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  22.07.05- De Quantos “EUS” Somos Feitos?

Vera Ghimel

eus-keith-haring-monkey-puzzle.jpg Recebi esta pergunta à queima-roupa, faz alguns meses. Teria ficado tranqüila se não fosse feita por um pré-adolescente, de 12 anos, muito conhecido meu. Meu filho Lucas Ian.
Parei tudo para entender bem a pergunta. Ele me relatou que percebe ser UM com os amigos, OUTRO com o pai, MAIS OUTRO comigo, AINDA OUTRO com as professoras e só identifica quem é o EU mais próximo dele, quando está tomando banho. Segundo ele, é nesse momento solitário que vê quem realmente é o Lucas. Dei-lhe uma explicação sobre os nossos papéis sociais, muito aparentes nessa idade, mas eu mesma não me convenci. Fiquei matutando sobre o assunto durante dias. Afinal, eu tiro arquétipos das pessoas, e disso, eu entendo um pouco. Já havia feito a retirada de seus arquétipos, aos 5 anos de idade, à distância, o que resultou numa melhora fantástica. Resolvi perguntar-lhe se gostaria de fazer o processo, dessa vez, presente. Topou. Fiz novamente uma nova retirada de arquétipos. Saíram uns 10. Ele me disse que era “sinistro” me ver falando igual a ele quando estava com os seus amigos. Ele notou e eu também, uma nova mudança.

Ainda não era uma resposta definitiva. Comecei a pesquisar. Toda vez que eu peço aos amigos espirituais que tragam respostas, elas imediatamente chegam. Arrumando os meus livros, encontrei um que comprara há muitos anos e que ainda não havia lido. Fala da jornada do encontro da nossa Verdade. Chama-se O Despertar do Herói Interior, de Carol S.Pearson. Carol cita os 12 arquétipos de base. Os que estão desde o nascimento conosco. Eu já percebera que fazendo o mapa numerológico cabalístico, eu identificava nele os arquétipos da pessoa. Pra identificá-los, em seu mapa, eu uso a expressão “se tender para o lado negativo..... etc.”.
Estou fazendo a segunda leitura desse livro e já estou aplicando o conhecimento nele contido, junto com a minha experiência.

Segundo Carol, são 12 no total, assim divididos:

a) O EGO possui 4 arquétipos - O Inocente, o Órfão, O Guerreiro e o Caridoso.
b) A ALMA (prefiro chamar de Espírito) possui também 4 arquétipos – O Explorador, O Destruidor, O Amante e O Criador.
c) O SELF possui os 4 últimos arquétipos – O Governante, O Mago, O Sábio e o Bobo.

Cada grupo de 4 detém uma parte da jornada. Com a formação do EGO, iniciamos a trajetória, já em criança com o arquétipo do INOCENTE, que pelo aspecto positivo, nos faz aprender a ter otimismo e confiança. Com os primeiro erros, nos tornamos O ÓRFÃO, que pelo lado positivo, nos traz empatia, interdependência e realismo, fazendo-nos recuperar a segurança. Logo surge O GUERREIRO que entra em cena para aprendermos a estabelecer metas e estratégias, alcançando-as com disciplina e coragem. E chega então O CARIDOSO, completando a jornada de formação do EGO, que nos ensina a cuidar das pessoas e de nós mesmos. Quando todos estão na UNIDADE, o que é raro, tudo funciona como numa orquestra afinada.

Com a formação da ALMA (prefiro chamar ESPÍRITO), aparece O EXPLORADOR que nos impulsiona para a busca de uma vida melhor, nos traz autonomia e ambição saudáveis. Logo em seguida temos O DESTRUIDOR, que nos serve para que através da perda (desapego), do medo ou da dor, nos obrigue a escolher entre reiniciar a jornada ou nos transformarmos. Aí entra em ação O AMANTE, que é a busca da felicidade, o compromisso com quem ama, é o amor por nós e pelo outro. Por fim O CRIADOR, que nos liga ao Universo, nos dando criatividade, identidade e vocação. Permite-nos que os sonhos se transformem em realidade.

Na manifestação do SELF, o arquétipo O GOVERNANTE indica soberania, responsabilidade e competência. É a busca da concretização dos sonhos. É a preocupação do bem-estar da sociedade do planeta. Nessa altura, aparece O MAGO que nos dá poder pessoal, transformação da realidade para melhor. Ele cura as feridas do governante. O SÁBIO traz verdade, entendimento, sabedoria e desprendimento. Finalmente O BOBO, cujo princípio é a alegria, o prazer, a libertação. É o inocente, lá do início, com mais maturidade. É festejar a vida a cada momento.

Na manifestação negativa deles, temos no INOCENTE um comportamento de rejeição à verdade, credulidade extrema com as pessoas ou desconfiança, consumismo, sentimentos de desproteção, de culpa e vergonha, propensão para correr riscos. NO ÓRFÃO, a primeira coisa a desaparecer é a espontaneidade, sente-se magoado, rejeitado, abandonado, traído, maltratado, com tendências a reprimir talentos para não se expor. O GUERREIRO negativo é improdutivo, injusto, com obsessiva necessidade de vencer, encara qualquer diferença como uma ameaça e em situações extremas é mentiroso, inescrupuloso e vilão. O CARIDOSO negativo doa-se em demasia, sem observar a hora de dizer não, o que raramente faz. Pai/Mãe que deposita nos filhos uma expectativa de realizar-se através deles, se tornam ressentidos. Processa-se uma relação simbiótica que torna-se repressora. Há uma transferência de carências para os seus protegidos como forma de preencherem os vazios emocionais.

Pela expressão negativa, O EXPLORADOR tem uma necessidade obsessiva de ser independente, o que nos mantém isolados. Cria alienação, insatisfação e sensação de vazio. Perfeccionismo, orgulho e vícios. O DESTRUIDOR carrega-nos para a estagnação, dor, sofrimento, tragédia e perdas. Em situações extremas, assassinatos e estupros, difamação e morte sem renascimento. O AMANTE nos empurra para a inveja, o ciúme, fixação obsessiva no objeto ou pessoa amada, compulsividade sexual, promiscuidade ou mesmo puritanismo exagerado. O CRIADOR, no lado negativo, limita as oportunidades, traz devaneios, fantasias descabidas, obsessão por criar.

No aspecto negativo do GOVERNANTE, haverá caos e perda de controle. Haverá comportamento dominador, tirânico, rígido e manipulativo. Quando não há um governante forte e equilibrado, haverá falta de recursos, de harmonia, de apoio ou de ordem na sua vida. O arquétipo de base O MAGO, o tornará feiticeiro(a) maligno(a), ou lhe trará doenças físicas, emocionais e espirituais, além de descontrole psíquico e mediúnico. O SÁBIO lhe confrontará com a fraude, a ilusão, isolamento e ausência de sentimentos. Atitudes e comportamentos críticos, superiores e pomposos. O BOBO terá preguiça, gula, irresponsabilidade, tédio, indisciplina, parasitismo e embriaguez.

Esses arquétipos de base podem ser equilibrados. Usando a mesma técnica feita na terapia de retirada de arquétipos, pela canalização da forma com que cada um deles se manifesta em nós, pode-se conduzi-los para a UNIDADE. Os arquétipos construídos por nós, ao longo de nossas vidas, seguem o modelo desses que já nascem conosco. Não adianta retirar um arquétipo construído, sem ir ao princípio de tudo. Ao mesmo tempo, não se pode retirar apenas esses moldes arquetípicos de nascimento, sem uma primeira vivência dos arquétipos que construímos.

Crescer é um ato de amor conosco. É um ato de respeito com quem nos criou.

Fonte: Somos Todos Um

[Imagem: Keith Haring, "Monkey Puzzle"]

Posted by Lilia at 09:01 PM|Comments (0)
 
  21.07.05- A natureza da hostilidade

Bel Cesar

naturezahostilidade-Buddhist-Mandala.jpg Quem já não recebeu um golpe de hostilidade quando menos esperava? Basta um gesto brusco, uma palavra desagradável ou um silêncio cortante para sermos atingidos pela dor daquele que declara abertamente estar “de mal” com o mundo e, quem sabe, especificamente com a gente!

A hostilidade é uma energia baseada na agressividade, e tem como intuito declarar guerra: chamar o inimigo para o confronto, disputar um lugar ou uma posição. Baseada no ódio e na irritação com alguém, sua mensagem é clara: desejo prejudicar você!

Assim como diz o ditado popular, “Quando um não quer, dois não brigam”, cabe a cada um saber a hora certa de recuar. No entanto, isso não quer dizer que devamos fugir e desdenhar um aviso de agressão. Como agir diante da hostilidade?

De acordo com a filosofia budista, não nos cabe julgar a atitude alheia, mas sim cuidar da nossa. Neste sentido, podemos sempre escolher como agir ao invés de reagir. No entanto, para manter a calma e a clareza diante da hostilidade, é preciso ter um profundo conhecimento de si mesmo, baseado na certeza de que vale mais a pena o autocontrole do que se submeter a uma provocação alheia. O controle interior é uma virtude das pessoas que se dedicam ao autoconhecimento.

Podemos ver esta atitude naqueles que são compassivos e gentis por natureza. É admirável observar como os mestres budistas lidam com estes momentos: eles sabem a hora certa de agir ou recuar, pois uma vez que reconhecem o que se passa com o outro, conhecem também suas reações. No entanto, eles não são submissos aos abusos e declaram assertivamente os limites das situações.

Neste mundo competitivo, a ganância é vista como força-motriz para vencer. Aqueles que não se contentam com o que conquistam por meio de seu próprio esforço usam a hostilidade como uma arma potente, capaz de paralisar os mais suscetíveis às influências externas. Por isso, precisamos estar atentos àqueles que avançam por nossa porta adentro sem pedir licença, pois são pessoas acostumadas ao poder: eles acham que estão no direito de poder tudo a qualquer hora. Por isso são chamados de “cara de pau”. Eles agem de modo naturalmente hostil, pois sabem que assim têm menos chances de serem barrados. De fato, é verdade, pois o comportamento hostil desperta medo, raiva e ressentimento: um prato cheio para congelar emoções e impedir a possibilidade de alguém se opor à ação imposta por eles.

A hostilidade alheia nos intimida na medida que não sabemos lidar com nossa própria agressividade. Isto ocorre porque associamos nossa própria agressividade a uma idéia negativa; no entanto, a agressividade não é necessariamente uma emoção negativa. Ela também contém um sentido positivo: força para agir e seguir adiante. A agressividade, como força genuína do ser humano, não precisa necessariamente estar contaminada pela raiva. Neste sentido, ao invés de surgir como força destrutiva, ela gera força-motriz positiva: coragem para levantarmo-nos de novo e enfrentarmos obstáculos.

Neste sentido, a agressividade é uma autodefesa, isto é, um mecanismo biológico fundamental de adaptação. Ela nos ajuda a lidar com as ameaças de nosso território, tanto físicas quanto emocionais.

É interessante lembrar que o bebê passa a entender a sua própria individualidade a partir do momento que passa a sentir raiva. Por isso, a raiva é o primeiro sentimento que nos diferencia uns dos outros. Por meio da raiva, iremos gradualmente romper a relação simbiótica com nossa mãe. De modo semelhante, será a dor de uma decepção que nos ajudará a abandonar o passado e a nos arriscarmos num futuro incerto. Neste sentido, a agressividade nos impele a seguir em frente. É como se para largarmos uma etapa já vencida precisássemos escutar um basta em nosso interior, alertando-nos com firmeza: “Chega, abandone esta situação, siga em direção à outra”!

A agressividade torna-se uma força-motriz negativa quando está contaminada pelo desejo infantil de que poderíamos escapar das leis da responsabilidade pessoal, isto é, quando acreditamos na ilusão de que alguém pode nos satisfazer em todos os sentidos. A idéia de não-merecimento, de sermos vítimas de situações injustas, aumenta nossa raiva interior e nos torna hostis. Querendo ou não, teremos de lidar com os limites alheios para não cultivar uma constante frustração que gera apenas mais hostilidade. Por isso, a hostilidade é uma emoção anterior à ação agressiva; nela mora um secreto desejo de vingança: “Se você não fizer tudo que eu espero de você, irá se arrepender, pois vou me vingar”.

Uma vez que não conseguimos expressar a raiva, ela ficará reprimida em nosso interior, pulsando uma mensagem de indignação: “Isso não poderia ter acontecido comigo”. Lama Chagdug Rinpoche dizia que críticas são como flechas que atiram em nossa direção, mas na realidade não nos atingem: elas caem no chão. Somos nós que as pegamos e continuamos a nos apunhalar enquanto formos tomados pela indignação: “Ele não poderia ter dito isso, feito aquilo”. Isto é, como reagimos às críticas e o tempo dedicado a elas é sempre uma questão nossa, e não daqueles que nos agrediram.

Se somos tomados pela indignação, perdemos o autocontrole. Desta forma, nossa própria segurança torna-se ameaçada, pois sentimos que podemos explodir a qualquer momento. A hostilidade, uma vez recalcada, cresce interiormente como uma bomba-relógio, intensificando o medo e a insegurança. Quando somos tomados por tal agonia passamos a temer a nós mesmos, pois teremos medo de nossa própria agressividade: desconhecemos o que ela pode fazer conosco. A este ponto nos perguntamos: “O que acontecerá se eu perder o controle”?

A questão é que, quando crianças, aprendemos a recalcar a nossa raiva: tínhamos medo de que, ao expressá-la, iríamos danificar a nossa imagem diante daqueles que representavam uma fonte de segurança para nós, de que poderíamos ser castigados por eles ou perder o seu afeto.

O medo de magoar aqueles que cuidaram de nós gerou o sentimento de culpa inconsciente que nos faz sentir responsáveis pelos sentimentos alheios. Por isso, muitas vezes, quando adultos, não demonstramos sentimentos negativos frente a quem amamos para evitar ter que lidar com a ameaça de sentir a decepção alheia: “Se eu não te agrado é melhor você buscar outra pessoa”. Assim, preferimos suportar o desconforto interno a correr o risco de decepcionar aqueles diante de quem desejamos preservar a imagem de que estamos satisfeitos com eles, porque eles são o máximo, e por isso sempre nos satisfazem! Mas quanto mais negarmos nossa raiva, mais ansiedade iremos sentir sem compreender a sua razão aparente.

É o quantum de raiva internalizada que cada um traz consigo, como parte integrante de sua personalidade, que faz nos sentir mais ou menos desconfortáveis conosco mesmos. Desta forma, a sensação de inadequação e culpa voltará a surgir todas as vezes que tentarmos expressar a nossa raiva para aquele que amamos. Esse sentimento nos impedirá de amar verdadeiramente, pois uma vez que sentimos algo ruim em nosso interior, não nos consideraremos merecedores de amor.

Por fim, enquanto nos sentirmos prejudicados por alguém ou uma situação, manteremos uma ferida aberta que nos tornará cada vez mais amargos. Até mesmo aqueles que se proíbem de sentir raiva acabam por descobrir que ela está inevitavelmente em seu interior e se tornou uma força destrutiva. Por isso, o melhor é lidar com nossa hostilidade interna.

Seja por meio da psicoterapia ou pela ajuda de amigos íntimos, precisamos começar a ensaiar nossa capacidade de expressar a raiva interior de forma não destrutiva. No entanto, o primeiro passo para apaziguar a hostilidade interior será pela autocompaixão, isto é, aprender a ver a raiva em nosso interior como um sinal de que estamos simplesmente desequilibrados: ultrapassamos nossos limites ou não soubemos nos defender, mas não somos ruins por isso. Podemos nos dar uma nova chance ao comunicar o que estamos sentindo e ainda sim ser aceitos. Quando a intenção é o entendimento, encontramos uma forma de nos expressar que não magoa ou destrói o outro. Ainda assim, será necessário que o outro também esteja amadurecido para fazer o mesmo.

Em vez de nos acusarmos ou de redirecionarmos nossa raiva para os outros, podemos parar para observar o que estamos sentindo, dar tempo para o processo de autocura. Desta forma, iremos aprender que nossa agressividade não é uma arma destrutiva, mas sim um alerta de que é preciso dar mais atenção ao que se passa em nosso interior.

Fonte: Somos Todos Um

[Imagem: Buddhist Mandala]

Posted by Lilia at 08:21 PM|Comments (0)
 
  16.07.05- Ser Normal

Rúbia Americano Dantés

sernormal-dali-salvador-galatea-of-the-spheres.jpg Acho tudo tão encantado nas vezes em que sou eu mesma... eu já briguei muito com minha natureza... agora não brigo mais...

A nossa verdadeira natureza é muito delicada e é preciso muito cuidado pra não esconder nem distorcer aquilo que mais verdadeiramente somos...

Quantas vezes eu me machuquei tentando ser diferente do que eu era só pra ser igual ou para agradar ao outro... ou melhor... aos outros; porque, quando tem muita gente sendo de um jeito igual, aí é que as pessoas acham que é ser normal... por mais estranho que seja esse jeito...e eles vão sendo, sem notar quão louco pode ser o dito "ser normal"...

Mas é assim mesmo... a toda hora a normalidade pode nos pegar desprevenidos e estamos lá, de novo, seguindo algum normal e pertencendo a um bando de normais...
E na hora de agir... agimos seguindo as normas do bando... e não a nossa alma...
Colocamos tanta coisa a nos esconder que até perdemos contato com nossa essência.... mas ela está aí o tempo todo... nos chamando... as vezes num sussurro.... numa lembrança.... numa saudade...

Somos todos Um nos expressando de forma maravilhosamente única ou de forma unicamente normal, se essa for a sua escolha... acho que é assim...
Ser diferente é deixar livre aquele serzinho mais simples que tem dentro de você... aquela parte que você é em essência e que sente tão bem quando está sendo...
Uma vez que você experimenta o gostinho de "ser quem você realmente é" nunca mais desiste de buscar, de novo, Ser...

E então você não quer mais ser normal... não quer mais acordar na hora que todo mundo acorda... dormir na hora que todo mundo dorme... tomar café como todo mundo... usar as roupas que todo mundo usa.... enfim, não quer mais ser igual a todo mundo.
... tudo é tão previsível... tão sem graça e sem cor... tudo tão normal...
Então... é aí que você pode escolher.... ou, ficar protegido pela pálida e opaca luz dos previsíveis da normalidade... ou, se arriscar a dar um salto no escuro do desconhecido e ir de encontro a você mesmo.

Se você quiser correr o risco de seguir a sua natureza pode ser chamado de rebelde... mas a escolha é sua.
....ou você se rebela contra o que é normal ou contra a sua natureza...
E é lindo ter a liberdade pra ser único e expressar aquilo que você é...
E quando você se encontra você pode até fazer tudo, normalmente, igual a todo mundo e ainda assim ser você mesmo...

Esse "ser você mesmo" é uma coisa muito sutil... não depende muito do fazer... é uma fidelidade que você tem com a sua alma e você sabe que está sendo... mesmo que possa aparentar que não...

E além do mais pra quê ser normal...... melhor é ser feliz...

Fonte: somos todos um

[Imagem: Salvador Dali, Galatea of the Spheres]

Posted by Lilia at 12:39 PM|Comments (0)
 
  15.07.05- ARRISQUE-SE E SEJA VOCÊ MESMO

Raúl Candeloro

arrisquesejavoce-warhol-andy-kinderspielzeug-affe.jpg A grande maioria das pessoas concorda que gostaria de ser uma pessoa saudável, feliz e útil enquanto estiver aqui na Terra. Para que isso se torne possível, recebemos _ durante toda nossa vida, e das mais diferentes pessoas (pais, parentes, professores, autoridades, amigos, mídia, etc.) uma abundância (talvez excessiva) de conselhos, broncas, ameaças, dicas, fórmulas e regras que acabam nos programando sobre o que é a felicidade e como buscá-la.

Mas, em algum lugar desses caminho, ao amadurecermos como adultos, começamos a notar que, na verdade _ e gostemos disso ou não _, somos nós mesmos que criamos nosso próprio sentido de existência como seres humanos, embora baseando-nos em valores e crenças de outras pessoas. Em algum ponto de nossas vidas, por vontade própria ou por acidente, descobrimos que o sentido da nossa vida depende somente de nós mesmos. Somos ao mesmo tempo autores, diretores e o ator principal dessa peça fantástica que se chama vida.

Para muitas pessoas essa descoberta é tão assustadora que preferem voltar para sua "zona de segurança", uma área confortável onde não é preciso pensar _ apenas obedecer. Para elas, é difícil aceitar que evitar tomar decisões já é em si uma decisão. É uma paradoxo: tem gente que toma a decisão de não decidir _ é a decisão de deixar os outros decidirem no seu lugar. Em última análise, a decisão de deixar de ser quem se é para ser quem os outros querem que ela seja. Felizmente, existem também as pessoas que se dão conta dessa liberdade de poder pensar (e decidir) de maneira livre e racional. Conseguem aceitar o fato que o precondicionamento que receberam, independente de seu conteúdo ou fonte, é apenas mais um passo inevitável do processo de maturação e amadurecimento. Dessa maneira, elevam-se, fortalecendo sua estima e amor-próprio.

De maneira apaixonada, as pessoas livres valorizam sua dedicação, buscando jogar o melhor possível com as cartas que a vida lhe dá, através do crescimento e da aprendizagem contínua. Consistentemente, escolhem fazer coisas que fazem sentido em suas vidas _ trazendo junto a realização pessoal e profissional.

Aonde você se encaixa? Você é quem gostaria de ser? Faz o que gostaria de fazer? A sua vida é a vida que você queria ter? Não aceite as desculpas racionais que sempre aparecem em nossas mentes quando fazemos essas perguntas. Melhor ainda: preste atenção no seu comportamento, na sua atitude, pois são essas as melhores formas de descobrir corretamente que tipo de filosofia e valores pessoais você tem.

Na imensa maioria das vezes, "coisas" acontecem porque alguém tomou uma decisão. A natureza recompensa a ação, e não desejos e sentimentos. O controle de qualquer situação requer foco e expectativas claras sobre nosso objetivo final, bem como conhecer as ações ou passos que devem ser tomados para atingir esse objetivo de maneira satisfatória. A verdade é que uma pessoa pode esperar um raio cair para iluminar sua vida, mas isso é tão raro que nem vale a pena esperar. Sorte, já dizia o sábio, é quando a preparação encontra a oportunidade. As duas coisas se complementam, e de fora, quem olha como espectador, parece sorte. Mas na verdade existe muito trabalho duro e esforço por trás dessa "sorte".

Se existem aspectos na sua vida que você gostaria de mudar, você precisa de um objetivo, de um plano de ação e da determinação de transformar isso em realidade (ou seja, agir!). Para vencer o jogo você precisa entrar em campo. Para ganhar na loteria você precisa pelo menos comprar um bilhete.

Arrisque-se: seja a pessoa e o profissional que você gostaria de ser.

Fonte: Helpers

[Imagem: Andy Warhol, Kinderspielzeug affe]



Posted by Lilia at 08:43 PM|Comments (0)
 
  Poder pessoal: assumindo o seu destino.

Jael Coaracy
poderpessoal-henrimatisse-chute-dicare.bmp
Quando você deixa de atribuir a algo ou alguém a responsabilidade pelo modo como se sente, está tomando posse do seu poder pessoal.

De modo geral, associa-se a idéia de poder à habilidade que alguém tem de influir sobre as ações de outras pessoas. Ou ainda, à capacidade de determinar a forma como algo deve ser ou acontecer.

O poder que é exercido externamente, seja levando exércitos para a guerra, seja manipulando (a) parceiro(a) no relacionamento amoroso, é frágil e revela a vulnerabilidade de seu titular. Está sujeito às circunstâncias externas e pode ser perdido a qualquer momento.

O poder pessoal, entretanto, supera obstáculos e não conhece limites, pois se fundamenta no potencial ilimitado que existe dentro de cada um de nós. É o único que não se pode perder e é adquirido através do esforço próprio e é vivenciado internamente.

Enquanto o poder que atua sobre os outros tem medo de ser destituído, o poder pessoal cresce na proporção direta do desenvolvimento do nível de consciência individual.

O que determina se uma pessoa tem ou não poder pessoal não é algo que lhe é conferido por alguém ou alguma situação externa. A chave deste poder sobre si mesmo (a), infinitamente maior do que a ilusão de qualquer outro, está no autoconhecimento.

É o resultado de um processo de reconhecimento de que se é responsável pelas próprias escolhas.

O poder pessoal permite o acesso aos recursos internos e às ferramentas necessárias para superar dificuldades. Ele implica no alinhamento de valores e crenças, na capacidade de formular objetivos definidos e de seguir um plano de ação, passo a passo, na direção de sua realização.

Alguém com poder pessoal não espera que outra pessoa corresponda às suas expectativas, nem coloca a responsabilidade sobre seu bem estar nas mãos de quem quer que seja. É capaz de exercer a sua capacidade de escolha diante dos acontecimentos e decide que atitude tomar diante de cada circunstância.

Ter poder pessoal significa não entregar a ninguém mais, ou a nenhum acontecimento a capacidade de influenciar seu comportamento.

Quando você deixa de atribuir a algo ou alguém a responsabilidade pelo modo como se sente, está tomando posse do seu poder pessoal.

Reconhece o fato de que não é possível controlar nada fora de você, mas que ao escolher a sua atitude diante do que lhe acontece, exerce controle sobre seu estado físico, mental, emocional e espiritual.

Se alguém o (a) trata mal, faz algo indevido ou decide romper um relacionamento com você, o poder pessoal não permitirá que isso arruíne o seu bem estar ou torne a sua vida uma calamidade.

Ter poder pessoal é viver a vida sem buscar a aceitação ou aprovação das outras pessoas. É escolher a verdade, o equilíbrio e a coerência como uma expressão natural do ser.

Significa ter as rédeas da sua vida nas próprias mãos como resultado da atenção, do esforço e da responsabilidade pelo seu destino.

Em vez de se deixar intimidar ou influenciar pelas crenças de outras pessoas, aprende-se a confiar na própria experiência, checando as informações que lhe chegam sem preconceitos, mas sem idealização, expectativa ou ilusões.

Assim, ao perceber o que funciona na sua vida, a expectativa das outras pessoas em relação a você deixa de ter importância.

Mais do que se preocupar com o que os outros pensam ou falam, sua atenção se volta para a sua verdade interior e para os desejos do seu coração.

Manter a coerência interna e a fidelidade aos próprios ideais é uma forma de alimentar o poder pessoal. Significa ter a capacidade de separar o que é seu do que é do outro. De manter a clareza sobre seus valores e agir alinhado (a) com eles.

E ao deixar de procurar no mundo externo o que se encontra dentro de si mesmo(a), você adquire a capacidade de transformaro que não está funcionando na sua vida.

Passa a atrair, naturalmente, a admiração, o respeito e a confiança dos que estão à sua volta. Pessoas que recebem a energia positiva e saudável que é irradiada de quem vive de acordo com as próprias escolhas, exercendo com confiança seu poder pessoal.

Fonte: vaidarcerto

[Imagem: Henri Matisse, Chute d'Iicare]

Posted by Lilia at 09:18 AM|Comments (0)
 
  O tempo faz com que as injustiças sejam reparadas...

tempoinjusticas.jpg e tenha certeza do que eu digo!

Não fique se sentindo mal, ou infeliz, ou incrivelmente mal tratado(a) e mal interpretado(a) porque alguém lhe disse algo, ou deixou de fazer alguma coisa por você, por não confiar na sua palavra ou por não acreditar no seu sonho, ou por simplesmente achar você "inferior" intelectualmente e desprezar suas idéias, projetos ou sonhos.

As pessoas que nos rodeiam não têm a menor obrigação de acreditar em você quando nem você mesmo tem a convicção necessária para se convencer disso!

A maior injustiça cometida com você é você mesmo não confiar nos seus sonhos de tal forma que precise da aprovação de outro pra que eles tomem forma!

Quando você toma atitude, age e coloca em ação as palavras que antes não saiam do papel, o universo conspira a seu favor e as coisas dão certo!
Aliás, o universo sempre conspira a seu favor; se você estiver mal e depressivo, o univeso conspirará a seu favor também, fazendo com que tudo que o rodeia fique da forma como você quer: cinza. O univeso responde ao seu estado de espirito sempre, ele nunca irá contra você!

Quando você se colocar em movimento e agir, o universo lhe acompanhará, e as pessoas que antes olhavam você com desprezo e não enxergavam o seu potencial, poderão ver o quanto perderam por não acreditar em você.

Então acredite em você agora e mude sua vida.
Você não precisa de outras pessoas que não seja você mesmo para que essa mudança aconteça.
Confie em você e nos seus sonhos.
Seja coerente, elimine os exageros e vá em frente!
Estou torcendo por você, pois tenho certeza de que lá na frente nos encontraremos no Hall dos vencedores!
Roberta Fioravante

p.s não consegui encontrar a fonte desse texto. se alguém souber, por favor entrar em contato.
[Imagem: GettyImage]

Posted by Lilia at 09:14 AM|Comments (0)