julho 16, 2005

A Doença como Caminho de Cura

caminhocuramonet-claude-water-lilies.jpg
Conceitos de Saúde numa Visão Energética

A grande maioria das pessoas procura o consultório do profissional da área de saúde por não se sentir bem com aqueles sinais e/ou sintomas que estão apresentando há muito ou pouco tempo.

O mal-estar, a sensação do desconforto, a dor mobilizam o indivíduo a fazer algo para recuperar a harmonia, o bem-estar, o ficar curado; cura esta que, tanto para o terapeuta quanto para o cliente, seria não apresentar mais aqueles sinais ou sintomas de ordem física, mental ou emocional; isto significa, simplesmente, voltar ao estado anterior à doença: ficar assintomático.

De uma maneira geral, a saúde é encarada como se fosse um estado de não-doença, de não mal-estar ou dor, quando o indivíduo pode continuar a levar a sua vida sem grandes alterações ou questionamentos. É muito mais fácil tomar um medicamento para aliviar uma dor de cabeça, do que compreender a mensagem que o organismo está sinalizando. Somos muito imediatistas, tratamos apenas das aparências, não buscamos a origem ou as causas de nossas doenças.

Será que saúde é algo estático? É simplesmente não apresentar qualquer sintoma? Se o homem fosse uma máquina e todas as suas engrenagens funcionassem perfeitamente, independente de fatores externos ou internos, provavelmente, a resposta a essas perguntas seria sim. Se assim fosse, uma mesma doença apresentaria sempre os mesmos sinais e sintomas, o tratamento seria sempre o mesmo, independente do indivíduo, e, rapidamente, teríamos o restabelecimento das funções normais.

Como podemos analisar saúde-doença, essas duas polaridades, numa perspectiva energética?

O universo, segundo a visão da medicina chinesa, encontra-se em um estado de equilíbrio dinâmico, com todos os seus elementos oscilando entre duas forças opostas, interdependentes e complementares, conhecidas como yin e yang. Dentro dessa abordagem, o corpo humano é um microcosmo do universo, uma célula é um microcosmo do organismo, portanto, funcionam
segundo o mesmo princípio.

No jogo das forças, o yin só existe porque existe o yang e vice-versa; dentro do aspecto yin encontram-se aspectos yang e não há como ver um sem o outro. Melhor dizen-do, não existe nada absoluto, nada que não esteja em interação - em troca. O bom exemplo disso se refere ao fato de que, embora o homem demonstre a força yang e a mulher a yin, ambos apresentam correspondentemente seus aspectos femininos e masculinos.

O corpo humano possui uma inteligência fisiológica cuja função básica é manter a homeostase do organismo diante de todos os estímulos do mundo exterior e interior. O equilíbrio é conseguido através da livre circulação de energia no organismo, assim como através das trocas contínuas entre o corpo e o meio ambiente. Esse fluxo contínuo de energia nos mantém vivos. Quando a circulação de energia não ocorre de uma maneira adequada surgem as doenças.

Nosso corpo vai sinalizando, com muita antecedência, o desequilíbrio através de pequenas alterações funcionais sem substrato físico; isto é, não há nada a nível orgânico que justifique aqueles sinais ou sintomas. Com a não valorização desses sinais e a manuntenção do mesmo padrão de vida, as
alterações físico-químicas vão-se cronificando, se solidificando até atingirem o segmento físico; a doença passa a se expressar em algum tecido, órgão ou víscera, acompanhada de padrões mentais e emocionais bem determinados.


Saúde e doença são aspectos de um mesmo movimento. Através do desequilíbrio atingimos novo equilíbrio, uma nova freqüência, um novo patamar energético. No período de transição para esse novo padrão, vivencia-se a doença. Ela não é considerada como algo estranho mas, sim, a conseqüência de um conjunto de fatores que culminam em desarmonia e desequilíbrio.

É através da doença que alcançamos saúde. Verifica-se, com uma certa freqüência, em pacientes com doenças graves ou terminais, relatos acerca de
estarem vivendo melhor ou mais saudavelmente, a partir do momento em que se conscientizaram de sua doença.

Para vivermos em harmonia, precisamos ter flexibilidade e disposição para um grande número de opções de interação para com o meio ambiente. Sem flexibilidade não há equilíbrio. Períodos de saúde precária são estágios naturais na interação contínua entre o indivíduo e o meio onde ele está inserido. Estar em desequilíbrio significa passar por fases temporárias de doença, nas quais se pode aprender a crescer.

A doença é uma oportunidade para a introspecção, de modo que o problema original e as razões para a escolha de uma certa via de fuga possam ser levadas a um nível consciente onde o problema possa ser resolvido.

A função básica do terapeuta está em espelhar a verdade para o paciente, ajudá-lo a desenvolver uma consciência do processo de vida e dos mecanismos (obstáculos e ilusões) que se criam para gerar a doença; e, também, poder ajudá-lo a entrar em sintonia com seus próprios recursos de cura, possibilitando o resgate da auto-estima, da aceitação e do perdão.

Como diz a música de Milton Nascimento e Fernando Brandt, "o que importa é ouvir a voz que vem do coração", curar-se é abrir o canal de comunicação, é fazer-se entrar em contato com a própria essência, é despertar para a capacidade de ser, estar, criar e descriar, sonhar e realizar. Essa auto-descoberta é o caminho da auto-cura, que nada mais é do que resgatar o amor próprio.

trecho extraído de: arte cura
A Doença como Caminho de Cura
Humbertho Oliveira, Mauricio Tatar, Susana Hertelendy e Vania Didier
Trabalho apresentado no II Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia, em 28 de abril de 1996, em Salvador, Bahia, Brasil

[Imagem: Monet, "Water Lilies"]

Posted by Lilia at 08:03 PM | Comments (0)

A América que amamos

Affonso Romano de Santana

andywarholmarilyn.jpg Não à América de Bush, Rumsfeld, Condolessa, Colin Power e Cheney. Sim à América de Louis Armstrong e sua voz com berrugas, que alisa e acaricia nossas almas.

Não à América dos mísseis cruzando oceanos e explodindo casas e corpos de desprotegidos civis.

Sim à América de Walt Whitman, peito amplo, voz fraterna, poesia imensa, querendo amar o mundo inteiro nos seus versos.

Não à América dos torturadores hoje no Iraque e ontem dando cursos de tortura para militares latino-americanos no Panamá.

Sim à América de Marilyn, Elvis e James Dean despassarados corpos e desejos imolados no brilho veloz dos refletores.

Não à América que sai em cruzada medieval ao Oriente Médio para matar os sarracenos e preservar com bombas eletronicamente conduzidas o santo sepulcro da hipocrisia.

Sim à América de Truman Capote, Saul Bellow, Philip Roth, Ray Bradbury, Normam Mailer, Allan Ginsburg ou de Gore Vidal denunciando nos ensaios e romances o pântano moral da Casa Branca.

Não à América que a cada geração abre vastos cemitérios para seus jovens, com o pretexto de "freedom" e "democracy", quando são interesses econômicos e políticos que encomendam as mortes.

Sim à América de Herman Melville e seu fabuloso "Moby Dick" - a inapreensível baleia branca, dramatizando a luta e a conquista do impossível.

Não à América que vai caçar armas de destruição em massa no quintal vizinho, quando sua casa está entulhada até o teto de armas capazes de dizimar vários planetas.

Sim à América de Hemingway em "O velho e o mar", de novo ensinando que na vitória está o fracasso e no fracasso a vitória

Não à América da Ku Klux Khan que tirou o capuz da cabeça e o botou na cabeça dos prisioneiros iraquianos e em Guantanamo revelando a dupla face do monstro americano.

Sim à América de William Faulkner que ao receber o Prêmio Nobel em 1950 já dizia que a tragédia de nosso tempo é viver numa atmosfera de medo, tão pesada que não podemos mais suportar.

Não à América de Bush que mente deslavadamente com o alucinado olhar de um tresloucado messias.

Sim à América de Nathaniel Hawthorne em "A letra escarlate" e Arthur Miller em "As feiticeiras de Salem" mostrando como uma comunidade imbuída de sentimentos salvacionistas pode levar sofrimento e morte aos demais.

Não à América de Bush arrancando gritos e lamentos dos nove mil presos que mantém pelo mundo afora tratando-os arrogantemente como ratos.

Sim à América de Ray Charles, Nat King Cole, Ella Fitzgerald, Chat Baker e todos os gênios do jazz americano improvisando sons novos e suavizando nossas almas com seus blues.

Não à América de Bush que reativou a velha fábula do lobo e do cordeiro e segue sujando de sangue as águas da nossa história.

Sim à América de Joan Baez e Bob Dylan que nos anos 60 saía às ruas e afrontava a estupidez das guerras e o tentacular poder de Washington.

Não à América que fez de cada americano um refém dentro de sua própria casa e fez do mundo inteiro refém do medo, por achar que a força resolve tudo.

Sim à América da imponderável Emily Dickinson, dos jogos verbais de Cummings ou da poderosa voz de Carl Sandburg falando da perplexidade do povo diante da História e num poema lembrou que houve um tempo em que o Czar tinha oito milhões de homens com fuzis e baionetas, que achava que nada poderia lhe acontecer e, no entanto, em 1914 e em 1917?

Não à América que transformou a morte alheia num jogo eletrônico e acha que pode invadir qualquer país quando bem lhe apetece e, de quebra, joga a ONU no lixo.

Sim, à América daquelas atrizes que nos faziam adolescentemente sonhar com suas pernas e bocas, de Cid Charisse à Rita Hayworth, de Dorothy Lamour a Ingrid Bergman.

Não à América de Bush.
Sim à América que bailava com Gene Kelly, Fred Astaire e Ginger Rogers, que mergulhava em piscinas kitsches e encantadas com Esther Williams.

Não à América que expulsou Chaplin, que desempregou artistas e jornalistas no período maccarthista, que voltou aos tempos da censura e autocensura.

Sim à América de Luther King e de todos os mártires do racismo, antes e depois de Langston Hughes, antes e depois de Paul Robson, antes e depois de Billie Holiday.

Não à América de Bush, esse cuja família manteve negócios misteriosos com a família Bin Laden, o que mostra que estamos lidando com uma serpente de duas cabeças.

Sim, à América de Eugene 0'Neill, quase tão alucinado quanto Nelson Rodrigues mostrando as vísceras de nossa alma e a América de Steinbeck mostrando as vísceras do país.

Não à América de Bush que troca a poluição do ambiente universal pelo enriquecimento de seus amigos texanos.

Sim à América de Henry Thoureau que estimulou a desobediência civil, que sonhou com um mundo em que a natureza fosse respeitada pelo homem.

Não à asfixiante América de Bush.

Sim à América do Grand Canyon, de Yosemith, daqueles cenários imensos dos filmes de caubói, pradarias, montanhas que enchiam os olhos de nossas adolescência

Não à América com discurso duplo e ambíguo falando de política liberal e praticando o protecionismo.

Sim ao chefe Touro Sentado que derrotou o general Custer em Rosebud e Little Big Horn e saiu pelo mundo em espetáculo itinerante com Buffalo Bill.

Não à América tenebrosa de Bush.

Sim à América de Edgar Allan Poe, tresloucado poeta, narrador assombroso, vasculhando os desvãos da perversidade humana.

Não à América dessas militares torturadoras que riem nas fotos gozando sadomasoquisticamente o que deveriam gozar de outro modo

Sim à América de Betty Friedman, Elaine Showalter e Germaine Green, feministas, com o dedo no gatilho, enfrentando os caubóis machistas na praça da aldeia.

Sim, à América de Orson Welles denunciando o poder, a intimidação da imprensa e dizendo sobre as mentiras oficiais: "It's all true".

Sim à América das fabulosas bibliotecas.
Sim à América das revolucionárias pesquisas que melhoram a vida humana.
Sim, à América de Gershwin e Cole Porter.

Sim, à América de Edward Hopper.
Sim à América de Chomsky e Ralph Nader.

Não à América medrosa e embriagada de messianismo texano de Bush.

[Imagem: Andy Warhol, Marylin]

Posted by Lilia at 07:51 PM | Comments (0)

não aceite

aceite1-miro-joan-libelle-mit-roten-fluegeln.jpg
"se alguém chega até voce com um presente e voce não o aceita, a quem pertence o presente?" perguntou o samurai.
- "a quem tentou entregá-lo" - respondeu o discípulo.
"o mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos"- disse o mestre.
"quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. a sua paz interior depende exclusivamente de voce. as pessoas não podem lhe tirar a calma, só se voce permitir..."

[Imagem: Joan Miro, "Libelle mit roten fluegeln"]

Posted by Lilia at 07:35 PM | Comments (0)

Como Fazer Durar um AMOR

duraramor-calder-alexander-pinwheel-and-flow.jpg Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. Num certo ponto, a menina perguntou:
- Como se faz para manter um amor ?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Pega num pouco de areia e fecha a mão com força...
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.
- Mamãe, mas assim a areia cai !!!
- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
- Agora pega outra vez num pouco de areia e deixe-a na mão semi-aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
- É assim que se faz durar um amor...

[Imagem: Calder Alexander, Pinwheel and Flow]

Posted by Lilia at 07:33 PM | Comments (0)

ASSERTIVIDADE

Denise Dutra

assertividade-miro-joan-le-chanteur.jpg Tenho testemunhado ao longo da minha vida uma série de episódios uns com finais felizes e outros nem tanto, que tem me levado uma profunda reflexão sobre quais são as características que os SERES HUMANOS, em geral, precisam desenvolver para SEREM mais do que bem sucedidos, FELIZES? É claro, que a resposta para esta pergunta, mesmo para uma psicóloga, não é nada simples de responder, pois no que diz respeito ao SER HUMANO, estamos tratando do assunto da maior complexidade e que qualquer reducionismo seria no mínimo, um ato irresponsável. Mas, com o objetivo de compartilhar minha reflexão, acho que seria interessante chamar atenção para uma destas tão importantes características, o que não significa ,que é mais nem menos que outras tantas, também relacionadas a um conjunto de competências emocionais, que são consideradas hoje essenciais aos profissionais deste terceiro milênio – a ASSERTIVIDADE.

Considero importante ressaltar esta característica não só pela compreensão equivocada que algumas pessoas tem a respeito da mesmo, mas pela própria dificuldade de entender no que consiste o comportamento assertivo e seus benefícios para a própria pessoa e para os relacionamentos tanto de natureza profissional como pessoal.

Estamos numa sociedade que apesar da crescente violência, as pessoas tem muita dificuldade de lidarem com a agressividade, e muitas vezes esta agressividade é confundida com a assertividade, de tal modo, que pessoas agressivas se auto intitulam de assertivas ou muito francas, ou até ao contrário, algumas pessoas não assumem suas posições de forma simples e autêntica, com receio de serem agressivas.

Por isso penso que o nosso primeiro passo é entender o significado literal da palavra assertividade, com o auxílio do nosso atualizadíssimo dicionário do Houaiss, que diz que assertividade é "qualidade ou condição do que é assertivo; assertivo : "que faz uma asserção; afirmativo locutor declara algo, positivo ou negativo, do qual assume inteiramente a validade; declarativo; afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor o falante acredita profundamente".

Outro passo é sabermos que existem 4 tipos de comportamentos: passivo, agressivo, agressivo/passivo e assertivo. Cada um deles tem vantagens e desvantagens dependendo do momento em que for manifesto. Quando digo manifesto, é uma forma de chamar a atenção para a idéia de que comportamento é algo situacional, que pode mudar de acordo com o momento e a situação, em função disto, uma mesma pessoa pode ter os 4 comportamentos, ainda que certamente exista uma tendência maior as pessoas agirem de determinada forma em circunstâncias "normais" , ou seja, o indivíduo tende a adotar um determinado estilo como mais freqüente. Esta constatação nos confirma a idéia de que podemos mudar um comportamento se percebemos que ele não esta valendo a pena, isto é, não satisfaça as nossas necessidades, expectativas e objetivos pessoais. Podemos desenvolver a nossa assertividade.

Neste ponto, relembramos um outro conceito importante, que é o de motivação, ou seja, quais os motivos que nos levam a desenvolver o comportamento assertivo, e com certeza nada responde melhor a esta pergunta se genericamente, considerarmos os benefícios que o comportamento assertivo pode nos trazer:

-Lidam com os confrontos com mais facilidade e satisfação;
- sentem-se menos estressadas;
- adquirem maior confiança;
- agem com mais tato;
- melhoram sua imagem e credibilidade;
- expressam seu desacordo de modo convincente, mas sem prejudicar o relacionamento;
- resistem às tentativas de manipulação, ameaças, chantagem emocional, bajulação, etc;
- sentem-se melhor e fazem com que os outros também se sintam melhor.

Sabemos da importância e temos motivos para ser assertivos, agora uma terceira questão: como desenvolver ? sem pretender dar "receitas" prontas ou mágicas, cabem algumas dicas já comprovadas que podem ajudar a quem está interessado no assunto:

- Mudar o DIÁLOGO INTERIOR – de negativo para positivo;
- levar em consideração seus DIREITOS e os do outros e desenvolver a AUTO-ESTIMA.

Estas novas atitudes podem ser desenvolvidas através de modernas técnicas de treinamento ou em alguns caso através de processos psicoterápicos.

Pense nas diversas situações de sua vida profissional e pessoal, em que a sua falta de assertividade fez com que você não conseguisse obter o resultado desejado, e sentir-se verdadeiramente realizado com suas conquistas. Quantas vezes, você deve que "engolir" a raiva gerada pelo sentimento de que deveria ter dito algo que não disse naquela determinada hora ? Quantas vezes você se viu "obrigado" a fazer determinadas coisas por não ter tido a coragem de dizer não para o outro ? seriam inúmeros exemplos, o mais importante é que pensemos sobre o assunto e busquemos ser mais assertivos em algumas situações, para que possamos não só expandir a nossa inteligência emocional, mas principalmente desenvolvermos relações interpessoais na vida pessoal e profissional, mais autênticas, harmoniosas e prazerosas. Só lembro, que não podemos ser assertivos, sem sermos empáticos, pois como, desenvolver a nossa própria assertividade se não formos capazes de aceitar a assertividade do outro, e nos melindramos e achamos que quando se trata do outro, ele esta simplesmente, sendo curto e grosso ! Egoísta ! ou qualquer outro "desqualificativo", que expresse a nossa incompetência em lidar com esta questão! Pense nisto!

Consultora - DENIZE ATAYDE DUTRA, CONSULTORA DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO

[Imagem: Joan Miro, Le Chanteur]

Posted by Lilia at 01:25 PM | Comments (0)

A ARTE DE NÃO ADOECER

naoadoecer-chagall-marc-il-concerto.jpg 1. Se quiser adoecer - "Não fale seus sentimentos".
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em coisa pior.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala , a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

2. Se quiser adoecer - "Não tome decisão".
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir, é preciso saber renunciar,saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítima de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

3. Se quiser adoecer - "Não busque as soluções".
As pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

4. Se alguém quiser adoecer - "Viva de aparências".
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, etc., está acumulando toneladas de peso. É uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

5. Se quiser adoecer - "Não se aceite".
A rejeição de si próprio, a baixa estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

6. Se quiser adoecer - "Não seja honesto"
O mentiroso e desonesto precisa mentir para sobreviver. Vende uma imagem falsa, camufla seu "eu real", é um fugitivo da luz e amante das trevas. A falta de transparência é um pacto com a corrupção. Pessoas assim vivem sob a ameaça, o medo, o trambique, a falsidade, a insônia, o pesadelo. São candidatos à doença, porque já vivem na insanidade mental e ética.

7. Se quiser adoecer - "Não confie".
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus. Quem desconfia do médico, prejudica a cura. Quem desconfia do psicólogo,nunca se abre, só pode adoecer.

8. Se quiser adoecer - "Viva sempre triste".
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

AUTORIA: eu recebi o texto como sendo de Orlando Brandes. pesquisando achei vários sites com o mesmo texto como sendo do Dr. Dráuzio Varela.
se alguém souber quem realmente escreveu, por gentileza me avise!

[Imagem: Marc Chagall, Il Concerto]



Posted by Lilia at 01:12 PM | Comments (1)

Um pouco de silêncio

Lya Luft.
Retirado do livro Pensar é Progredir.

silencio-coignard-james-silences-e.jpg Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco nem nos interessam. Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência. O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho. Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo - ou em trilhas determinadas - feito hâmsteres que se alimentam de sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma. Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém - como se amizade ou amor se "arrumasse" em loja. Com relação a homem pode até ser libertário: enfim só, ninguém pendurado nele controlando, cobrando, chateando. Enfim, livre!
Mulher, não. Se está só, em nossa mente preconceituosa é sempre porque está abandonada: ninguém a quer.
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa idéia provoca, queremos ruído, ruídos.
Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre - em si e no outro - regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse:
- Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores. Então, por favor, me dêem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem - ou o que - somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.

[Imagem: James Coignard, Silences E]

Posted by Lilia at 01:03 PM | Comments (0)

O ponto do poder está sempre no momento presente

pensando1.gif Todos os eventos que você experimentou em sua vida até este instante foram criados pelos pensamentos e crenças que manteve no passado. Eles foram criados pelos pensamentos e palavras que você usou ontem, na semana passada, no mês passado, no ano passado, há 10, 20, 30, 40, anos ou mais, dependendo da sua idade.
Entretanto, esse é o seu passado e ele já acabou, não pode ser modificado. O importante neste momento é o que vc está escolhendo pensar, acreditar e dizer agora. Esses pensamentos e palavras criarão seu futuro. Seu ponto de poder está no presente instante e está formando as experiências de amanhã, da semana passada, da semana que vem, do mês que vem, do ano que vem, etc. Preste atenção no que você está pensando neste instante. É positivo ou negativo? Você quer que este pensamento crie seu futuro? Apenas preste atenção e tome consciência.

Louise L. Hay, "Você pode Curar sua Vida" Ed. Best Seller pág. 1

[Imagem: sem autoria]

Posted by Lilia at 01:01 PM | Comments (0)

Ser Normal

Rúbia Americano Dantés

sernormal-dali-salvador-galatea-of-the-spheres.jpg Acho tudo tão encantado nas vezes em que sou eu mesma... eu já briguei muito com minha natureza... agora não brigo mais...

A nossa verdadeira natureza é muito delicada e é preciso muito cuidado pra não esconder nem distorcer aquilo que mais verdadeiramente somos...

Quantas vezes eu me machuquei tentando ser diferente do que eu era só pra ser igual ou para agradar ao outro... ou melhor... aos outros; porque, quando tem muita gente sendo de um jeito igual, aí é que as pessoas acham que é ser normal... por mais estranho que seja esse jeito...e eles vão sendo, sem notar quão louco pode ser o dito "ser normal"...

Mas é assim mesmo... a toda hora a normalidade pode nos pegar desprevenidos e estamos lá, de novo, seguindo algum normal e pertencendo a um bando de normais...
E na hora de agir... agimos seguindo as normas do bando... e não a nossa alma...
Colocamos tanta coisa a nos esconder que até perdemos contato com nossa essência.... mas ela está aí o tempo todo... nos chamando... as vezes num sussurro.... numa lembrança.... numa saudade...

Somos todos Um nos expressando de forma maravilhosamente única ou de forma unicamente normal, se essa for a sua escolha... acho que é assim...
Ser diferente é deixar livre aquele serzinho mais simples que tem dentro de você... aquela parte que você é em essência e que sente tão bem quando está sendo...
Uma vez que você experimenta o gostinho de "ser quem você realmente é" nunca mais desiste de buscar, de novo, Ser...

E então você não quer mais ser normal... não quer mais acordar na hora que todo mundo acorda... dormir na hora que todo mundo dorme... tomar café como todo mundo... usar as roupas que todo mundo usa.... enfim, não quer mais ser igual a todo mundo.
... tudo é tão previsível... tão sem graça e sem cor... tudo tão normal...
Então... é aí que você pode escolher.... ou, ficar protegido pela pálida e opaca luz dos previsíveis da normalidade... ou, se arriscar a dar um salto no escuro do desconhecido e ir de encontro a você mesmo.

Se você quiser correr o risco de seguir a sua natureza pode ser chamado de rebelde... mas a escolha é sua.
....ou você se rebela contra o que é normal ou contra a sua natureza...
E é lindo ter a liberdade pra ser único e expressar aquilo que você é...
E quando você se encontra você pode até fazer tudo, normalmente, igual a todo mundo e ainda assim ser você mesmo...

Esse "ser você mesmo" é uma coisa muito sutil... não depende muito do fazer... é uma fidelidade que você tem com a sua alma e você sabe que está sendo... mesmo que possa aparentar que não...

E além do mais pra quê ser normal...... melhor é ser feliz...

Fonte: somos todos um

[Imagem: Salvador Dali, Galatea of the Spheres]

Posted by Lilia at 12:39 PM | Comments (0)

DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS

Sofia Bauer

“Bem como dizia o comandante, doer, dói sempre. Só não dói depois de morto, porque a vida toda é um doer.

O ruim é quando fica dormente. E também não tem dor que não se acalme – e as mais das vezes se apaga. Aquilo que te mata hoje amanhã estará esquecido, e eu não sei se isso está certo ou errado, porque o certo era lembrar. Então o bom, o feliz se apagar como o ruim, me parece injusto, porque o bom sempre acontece menos e o mau dez vezes mais. O verdadeiro seria que desbotasse o mau e o bom ficasse nas suas cores vivas, chamando alegria.

Pensei que ia contar com raiva no reviver das coisas, mas errei. Dor se gasta. E raiva também, e até ódio. Aliás também se gasta a alegria, eu já não disse?

Embora a gente se renove como todo mundo, tudo no mundo que não se repete jamais – pode parecer que é o mesmo mas são tudo outros, as folhas das plantas, os passarinhos, os peixes, as moscas.

Nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe na areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas. E os passarinhos são outros também, filhos e netos daqueles que faziam ninho e cantavam no ano passado, e assim também os peixes, e os ratos da dispensa, e os pintos... tudo. Sem falar nas moscas, grilos e mosquitos. Tudo.”
Dôra, Doralina - Raquel de Queiroz - 1975

doencaspsicossomaticas-harter-helene-aus-dem-chaos-entstanden.jpg 1. Visão Geral

Entendemos com doenças psicossomáticas as doenças que têm um componente psíquico. Mas sempre me pergunto: qual doença não tem uma emoção sendo ex-pressa?

Freud já dizia “nada é meramente psíquico ou meramente somático..."

Podemos pensar que o corpo expressa, põe para fora as emoções que por vezes escondemos de nós mesmos. Nosso corpo fala através de gestos, mímicas, contraturas, calor, tremor, dores de barriga, sustos, travamentos dos dentes, enfim tantas e tantas demonstrações físicas.

Por que isto acontece?

Percebemos que nem sempre há conexão do que expressamos verbalmente (o que DEVEMOS SOCIALMENTE DIZER), para aquilo que expressamos fisicamente. Podemos mentir, desempenhar papéis sociais, tolerar o intolerável aparentemente. Mas nosso corpo expressa as emoções mais genuínas, porque as emoções são INCORRUPTÍVEIS.

Quando somatizamos, temos a consciência de que forçamos além da conta uma emoção. E assim, lá vem um resfriado, uma diarréia, um herpes, uma enxaqueca!

Mas na maioria das vezes, somos rígidos em nossos papéis a desempenhar neste mundo e para fazê-los, desconectamos das nossas emoções. Não há CONEXÃO. Cabeça pensa por um lado, corpo sente e expressa por outro. Começamos a carregar à “sombra” nossas emoções mais básicas de amor/raiva/tristeza/medo.

Alextmia é o nome dado a desconexão mente/corpo do sintoma. As pessoas que sofrem de problemas psicossomáticos não vêm correlação do que sentem fisicamente com algum problema emocional.

Mas o que vemos em todos os trabalhos desenvolvidos neste sentido, é a necessidade da CONEXÃO MENTE E CORPO para a cura. Aprender com os sintomas o que eles querem dizer. E na maioria das vezes, os sintomas vêm como uma tentativa de desmascarar o que estava escondido – A SOMBRA das emoções.

No livro a Doença como Caminho, de Rudger Tarkle e .................., o autor nos mostra como o próprio nome já diz que toda doença é o caminho para a saúde, pois traz à tona as verdadeiras emoções escondidas lá dentro de você.

Mostra a doença como um sinal de alerta para uma mudança de postura: aprender a ver suas outras partes, negadas; sua polaridade.

De certa forma, fazer a conexão! Conhecer quais as emoções que você tem receio de lidar porque aprendeu a desempenhar papéis do que deveria ser e portanto fica difícil demonstrar raiva, tristeza e medo todo o tempo e com todos que o arcam.

Já começamos desde pequenos tendo que aprender a engolir o choro; a não reclamar com os mais velhos, eles sempre sabem mais! E aos poucos, vamos aprendendo a ser “algo” que deveríamos ser e vamos esquecendo o que realmente somos, desejamos e queremos. Mas nossas emoções, incorruptíveis que são, vão ficando represadas nos machucando profundamente. A represa cheia extravasa por algum lado. Costuma extravasar em algum órgão alvo.

Por incrível que pareça, o corpo é tão sábio que até mesmo as partes do corpo atingidas têm uma leitura especial. Por exemplo, a vesícula biliar (fel) expressando a raiva guardada. Veja os livros Doença como Caminho, Doença como Linguagem da Alma, Doença como Símbolo, Quem ama não Adoece, Você pode curar sua vida, etc....

Para Dra. Teresa Robles, desempenhamos papéis, que quanto mais rígidos forem, mais nos levam a chance de sofremos de uma doença psicossomática. Somos formados de partes, por exemplo: parte amorosa, parte guerreira, parte sonhadora, etc... Se ficamos rígidos desempenhamos apenas uma das partes, adoecemos. Não conectamos, não extravasamos nossas emoções. Uma mãe muito boa, educada para ser amorosa com filhos e marido, fica rígida nesta postura para ser querida (bem amada) e acaba por ser desprezada por filhos e marido. Sofre, tem raiva, não pode expressar e assim adoece para pôr para fora suas mágoas.

Ficando rígida na parte amorosa
as outras partes não se comunicam? a emoção não flui? doença _ sombra _ aceitar a doença? o escondido, a polaridade _ caminho para a conexão.

As emoções, como diz Teresa Robles, falam através do nosso corpo. Elas se manifestam de todas as formas. Teresa nos ensina a ver todas as emoções e como elas se manifestam. Veja:
Raiva - Tristeza - Inveja - Amor
Como se manifestam no nosso corpo?
Na pele
Nos olhos
Na respiração
Nos dentes
No coração
No estômago
Nos músculos
Nos intestinos, etc.

Não é interessante perceber que temos sensações físicas específicas, e que estas reações são de acordo com o que sentimos uma resposta específica?
Se tenho raiva, cerro os punhos, travo os dentes, arregalo os olhos, fico quente, disparo o coração. O que o meu corpo quer dizer? Que estou pronto para atacar!

Assim, cada emoção prepara meu corpo para desempenhar uma reação a ela. E quando não vejo, não percebo, não sinto?! O corpo vai realizando e represando as emoções e os nossos órgãos desconectados chegam num ponto que berram por socorro.

Por isso, chegamos ao trabalho da relação médico-paciente, terapeuta-cliente. Descobrir o que este sintoma quer dizer para aquela pessoa.

Qual é a sombra? O que esconde este sujeito de si mesmo? Que emoções vem sendo escondidas? Percebemos que a RAIVA e a TRISTEZA são as grandes vilãs. Os órgãos apenas o caminho escolhido.

Tratar o sujeito ou tratar a doença? Cada vez mais compartilhamos da visão do todo. Tratar o sujeito, é claro! Somente o órgão, a parte, permanecemos com a sombra.

CONEXÃO é a meta. Mas o que conectar? As emoções não percebidas. Também sabemos que o sujeito que sofre destes males não faz conexão. Aí entram as novas técnicas psicoterápicas de conexão com situações traumáticas, conflitantes, recalcadas.

2. Como devemos tratar

A primeira coisa a saber é que estamos lidando com algo que a pessoa não simboliza em termos da emoção vinculada aquele sintoma. O corpo da pessoa fala. Há uma desconexão.

A doença é aquela verdade que a pessoa esconde de si mesma. O tempo todo incorruptível, trazendo a sombra, a emoção retida que a pessoa não pode ver de uma maneira simbólica. Assim, o sintoma é uma saída que a pessoa encontra para expressar o que ela não consegue falar ou sentir. Todo sintoma traz um caminho para a saúde. Mostra que algo não vai bem. Há sentimentos escondidos. Põe para a fora o que é necessário.

A doença não mente! Traz a polaridade que está sendo negada, negligenciada. Põe o sujeito para lidar e resolver o que o impede de ser o que ele deseja ser. A emoção e o sintoma são INCORRUPTÍVEIS! Eles querem que o sujeito mude o caminho da vida. Cada doença mostra um caminho metafórico e nos propõe algumas perguntas interessantes:
O que este sintoma te impede?
O que este sintoma te obriga?
O que aconteceu com você nos anos anteriores ao surgimento do sintoma?
O que você gostaria de estar fazendo e não pode fazê-lo?
Há pessoas envolvidas no seu problema de saúde? Como?
Com o que se parece seu problema? (Sugerir uma metáfora/analogia).
As pessoas que sofrem de problemas psicossomáticos têm dificuldades de simbolizar, fazer analogias, sentir emoção. Aprenderemos técnicas derivativas que nos possibilitam pelos símbolos, cores, chegar até as emoções retidas, recalcadas. Normalmente as pessoas estão cansadas de se machucar, aprendem a evitar os problemas e a doença aparece para avisar que ainda é preciso fazer alguma coisa.

É preciso aceitar a doença, para poder curá-la. Mesmo que isto traga tristeza e sofrimento é a maneira honesta de ouvir o que seu corpo fala sobre você. Precisamos ter coragem de sentir este sentimento para poder curar. É como assumir a guerra e assim lutar! Conhecer o que a doença quer dizer, que coisas devo matar, retirar, mudar para sarar. O que devo cuidar? Dos sentimentos, é claro.

Não podemos pensar em curar uma pessoa num dia! Isso seria uma grande pretensão! Há técnicas como das mãos paralelas de E. Rossi que pode fazer um belíssimo trabalho, às vezes, em até uma sessão. Mas a remissão dos sintomas necessita tempo de recuperação, cicatrização, etc. Existe um comprometimento físico, muitas vezes, já avançado (artrite reumatóide, câncer com graves lesões, etc.) que necessitam tempo para recuperação. Esta recuperação dependendo do órgão e lesão pode levar semanas, meses ou ano.

Cada caso é único. O corpo de cada um reage de uma maneira e também cada um metaboliza emoções de uma maneira.

Aqui, vale mencionar as crenças limitantes que cada pessoa possui. As profecias que ela se faz de cura, de morte. Também precisamos ver os traumas que cada pessoa passa e deixam marcas que retornam com os sintomas.

Sabemos que em famílias rígidas há maior tendência a doenças psicossomáticas pois não se pode expressar as emoções.

Veremos, a seguir, técnicas utilizadas para as doenças psicossomáticas.
Gostaria antes de mencionar que os casos de insucessos podem estar em relação direta com a relação terapêutica. A falta de rapport, de poder dar o anteparo necessário, a confiança para o cliente se abrir. Às vezes, o terapeuta quer ir depressa demais em dar a solução. Por outras, não vê o cliente em seus valores, ou duplo vínculo (saúde/doença _ o que ganho se perder a doença). E no mais, quando o cliente ainda não está preparado, não se chega a real sombra do que causa o problema.

Mas, saudavelmente, a doença aparece até que o sujeito vá lidar com seus verdadeiros problemas.
Resumido:
Sombra _ aceitação da emoção difícil _ trauma/crenças limitantes trabalhadas_ torna-se desnecessário ter o sintoma _ conexão saúde.
Resistência _ sombra permanece _ aumenta pressão _ doença fica mais forte _ obrigando o sujeito a seguir o caminho da pior forma possível.

Resumo
· A pessoa adoece quando desconecta da emoção.
· As emoções são incorruptíveis.
Todo ser humano tem polaridades. Se não está em equilíbrio com suas partes a sombra aparece como doença.
· Os órgãos são como metáforas:
rins – parelha, amor
artrite reumatóide – pare! desacelere! mostra os punhos cerrados, a raiva que não se fala.
rinite – irritação com o que vem de fora, raiva.
enxaqueca – raiva sobe à cabeça. Me deixe quieto!
anorexia – me deixe magra! Não quero ter bebês!
cólicas menstruais – ei, estou menstruada, sou mulher, mas tenho muita raiva para aceitar.

Assim, pode ver que as doenças têm sua maneira particular de mostrar as emoções escondidas.
· Saúde – depende da aceitação e da conexão.
· Ir contra a doença só aumenta os sintomas.

Encare, tenha coragem de aceitar o lado sombra e a luz aparece!

fonte: sofia bauer

[Imagem: Helene Harter, Aus dem chaos entstanden]

Posted by Lilia at 11:42 AM | Comments (0)