio.
"Como nós somos produtos da natureza não há defeito que não possa se tornar uma virtude, nem uma virtude que não possa se tornar um defeito." (Johann Goethe)

Imagem: lilia lima

Posted by Lilia at 06:55 PM | Comments (0)

Uma Coisa de Cada Vez: Uma Experiência com a Consciênica

Stephen Levine

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Uma forma incrível de integrar a prática de meditação e da percepção em nossas vidas diárias é fazer uma coisa de cada vez. Entregar-se de forma integral ao que estiver fazendo no momento. Concentrando-se em um única tarefa. Quando estiver dirigindo, não escutar o rádio. Quando estiver escutando música, não ler ou comer. Ao comer, não assistir à televisão nem ler. Ao assistir televisão, não comer ou ler. Quando estiver andando, sentir o solo sob os pés. Ao comer sinta aquilo o que come e entre por inteiro em contato com as sensações e motivação que condicionam e dirigem o processo. Estar atento ao comer da mesma forma como se fica atento ao andar ou respirar. Respirar uma inspiração de cada vez, dar um passo de cada vez, uma mordida por vez. Vivenciar de maneira plena "apenas isto", o momento tal como ele é.

Há uma história de dois monges zen que se encontraram à beira de um rio. Eles logo verificaram que eram de monastérios vizinhos, e cada um mostra curiosidade quanto à natureza do mestre do outro. Um dos monges diz: "Meu mestre é o maior de todos. Ele pode voar, pode caminhar sobre a água, pode ficar sem respirar por vinte minutos!" O outro balança a cabeça lentamente e sorri, dizendo: "Oh, seu mestre é de fato notável. Mas o meu é ainda mais: quando ele anda, ele apenas anda. Quando ele fala, ele apenas fala. Quando ele come, ele apenas come". Um dos mestre tinha "poderes" mas o outro tinha poder. Os poderes são desejados somente por aquela parte de nosso interior que se sente impotente. Considerando o tamanho respeitável do labirinto do ego, para a maioria, "os poderes" são armadilhas. Milagre maior é estar presente em nossas vidas, capazes de nos abrirmos para o momento, acumulando compaixão e percepção como preciosidades.

Certa manhã, um amigo nosso, mestre Zen, sentado à mesa do desjejum, lia o jornal enquanto comia. Um de seus discípulo, conhecendo a técnica de uma coisa de cada vez, zombou: "Você está comendo e lendo! Como pode estar atento a uma coisa só?!!". Ao que o esperto e prático mestre retrucou: "Quando eu como e leio eu só como e leio". Vá com calma. Se você tiver crianças em casa, pode ser quase impossível fazer uma coisa de cada vez. Neste caso, faça apenas seis coisas de cada vez. Ou, como disse uma mãe ao verificar que a prática seria bastante difícil para ela: "Minha agenda é uma bagunça. Acho que é dia do ventre".

Fazer uma coisa por vez nos ajuda a recordar. Quando você estiver lavando os pratos, ou dirigindo para o trabalho, trocando a roupa do bebê, cavando uma trincheira, cozinhando, fazendo amor, pensando alguns pensamentos, seja o que for, cuide da tarefa em pauta. Vivencie, a cada instante, o corpo, a respiração, os mutáveis estados mentais. Viva "apenas isto" de cada vez.

Se "apenas isto" não for o bastante, nada será o bastante. Cuidar deste "apenas isto" é viver de maneira sagrada.

Fonte: trecho do livro Meditações Dirigidas, Stephen Levine

Posted by Lilia at 04:17 PM | Comments (0)

Banho no rio

Richard Simonetti

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Saiba, prezado leitor, que é impossível você banhar-se duas vezes no mesmo rio.
Não se trata de nenhum rio especial, dominado por piranhas, ou gelado demais, onde se mergulha uma vez e nunca mais.
Pode ser qualquer curso d’água. Quem diz isso é Heráclito (540-480 a.C.), filósofo grego de Éfeso, que, em virtude de suas idéias complexas, era chamado “o obscuro”.
O insólito rio, onde é impossível tomar banho mais de uma vez, está longe de justificar o depreciativo apelido.
É fácil entender sua afirmação. Em qualquer trecho onde nos banhemos, fluem sem fim as águas, a seguirem seu curso.
É como se fossem rios a se sucederem, infinitamente. As águas de nosso banho não voltarão jamais.
Heráclito usava essa imagem para demonstrar que tudo no Universo está em contínua agitação, um fluir incessante, renovando-se as situações, os dias, as horas… Esse movimento é orientado pelo logos, uma idéia diretora, uma razão primordial.
Toda a virtude está no esforço por observar os princípios éticos que dele emanam.
Mudam as palavras, perpetuam-se os princípios, quando exprimem a verdade.
A Doutrina Espírita nos diz que há, realmente, um poder diretor para o Universo, um logos. Ele é sustentado por Deus, o Criador incriado, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, como está na questão primeira de O Livro dos Espíritos. O logos consubstancia-se nas leis divinas que regem nossa evolução, das quais nos fala Allan Kardec, particularmente quando aborda As Leis Morais, em O Livro dos Espíritos.

Ser perfectível, o Homem ainda está a caminho, submetido a mecanismos de evolução, como o rio em constante movimento, rumo ao oceano (leia-se perfeição). Sucedem-se os estímulos a cada momento, impondo-nos um caminhar incessante.
Ainda que, aparentemente, se repitam as experiências, algo vai mudando em nós, no desenrolar dos anos, renovando-nos como se renovam as águas do rio.
Há certa dificuldade para assimilar os princípios do logos.
Como explica Heráclito, tendemos, em face de nossa imaturidade, a cair no egocentrismo, a nos situar como se fôssemos o próprio.
Pretendemos, então, que tudo gire em torno de nossos interesses e paixões, qual rio represado em buraco profundo. Mas o fluxo incessante das águas o fará transbordar, impondo-lhe seguir adiante.

Podemos, no desdobramento de nossas experiências evolutivas, escoar para abismos de vícios e desatinos. Mas também experimentaremos um extravasamento, algo como o tédio da própria estagnação ou o impulso irresistível de abandonar a voragem do eu e atender à divina vocação – evoluir.
A emanar de Deus, a Vida derrama-se, incessante, na intimidade de nosso ser, induzindo-nos a seguir adiante, cada vez mais longe, rumo a gloriosa destinação.
Livro Luzes no Caminho

Posted by Lilia at 10:53 AM | Comments (0)

agosto 04, 2008

Não estás deprimido, estás distraído

Facundo Cabral

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Não estás deprimido, estás distraído.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

o texto original é em espanhol e não sei de quem é a tradução.

Posted by Lilia at 06:45 PM | Comments (0)

18 Princípios de uma Vida Espiritual

Sri Sri Ravi Shankar

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Confiança
O primeiro princípio de um caminho espiritual é ter confiança em si mesmo. Sem confiança, a realização não vem. Dúvida é o que opõe a confiança. Uma vez que você elimina o negativo, você verá que o positivo já ocorreu. Quando a dúvida é afastada, a confiança está lá. Então, para ganhar confiança, você deve entender o que é a dúvida. Se você observar a natureza da dúvida, ela é sempre sobre algo positivo. Você nunca duvida do negativo. Você sabe disso por sua própria experiência. Você duvida da honestidade de alguém, mas você nunca duvida da desonestidade. Você duvida da bondade de outras pessoas, mas você nunca duvida dos defeitos delas. Se alguém diz, “Eu te amo muito”, você diz, “Será?”. Mas se alguém diz, “Eu te odeio” você nunca diz “Odeia mesmo?”. Entenda a sua dúvida como você questiona o positivo e confia no negativo, e saiba que se você está tendo dúvidas, deve haver algo de bom presente. Enfrentada desta forma, a dúvida lhe dá meios de seguir em frente. Não estou dizendo para você deixar de ter dúvidas. Duvide o quanto puder! Dê a ela o seu 100%. Isso vai ajudar você a superá-la. Uma vez cruzada a barreira da dúvida, outros progressos virão.

Pare de culpar os outros e a si mesmo
O próximo princípio é parar de culpar os outros e a você mesmo. A jornada espiritual é uma jornada a você mesmo, e quando você está ocupado em culpar a si mesmo, você não vai querer se aproximar de si mesmo. Você não será atraído a si mesmo. Sem este movimento em direção a si mesmo, em direção ao espírito, você tem uma jornada em direção à dificuldade. A alegria que você recebe da dificuldade é cansativa. A alegria que você recebe do espírito é elevadora. Você encontrará defeitos dentro de você, mas não precisa se culpar por eles. Quando você culpa a si mesmo, você é compelido a culpar os outros, porque a culpa própria não se sustenta por muito tempo. Você encontrará um motivo para livrar-se dela ao dependurá-la em outra pessoa. Isso causa o surgimento do ódio. E toda vez que você culpa outra pessoa, você está novamente se preparando para se culpar. Existe muita culpa sendo distribuída hoje, isso está atrapalhando a consciência de todo o mundo.

Elogie os outros e si mesmo
O terceiro princípio é elogiar você e os outros. Elogiar os outros é um passo além de não culpar os outros. Elogiar acende o espírito e a presença do espírito é exaltante para você, para o outro, e para todo o ambiente. Ao elogiar você mesmo ou outro, é criado um espaço dentro de você, que é preenchido com alegria. Se você pode elogiar a si mesmo, você não precisa do elogio dos outros. Muitas vezes pensamos que elogiar a nós mesmos é ego, mas, na verdade, o ego não pode elogiar a si mesmo. Ao contrário, ele anseia pelo elogio dos outros. E entenda que todo elogio vai para o Divino de qualquer maneira. Se você diz que tem olhos lindos, quem os fez? Todo elogio vai para o Divino, o Criador. O ato de oferecer elogios expande a consciência. Algo dentro de você se abre. Culpar encolhe a consciência. Uma vez que a dimensão espiritual é uma expansão da consciência, da mente, nós não queremos agir contra isso culpando os outros. Ofereça um elogio sincero a alguém e veja como você se sente.

Sinceridade
Sinceridade é o quarto princípio. Em todas as coisas, seja sincero. Não engane a si mesmo e não tente enganar os outros. Você não está no caminho espiritual para a o bem dos outros. A busca espiritual sem sinceridade é vazia. Não traz nenhum benefício. Com sinceridade vem a paz, felicidade e alegria que você não poderia encontrar de qualquer outra maneira neste mundo.

Responsabilidade
O quinto princípio do caminho spiritual é responsabilidade. O caminho espiritual é não fugir da responsabilidade, mas assumir responsabilidade. Quanto mais responsabilidade você assumir para a sua vida, mais você está no caminho. Se você acha que é difícil administrar o que foi dado para você fazer, mais será dado! As pessoas pensam erroneamente que ser espiritual é uma fuga do trabalho árduo. Não. O caminho espiritual é marcado por atividade dinâmica e eficaz.

Abra mão do passado
O sexto princípio de uma vida espiritual é a capacidade de abrir mão do passado. Veja todo o passado como um sonho. Então venha ao momento presente. Você verá que não é necessário fazer um esforço para estar no presente. No momento em que você abre mão do passado, sua mente vem ao presente por conta própria. No momento presente, o espírito é aceso – mesmo uma faísca é transformada em brilho. Quando você se agarra ao passado, a faísca é coberta por cinzas. Esteja no presente e assopre as cinzas do passado.

Aceitação
Você precisa saber como criar um ambiente harmonioso ao seu redor. Você pode pensar que o seu ambiente cria você, mas, na verdade, você cria o seu ambiente. Veja o que é, é. A aceitação tem dois aspectos. O primeiro é a aceitação que o momento presente é inevitável. Ele aconteceu como aconteceu. Se você quer que seja diferente, ele só pode se tornar diferente no momento seguinte. Só quando você aceita o que é e fica calmo, você pode realmente mudar alguma coisa.
O segundo aspecto é aceitar as pessoas como elas são. Qualquer comportamento que elas exibam, perceba que este é o melhor que ela pode oferecer naquele momento. Seja analítico. Procure possíveis explicações para as ações delas. E, simultaneamente, assuma responsabilidade por suas próprias ações. Dessa maneira, a aceitação torna-se dinâmica e seu ambiente torna-se harmonioso.

Confirmação de sua própria morte
O oitavo princípio de uma vida espiritual é a confirmação da morte, o entendimento que você morrerá um dia. Porque existe algo no fundo de nosso interior que não morre, nós não podemos compreender completamente o fato de nossa própria morte. A confirmação da morte pode trazê-lo ao presente momento. Pode tirá-lo de todas as pequenas tentações que o afastam do presente. Uma vez que você sabe que irá morrer, então o futuro não o assombrará.

Impermanência da Vida
O nono princípio é a impermanência de tudo o que existe agora – a impermanência das situações, circunstâncias, emoções e pessoas ao seu redor. Saber que tudo isso é impermanente eleva o nível do espírito. Você pode agir com mais energia, entusiasmo e vigor. Pensamos que se reconhecermos que tudo é impermanente, isso derruba o nosso entusiasmo e nos leva a um estado de apatia. Não. O entendimento correto de impermanência acende o espírito. Quando o espírito é aceso, você se sente elevado. Entusiasmo e dinamismo estão presentes.

Confiança
Confie na Inteligência suprema e infinita que formou toda essa criação, da disposição cósmica à interação dos genes, átomos e moléculas. Dependendo da combinação dos elétrons, alguma coisa torna-se uma flor e outra coisa torna-se uma pedra, alguma coisa é ouro e outra coisa é carvão. Veja, existe um substrato básico, uma inteligência fundamental, uma unidade, em toda essa criação. E veja que isso é vigoroso. Nós não vemos o universo como uma coisa viva. Nós só vemos matéria em toda a parte, em nossos olhos só objetos aparecem. Nós sabemos que existe um campo magnético na criação, mas nós muitas vezes o vemos como um campo morto. Pura consciência é a base da mente, que você é uma parte e que todos são uma parte, é este campo e está vivo. Ter compreensão, aceitação e confiança na Inteligência que cria e sustenta todas as coisas é o décimo princípio de uma vida espiritual.

Unidade na Criação
Quando a mente humana está estressada e tensa, ela julga, discrimina, ama isso, não ama aquilo, constrói fronteiras. E agindo assim, ela se remove da existência. Essa remoção da existência, do fluxo da existência, é chamada separação, mas é só aparente. Separação da existência não é possível. Se uma porção do círculo é removida, não existe mais um círculo. Veja que você é parte da existência, um fragmento da expressão da Inteligência suprema, a força unificadora que baseia toda a criação, tudo isso. Este é o décimo primeiro princípio.
Quando você compreende a unidade na criação, você não tem que fazer um esforço para amar os outros. Amor é a sua natureza. Amor é o que existe. Nada além do amor existe. Veja que o amor não é um ação que você faz, não é uma obrigação moral que você tem que cumprir. Veja que você existe no amor e tudo além existe no amor.
E saiba que a paz também é sua natureza. Em qualquer momento, em qualquer lugar, você pode apenas sentar-se e entregar-se, sabendo que em seu interior existe um espaço puro e limpo, vasto e profundo. Este espaço interior é o que você é. Quando você sente isso, você está em contato com a sua dimensão espiritual.
“Eu vim da paz, estou em paz, e voltarei à paz. Paz é minha origem e meu objetivo. Eu sou a paz, eu sou o espaço, eu sou o amor”. Esta afirmação ou experiência interna torna-o um buscador. Saber que a sua natureza é paz e amor é o décimo segundo princípio.

Equilíbrio
O décimo terceiro princípio de uma vida espiritual é encontrar um equilíbrio entre a atividade e o descanso – entre aproveitar o seu mundo e voltar para si mesmo, encontrar um equilíbrio entre o silêncio e a fala. Se você se mantiver silente por toda a vida, sem nunca articular uma palavra, você não está necessariamente vivendo uma vida espiritual. Você ganhou a fala. Você ganhou talentos e habilidades. Faça o uso correto dessas coisas que você ganhou e equilibre-as com meditação, o aspecto de auto-referência da sua consciência.

Auto-inquirição
Auto-inquirição é o próximo princípio de uma vida espiritual. Comece com a percepção de sentir o seu próprio corpo – sua própria pele, a sensação de sua pele sob suas roupas, e sob a pele seus músculos, nervos e ossos. Não seja insensível à vida, como um animal que só come, bebe e dorme. Observe cada sensação. Tenha a percepção mais aguçada. Ao conhecer o seu próprio corpo, você chegará a conhecer o espírito – aquilo que é diferente do corpo.

Desapaixonamento e Maturidade
A percepção aguçada vem com a maturidade, ou pode-se dizer, com o desapaixonamento. Maturidade e desapaixonamento vêm juntos. Você não pode ser maduro e não ser desapaixonado. Desapaixonamento é muitas vezes entendido erroneamente como um estado mental raso e estúpido, ou um humor negativo. Tem uma conotação de ser indiferente e desinteressado. Isso não é verdade. No desapaixonamento, você está consciente, você está íntimo com você mesmo. Na maturidade não há perturbação de espírito. Na maturidade há nobreza, há liberdade, há compreensão, há mistério. Este é o décimo quinto princípio de uma vida espiritual, ser desapaixonado e viver de forma madura.

Apreciação da Beleza
O décimo sexto princípio de uma vida espiritual é reconhecer a beleza na criação, a beleza em cada pessoa, a beleza dentro de você, e conhecer esta beleza na natureza do espírito. A mente corre atrás da beleza, aprecia a beleza, mas existe uma diferença entre apreciar a beleza e querer possuí-la. Ao querer possuir a beleza, perdemos a nossa imparcialidade.
Saiba que o espírito é o belo. Onde quer que você perceba a beleza, o espírito está lá. Se alguém é belo, é por causa do espírito delas. Um corpo morto nunca é bonito. Atribuir beleza ao espírito e diferenciá-la da matéria leva você a trilhar um grande trajeto do caminho na trajetória espiritual.

Adoração e Honra
A apreciação das coisas belas traz a adoração. Você adora a beleza, você venera a beleza. Venerar e adorar tudo na criação como um reflexo do Criador é o próximo princípio de uma vida espiritual.
E honre tudo. Honrar é mais do que uma resposta emocional. É uma atitude. Indica uma compreensão equilibrada da vida. Quando respeito e amor estão presentes, vem a honra. Quando existe a honra, a mente está 100% presente e surge um sentido de sagrado. Amor e respeito trazem honra e honra traz esse sentido de sagrado. Você não pode mais sentir alguma coisa e não sentir a sua sacralidade. A sacralidade traz precaução na consciência. A percepção surge.

A Vida é InextinguívelO princípio final de uma vida espiritual é saber que a vida é inextinguível. Isso é totalmente contraditório ao princípio de saber que a vida não é permanente, que tudo é extinguível. Agora dizemos que a vida é inextinguível, nada pode acontecer a ela. A verdade é sempre contraditória.

Posted by Lilia at 05:38 PM | Comments (0)