maio 19, 2008

A ALEGRIA COMO ENERGIA ESPIRITUAL

Wayne Dyer

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Compare a maneira como o tempo parece passar quando você está alegre com a maneira como ele passa quando se encontra em um estado de dor ou tristeza.

Quando você está inspirado e alegremente envolvido em um projeto, o tempo parece voar. Isso é verdade para mim quando estou dando uma palestra ou profundamente envolvido com o que estou escrevendo. As horas passam, e fico impressionado com o fato de o tempo ter passado tão rápido.

O tempo parece passar rápido ou devagar porque, na verdade, é uma ilusão. Nós o inventamos para dividir a unidade, que é em si indivisível. O tempo
não pode existir quando tudo é o agora.

Quando você se desloca para a alegria, a experiência do tempo se dissolve na unidade do espírito, e o tempo desaparece. Por conseguinte, viver com um
propósito e sentir a alegria desse propósito o conduz ao padrão de energia mais rápida do espírito.

Esta é a energia mais elevada e mais rápida que você pode ter. Ter um propósito significa estar no alegre no presente, no qual o tempo não pode existir.

Considere agora a experiência inversa. Pense em como o tempo parece passar devagar quando você está triste. Quanto mais profundamente você entra nos padrões de energia da dor, do sofrimento, da melancolia, da angústia e da tristeza, mais devagar o tempo parece passar.

Os momentos de dor dão a impressão de ser intermináveis. Você olha para o relógio e acha impossível acredi¬tar que apenas quinze minutos se tenham passado. Albert Einstein descreveu espirituosamente a passagem do tempo ao discutir a relatividade:

"Quando um homem se senta com uma moça bonita durante uma hora, parece que apenas um minuto se passou. Mas se ele se sentar durante um minuto em um fogão quente, mais de uma hora parecerá ter passado. Isso é que é a relatividade."

A alegria acelera a ilusão do tempo, enquanto a tristeza parece desacelerá-la.
A energia mais rápida é o espírito. A alegria é o espírito, e é essa energia espiritual rápida que neutralizará a energia mais lenta da tristeza.

Quase todos nós temos a tendência de ser atraídos por aqueles que têm uma perspectiva de vida positiva e alegre.

Você adquire essa atitude tornando-se consciente das inúmeras bênçãos que a vida lhe ofereceu. Se você tiver um comportamento alegre, acabará se tornando uma pessoa que irradiará essa energia alegre e positiva, dissipando a tristeza onde quer que esteja.

Antes de poder enviar a alegria para onde existe tristeza, você precisa trabalhar os seus padrões de energia pessoal. Tome a deci¬são de viver na energia mais rápida da alegria consigo mesmo.
Você realiza isso prontamente ao sentir o mais freqüentemente possível que tem um propósito em tudo que faz.

Imagem: pôr do sol, phoenix, lilia lima

Posted by Lilia at 08:38 AM | Comments (0)

maio 17, 2008

NORMOSE

Martha Medeiros

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Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me
pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se
"normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras
manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha
"presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá
quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de
sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que
você mais admira: não são as que seguem todas as regras , e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser
original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e
felizes.

Fonte: Usina de Letras
Imagem: Lilia Lima

Posted by Lilia at 04:44 PM | Comments (0)

REFLEXÕES SOBRE A ARTE DE VIVER

Joseph Campbell

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Se você quer um título universitário para compensar um complexo de inferioridade, abra mão do complexo, pois ele é algo artificial.
Quando você cursa uma universidade, não faz aquilo que você quer fazer. Você descobre o que o professor quer que você faça para receber o diploma e faz isto. Se você quer o título para dar aulas, o ideal é fazer o curso da maneira mais rápida e fácil. Tendo recebido o diploma, ai você expande a sua educação.
Recebi uma bolsa de estudos na Europa, e fui cursar a a Universidade de Paris. Estava dedicando-me ao Francês ao provençal medievais e à poesia dos trovadores. Quando cheguei à Europa, descobri a Arte Moderna: James Joyce, Picasso, Mondrian – toda aquela turma. Paris, em 1927-1928, era outra coisa. Depois, fui à Alemanha, comecei a estudar Sanscrito e me envolvi com o hinduismo. Depois Jung enquanto estudava na Alemanha. Tudo estava se abrindo – deste lado, daquele lado. Bem, a minha dúvida na época foi: “Devo voltar para aquela garrafa?” Meu interesse pelo romance celta se fora.
Fui à universidade e disse: “Olha, não quero voltar para aquela garrafa”. Tinha feito todas as matérias necessárias para o título; só precisava redigir a maldita tese. Não me deixavam ir para outro lugar e dar prosseguimento aos estudos, e por isto eu disse, vão para o inferno. Mudei-me para o campo e passei cinco anos lendo. Nunca tirei meu Ph.D. Aprendi a viver com absolutamente nada. Estava livre e não tinha responsabilidades. Foi maravilhoso.

É preciso coragem para fazer aquilo que você deseja.
Outras pessoas tem um monte de planos para você.

Ninguém quer que você faça o que você quer fazer.
Eles querem que você embarque na viagem deles, mas você pode fazer o que quiser.
Eu fiz isto. Fui para o mato e li durante cinco anos.
Foi entre 1929 e 1934, cinco anos. Fui para uma pequena cabana em Woodstock, Nova York, e mergulhei. Tudo que fazia era ler, ler, ler, e tomar notas. Foi na épca da Grande Depressão. Eu não tinha dinheiro, mas havia uma importante distribuidora de livros em Nova York chamada Stechert – Hafner, e eu escrevia e pedia livros para eles – os livros de Frobenius eram caros – e eles me mandavam alguns exemplares, e eu não pagava. Era assim que as pessoas agiam durante a Depressão. Eles esperaram até eu conseguir um emprego, e então eu os paguei. Foi um gesto muito nobre. Fiquei realmente grato por eles.
Li Joyce, e Mann e Spengler. Spengler fala de Nietzsche. Vou a Nietzsche. Então, descubro que não se pode ler Nietzsche sem ter lido Schopenhauer, e por isso vou a Schopenhauer. Descubro que não se pode ler Schopenhauer sem ter lido Kant. Então, vou a Kant.– bem, concordo, vc pode começar daqui, mas é bem difícil. Depois Goethe.
Era excitante ver que Joyce estava na verdade, lidando com o mesmo material. Ele nunca menciona o nome de Schopenhauer, mas posso provar que esse foi uma figura importante na forma como Joyce construiu seu sistema.
Depois leio Jung e vejo que a estrutura de seu pensamento é basicamente a mesma de Spengler, e fico reunindo todo este material…
Não sei como passei esses cinco anos, mas estava convencido de que ainda sobreviveria mais alguns. Lembro-me de uma ocasião em que tinha uma nota de um dólar na gaveta de uma cômoda, e eu sabia que enquanto ela estivesse ali, eu ainda contaria com meus recursos. Foi bárbaro. Eu não tinha responsabilidades, nenhuma. Era excitante – escrever meus comentarios no diario, tentar descobrir o que eu queria. Ainda tenho tudo isto. Quando leio esse material hoje, não consigo acreditar.
Na verdade, houve momentos em que quase pensei – quase pensei – “Caramba, gostaria que alguém me dissesse o que eu tenho de fazer”, algo assim Ser livre, implica tomar decisões, e cada decisão é uma decisão que altera o destino. É muito difícil encontrar alguma coisa no mundo exterior que se ajuste ao que o sistema dentro de você tanto anseia. Hoje, sinto que tive uma vida perfeita: aquilo de que precisava apareceu justamente quando eu precisava. Na época, eu precisava viver sem emprego durante cinco anos. Isso foi fundamental.
Como diz Schopenhauer, quando você analisa sua vida em retrospecto, tem a impressão de que seguiu um enredo, mas, no momento da ação, parece o caos: uma surpresa atrás da outra. Depois, mais tarde, você vê que foi perfeito. E tem uma teoria: se você estiver seguindo seu próprio caminho, as coisas virão até você. Como é seu próprio caminho, e ninguém o percorreu antes, não existe um precedente; logo, tudo que acontece é uma surpresa, e na hora certa.

Fonte: Terra Mística
Imagem: Lilia Lima


Posted by Lilia at 03:18 PM | Comments (0)

verdadeira cura

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"A verdadeira cura é fazer as pazes consigo mesmo.
O poder curativo do perdão e do amor talvez seja o remédio mais poderoso que temos.
E está nas mãos de cada um de nós.
E você pode começar com você mesmo!"

(Rosemeire Zago)

Posted by Lilia at 01:56 PM | Comments (0)

você é livre

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Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser.
Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.
Nenhum grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.
Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.
Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir um fracasso.
Porque você é livre!
Você só vai parar de sofrer quando você quiser.

Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.
Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver; outras para sofrer.
E pensam que é seu destino sofrer. Isso é uma ilusão.
Só quando decidir é que você vai parar de sofrer.
Porque você é livre!
(Roberto Shinyashiki)

Posted by Lilia at 01:17 PM | Comments (0)

maio 08, 2008

Mude a pergunta...

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Rubia A. Dantés

Antes... quando não sabia de algumas coisas que hoje são mais claras para mim, diante de qualquer sofrimento, vindo de alguém ou de alguma situação, costumava perguntar:
- Por que essa pessoa está fazendo isso comigo? Ou: por que essa situação entrou na minha vida?
Hoje nas mesmas situações pergunto:
- O que em mim está atraindo esse problema?

E isso faz toda diferença.

No primeiro caso eu não sabia o motivo, mas... sempre ficava implícito que o que me machucava vinha de fora e, consequentemente quem deveria mudar era o outro (ou os outros)...
Geralmente, quando pensamos assim nos colocamos como vítimas, e as vítimas sempre dependem da boa vontade do outro... ficam sempre na expectativa que o outro mude e reconheça que errou... que a vida mude, que algo venha de fora para nos salvar... Ficamos na dependência de uma possível mudança do outro... das circunstâncias... sem entender que tudo só muda quando nós mudamos.

Custamos a entender que, mesmo que o “outro” mude, continuaremos atraindo inúmeros “outros” que vão nos trazer o mesmo tipo de situação... porque o problema não está no outro e sim dentro de nós.

Continuaremos na eterna posição de vítimas indefesas... e na minha opinião essa é uma das piores situações para se ficar na vida.

Mudando a pergunta para: o que em mim está atraindo essa situação ou esse problema? Mudamos tudo, porque assumimos a responsabilidade por aquilo e, portanto, a possibilidade de fazer alguma coisa para liberar o que nos faz sofrer.

O Ho’oponopono torna muito mais claro esse processo todo quando nos mostra que somos responsáveis por guardar memórias que atraem os problemas e são elas que nos colocam no círculo vicioso da eterna repetição dos mesmos padrões que tanto nos prendem e limitam nossa vida.

Se quisermos persistir no padrão é só continuar com a primeira pergunta... se quisermos realmente crescer e evoluir é só assumirmos 100% de responsabilidade e partirmos para a liberação daquilo que nos faz atrair esse tipo de situação.

Muitas coisas aconteceram depois que comecei a fazer o Ho’oponopono... uma das mais preciosas é que sinto que para tudo na vida existe uma solução... e que essa solução está nas nossas mãos...
Saber que a decisão de pedir à Divindade para limpar qualquer problema está nas nossas mãos faz uma diferença enorme. Quando entregamos à Divindade a função de limpar as memórias, que causam os problemas... e confiamos que com certeza isso está acontecendo, entendemos que a partir dessa liberação o que for melhor vai acontecer em nossa vida.
Se tivermos um entupimento em um cano que obstrui a passagem de água, sabemos que a solução é limpar o que está obstruindo o cano e que a partir daí a água fluirá livremente... Não nos preocupamos em criar com a mente o que vai acontecer com a água depois que estiver livre, porque sabemos que ela simplesmente fluirá... encontrando o melhor caminho.

Assim é com o Ho’oponopono, sabemos que quando estiverem limpas as memórias que impedem a Divindade de fluir livremente... Ela fluirá, sem que precisemos determinar seus caminhos.

E quando limpamos em nós... limpamos no Todo

Como sempre gostei da entrega, porque entendia que as escolhas do ego nem sempre são as mais acertadas, com o Ho’oponopono me sinto em casa para entregar completamente meus caminhos ao Grande Mistério, pois entendo que estou fazendo a minha parte.

Confio plenamente que, decidindo pela limpeza das memórias que causam os problemas, eles deixam de existir... e entrego meus caminhos suavemente nas mãos de Quem vai sempre me colocar no lugar certo... na hora certa... onde vou encontrar o que é melhor para minha vida, a cada dia...

fonte: Somos Todos Um

Posted by Lilia at 08:33 PM | Comments (0)