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  24.07.05- Irretocável

Silvana Duboc

irretocavel-johnkelly-healani, hawaii.jpg Tenho cabelos vermelhos, pintados, para esconder os fios brancos.
Não me lembro exatamente em que ano eles começaram a branquear...

Tenho algumas rugas em volta dos olhos, também não me recordo quando elas começaram a aparecer.
Tento disfará-las, tantas novidades no campo da dermatologia, achei por bem aproveitá-las.

Do corpo não cuido quase, só recentemente entrei para uma academia por ordem médica.
Ele me disse que na minha idade preciso de exercícios.
Mais falto mais do que vou, não gosto de fazer ginástica.

Das minhas unhas cuido semanalmente, penso que elas são uma porta de visita.
Unhas maltratadas causam uma péssima impressão.

De uns dois anos pra cá descobri os cremes e aí compro um aqui, outro ali e no final não uso nenhum,
mas compro, só de olhá-los na prateleira já percebo que as rugas se retraem.

Sou assim, vaidosa, mas não sou em excesso, penso que sou na medida certa,
na medida correta para uma mulher.

Enfim os anos passam e as marcas que eles deixam em nós, não temos como conter.
Nem pretendo isso.
Acho que cada marca que meu corpo carrega tem uma linda história.

Às vezes me pego na frente do espelho descobrindo uma nova ruguinha e já me coloco a pensar o que a causou.
Depois reencontro com outra que já está lá vincada há anos e me recordo que ela apareceu quando perdi um grande amor.

Poderia enumerar também a história de cada fio de cabelo branco.
Foram filhos, maridos, amigos que colocaram eles ali.
Não quero me desfazer de nenhuma dessas marcas, apenas amenizá-las, acho que mereço isso.
A vida me deve isso.

Atualmente a parte que merece mais atenção minha tem sido a cabeça.
Tento todos os dias colocá-la no lugar, equilibrá-la, alimentá-la com sonhos e alegrias.
Corpo e mente caminham juntos, se um estiver em estado lastimável o outro provavelmente vai se deteriorar.

Não escondo minha idade, não adiantaria falar que tenho trinta e cinco e apresentar uma filha de vinte e sete.
Portanto eu confesso, tenho quarenta e oito anos.
Metade deles, bem vividos, a outra metade muito sofridos.

Mas é exatamente aí que está o encanto da minha idade.
Conheci de tudo um pouco, das lágrimas aos sorrisos e ambos me fizeram ser essa pessoa que sou hoje.

Ficaram as rugas no rosto e na alma, mas também ficaram sorrisos em ambos.

Minhas rugas mais bonitas são aquelas marcas de expressão que eu adquiri por tanto sorrir, muitas vezes, quando o coração chorava.

Posted by Lilia at 05:29 PM|Comments (0)
 
  18.07.05- SER FELIZ É UMA DECISÃO

serfelizdesicao-edwardhopper-roombythesea.jpg Uma senhora de 92 anos, delicada, bem vestida, com o cabelo bem penteado e um semblante calmo, precisou se mudar para uma casa de repouso.

Seu marido havia falecido recentemente e a mudança se fez necessária, pois ela era deficiente visual e não havia quem pudesse ampará-la em seu lar.

Uma neta dedicada a acompanhou.

Após algum tempo aguardando pacientemente na sala de espera, a enfermeira veio avisá-las que o quarto estava pronto.

Enquanto caminhavam, lentamente, até o elevador, a neta, que já havia vistoriado os aposentos, fez-lhe uma descrição visual de seu pequeno quarto, incluindo as flores na cortina da janela.

A senhora sorriu docemente e disse com entusiasmo: Eu adorei!

Mas a senhora nem viu o quarto... Observou a enfermeira.

Ela não a deixou continuar e acrescentou:
A felicidade é algo que você decide antes da hora. Se eu vou gostar do meu quarto ou não, não depende de como os móveis estão arranjados, e sim de como eu os arranjo em minha mente.

E eu já me decidi gostar dele...
E continuou: é uma decisão que tomo a cada manhã quando acordo. Eu tenho uma escolha, posso passar o dia na cama remoendo as dificuldades que tenho com as partes de meu corpo que não funcionam há muito tempo, ou posso sair da cama e ser grata por mais esse dia.

Cada dia é um presente, e meus olhos se abrem para o novo dia das memórias felizes que armazenei...

A velhice é como uma conta no banco, minha filha... De onde você só retira o que colocou antes.

AUTORIA: se alguém conhecer a autoria desses texto, por gentileza me escreva. agradecida.
[Imagem: Edward Hopper, "Room by the sea"]

Posted by Lilia at 08:27 AM|Comments (1)
 
  15.07.05- Aprendendo a envelhecer

Nascer, crescer, envelhecer ... Qual o sentido disso?
Lindaura Ambrósio*

envelhecer.jpg Nossa vida não é uma seqüência de eventos ao acaso. Neste caminhar passamos por várias crises, transformações, mudanças. Existem crises, nas mais variadas idades. Existem, também, situações que se repetem na vida de uma mesma pessoa e outros acontecimentos que são bastante individuais. São fases que vivemos e podem ser observadas através de ciclos de 7 anos (setênios) como marcos de transformação que a pessoa atravessa no percurso da sua vida... 0, 7, 14, 21, 28, 35,42,49,56, 63..anos.

Dentro desta forma de observação, chamada biográfica, destacam-se três grandes fases: o crescimento físico até os 21 anos, a maturidade psicológica dos 21 aos 42 e o autodesenvolvimento a partir dos 42 anos.

E o que fazemos quando estamos em crise? Desconjuramos, xingamos, gritamos, desanimamos, choramos, lamentamos, comemos, fugimos, brigamos, acusamos...

O envelhecimento é uma das maiores transformações da vida. É um marco importantíssimo porque sinaliza que já acumulamos essência e que é chegada a hora, necessariamente, de reconhecermos esta essência, desfrutar a auto-realização e passar a cultivá-la com consciência.

Justamente quando as forças biológicas começam a diminuir (a partir dos 42 anos) é que se tem a máxima possibilidade de alavancar a interioridade, ordenando e descobrindo o sentido essencial de nossa trajetória pessoal, fato este que não ocorre com um animal, nem em fases anteriores. Aquele que não ampliar sua visão para o interior, aquele que não ascender sua chama interna, provavelmente apagará junto com o físico ou viverá competindo e se desgastando com os mais jovens.

Infelizmente, na nossa civilização, ainda é grande o número de pessoas que parecem ignorar este processo. Estão unicamente olhando o exterior, a matéria, o físico. Daí ficam à mercê do desequilíbrio. Podemos apontar como reflexo, as doenças degenerativas atingindo pessoas na faixa dos quarenta e poucos anos, os quadros depressivos, as compulsões que estão aumentando a cada dia indistintamente , como também o comprometimento mental refletido pela falta de esperança e pelo isolamento social que está restringindo cada vez mais cedo as pessoas do nosso convívio.

Como reverter este triste panorama? Uma das formas é aprendendo a envelhecer, resgatando o sentido positivo do envelhecimento. Um exemplo vivo de que a natureza é sábia, de que a vida tem um propósito e que vale a pena ser vivida!

Não é fácil, mas é possível. Basta querer . Ou esperar que a própria vida se incumba de dar um empurrãozinho! Afinal, como diz o ditado, quem não vai pelo amor, vai pela dor. A evolução da consciência é uma lei Universal que não se pode fugir dela. Graças a Deus!

*Lindaura Ambrosio é graduada em Ciências Sociais e tem aperfeiçoamento em Gerontologia. É também idealizadora do site Idealidadeb.

fonte: mais de 50

[Imagem: Getty Image]

Posted by Lilia at 07:27 AM|Comments (0)