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  06.08.05- Lugar do afeto

jornalista Juliana Krapp

lugarafeto-ConsueloGamboa-Afertnonn-TeaII.jpg Não basta fazer amigos. Psiquiatra reafirma a importância de se preservar as amizades conquistadas

É uma coisa esquisita, mas fica horrivelmente mais difícil fazer amigos depois da adolescência . A conclusão é do psicanalista Francisco Daudt da Veiga, exposta no seu livro "O Amor Companheiro", que fala sobre a amizade e seus desdobramentos. Mas, apesar das dificuldades, a vontade de compartilhar o próprio universo - esse amor companheiro, livre do desejo sexual - continua sendo uma das melhores coisas da vida.

E por que, afinal, é tão difícil fazer amigos? "Porque é algo que requer de duas pessoas abertura, confiança, afinidade, privacidade e tempo de investimento. A reunião de tantos fatores depois que ficamos adultos é muito rara, portanto difícil", responde Daudt. Ao mesmo tempo, o autor afirma que se torna mais fácil conquistar novos amigos depois dos 50 anos, quando "os receios do que vão dizer diminuem e o poder de escolha e o tempo disponível aumentam".

Daudt acredita que a base de fazer amigos não é muito diferente de paquerar: é preciso ter vontade. Ele cita inúmeras situações de convívio que criam oportunidades para isso: cursos, universidades, grupos de estudo, agremiações com fins variados. E a internet, por sua vez, está aí para dar uma mãozinha. Segundo Daudt, o e-mail é um reavivador de amizades antigas, "um grande lugar para a palavra breve e afetuosa: é o cartão-bilhete renascido", garante.

João Maia, pesquisador e professor de Teoria da Comunicação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), concorda que a internet é um ótimo lugar para fazer amigos. E destaca a facilidade que ela tem de agrupar tribos de interesses comuns. Mas como confiar em uma pessoa cuja face às vezes sequer conhecemos? Será que as amizades feitas no mundo virtual são válidas também para o real?

"Eu não faço distinção entre o virtual e o real. O que existe do outro lado da tela é sempre uma pessoa, com sua carga de mentiras e verdades, da mesma forma que no contato face a face. A vida é construída de encontros e desencontros, e a internet é um canal, uma possibilidade de estabelecer novos contatos", afirma.

Maia cita uma prova do sucesso dessas amizades via web: a profusão de ircontros , organizados por pessoas que se conheceram na rede, numa analogia a expressão IRC, Internet Related Chat , bate-papo na internet. Para ele, a rede tem um papel muito parecido com a correspondência feita antigamente, quando as pessoas passavam anos sem se ver, mas estabeleciam laços de afeto pela troca de cartas. "As pessoas constantemente inventam instrumentos para eliminar a distância entre si, e isso é uma coisa muito boa", garante.

Mas não basta fazer amigos. É preciso também mantê-los. Em seu livro, Daudt cita exemplos de certos cuidados que todos deveríamos tomar para preservar as amizades. Ele afirma que é preciso constantemente "aquecer o coração" daqueles que amamos: "Aquecer o coração é o pequeno gesto que, de tão pessoal, aciona a sensação de que alguém nos vê, nos percebe e gosta da gente. Outro dia um amigo me ligou só para dizer que os livrinhos do Carlos Zéfiro vão voltar às bancas. Que legal, que carinhoso e cúmplice, que nostálgico e pessoal, que consideração com nossa memória e nossa adolescência pela vida afora. Aqueceu meu coração".

[Imagem: ]

Posted by Lilia at 10:32 AM|Comments (0)
 
  31.07.05- Importância da Reciprocidade

Antônio Roberto Soares

importanciareciprocidade-GilAdams-MoneyHeart.jpg "As relações que se fazem através do binômio favor-gratidão, em geral, são de muito conflito porque se estabelecem através do jogo da renúncia"

Não sei se o mundo tem jeito. Nós temos. Quando ajudamos alguém e esperamos algo em troca, ainda que seja gratidão, não estamos sendo bons, mas espertos. A bondade, a proteção e a ajuda têm sido usadas como instrumento de controle sobre o coração das pessoas. E, quando, apesar de tudo o que fizemos pelo outro, ele, no exercício de sua liberdade, nos dá um "não", nós o chamamos de ingrato e nos sentimos injustiçados.

Existe uma grande diferença entre amor e favor. No amor, temos grande alegria em fazer algo por alguém e somos pagos no próprio ato de fazer. No favor, tudo o que fazemos é contabilizado e futuramente cobrado. Chamamos de ingrata a pessoa a quem prestamos um favor e na hora de pagar ela não o fez. Mesmo porque nada foi combinado com ela. Ingrato é aquele que não se vendeu aos nossos favores. As relações que se fazem através do binômio favor-gratidão, em geral, são pesadas e de muito conflito porque elas se estabelecem através do jogo da renúncia.

Ensinaram-nos que, para o amor, é essencial renunciar. Que devemos abrir mão de nossa individualidade, dos nossos gostos, do nosso tempo, dos nossos sagrados, do nosso crescimento etc. Tudo por amor a alguém. Com o passar do tempo, todo esse sacrifício amoroso vira uma cruel cobrança no sentido de que o outro nunca nos contrarie e permaneça, através do agradecimento, escravizado a nossos desejos. Daí a importância do "sim" e do "não" em nossos relacionamentos.

Amigo é aquele que consente o meu "não" e eu o dele. Do contrário, é escravidão. A bondade só faz parte do amor se for absolutamente verdadeira. Usada para dominar alguém, é crueldade. Talvez esse seja o motivo para tantos problemas familiares. Casais que se acusam mutuamente da falta de reconhecimento de um pelo o que o outro fez. Mães e pais que se sentem injustiçados quando os filhos não atendem às suas expectativas e não "pagam" com o sucesso e bom desempenho o que foi feito para eles. É uma cadeia interminável de cobrança e de culpa que traz enormes desgastes num relacionamento.

A palavra sacrifício é muito interessante. Vem do latim e significa "tornar-se sagrado para o outro". Quando, porém, somos excessivamente bondosos para os outros eles respondem a isso com culpa. Nenhum filho, nenhum marido, nenhuma mãe, em sã consciência quer o próprio prazer à custa do sofrimento do outro. A reciprocidade nas relações é importante.

Todo relacionamento é uma troca, mas tem de ser combinada. O que não é adequado sou eu fazer pelo outro, sem acertar e posteriormente cobrar. As relações se tornam exploração. Vivemos com a sensação de injustiçados, não reconhecidos.

Há uma piada que reflete isso. Um rapaz passeava com uma moça de carro e a levou para o interior de um bosque. Parou o carro e começou a acariciá-la, insinuando um desejo de ter alguma intimidade sexual com a moça. Ela retrucou explicando:
- Eu sou uma prostituta e se você quer alguma coisa, terá de pagar.
- E quanto eu devo pagar? - perguntou o rapaz.
- Cinqüenta reais - respondeu a mulher.
Assim sendo, ele tirou uma nota de cinqüenta reais e entregou a ela. Depois de passar um bom tempo nas intimidades sexuais, se arrumaram e a moça notou que o rapaz não dava sinais de querer ir embora.
- Vamos, já fizemos o que era para fazer.
Ele respondeu:
- Não, temos de combinar, eu sou chofer de táxi. Você terá de pagar a corrida de volta.
- Quanto é? - perguntou a mulher.
- Cinqüenta reais!

A esperteza, o oportunismo, o se dar por amor e cobrar depois é a forma que aprendemos. Pessoas livres, autônomas, verdadeiramente amorosas se relacionam com o máximo de clareza. Comprar o possível amor do outro, através da renúncia, da bondade, do favor, do sacrifício, na esperança de ter o outro, é abrir um caminho complicado de sofrimento. Talvez isso explique a nossa grande dificuldade de dizer não à nossa compulsiva necessidade de agradar sempre, de "puxar o saco", de pensar mais no outro do que em nós mesmos. Se você espera resposta para sua bondade, é melhor não tê-la.

[Image: Gil Adams, "MoneyHeart"]

Posted by Lilia at 12:09 PM|Comments (2)
 
  17.07.05- Um Estudo Sobre Amigas

mulheres-gettyimage.jpg Um estudo que acaba de ser publicado pela Universidade de Los Angeles,
Califórnia, assinala que a amizade entre mulheres é algo verdadeiramente especial. Descobriu-se que as amigas contribuem a dar-nos identidade e modelar o nosso futuro. Constituem um remanso ante a um mundo real cheio de tormentas e obstáculos.

As amigas ajudam a preencher vazios emocionais de nossas relações maritais
e nos ajudam a recordar quem realmente somos. Segundo os cientistas, há
evidências de que Ter amigas ajuda as mulheres a prevenir o stress que ocasiona problemas estomacais.

Depois de 50 anos de pesquisas, concluiu-se que há substâncias químicas
produzidas pelo cérebro que nos ajudam a criar e sustentar laços de amizades entre as mulheres. Os pesquisadores, homens em sua maioria, estão surpreendidos pelos resultados destes estudos.

Até a publicação dos resultados desta pesquisa, existia a crença de que quando as pessoas estão sujeitas a tensão nervosa extrema, reagem produzindo hormônios que geram uma reação que conduz para a briga ou para a fuga o mais rápido possível.

A doutora Laura Cousin Klein, uma das autoras do estudo mencionado, diz que estes detonadores de hormônios constituem um mecanismo de sobrevivência tão antigo como a humanidade. Se trata de um "resabio" que remonta à época em que os seres humanos eram nômades e sua principal atividade era a caça.

O que os pesquisadores descobriram é que não existem apenas mecanismos de
respostas de fuga ou de briga. Aparentemente, quando se libera o hormônio
chamado ocitocina como parte da reação das mulheres diante do stress, estas sentem a necessidade de proteger seus filhos e de agrupar-se com outras mulheres.

Quando isso ocorre, uma maior quantidade de ocitocina é produzida, diminuindo o stress severo e produzindo um feito calmante. Estas reações não se apresentam entre os membros do sexo masculino, devido ao fato de que a testosterona que os homens produzem em altas quantidades, tende a neutralizar os efeitos da ocitocina, enquanto que os estrógenos femininos aumentam a produção deste hormônio.

A descoberta de que as mulheres respondem de maneira diferente dos homens
provocou reações sarcásticas entre os membros do laboratório onde se realizaram as investigações. A cada estudo, foi sendo demonstrado que os laços emocionais que existem entre as mulheres que são amigas reais e leais, contribui a reduzir os riscos de enfermidades ao baixar a pressão arterial e o colesterol.

Acredita-se que esta pode ser uma das razões pelas quais as mulheres vivem
mais tempo do que os homens.
As mulheres que não estabelecem relações profundas de amizade com outras
mulheres não mostram os mesmos resultados em sua saúde.

Ter amigos nos ajuda, não somente a viver, mas a viver melhor. Um estudo sobre a saúde realizado pela Faculdade de Medicina de Harvard indica que
quanto mais amigas tenha uma mulher, mais aumentarão suas probabilidades
de chegar a velhice sem problemas físicos de incapacidade, levando uma vida plena.

Não contar com amigos próximos pode provocar tantos danos à saúde quanto
a obesidade, o tabagismo, o sedentarismo. Estudou-se também como as mulheres superam momentos difíceis, como a morte do cônjuge, e estabeleceu-se que as mulheres que podem confiar em suas amigas reagem a
este fato sem enfermidades graves e se recuperam em menor tempo do que
aquelas que não tem em quem confiar.
As mulheres que são amigas constituem uma fonte recíproca de fortaleza!!!

AUTORIA: não conseguir encontrar a autoria deste artigo. acho que o original é em espanhol "RE-VALORANDO LA IMPORTANCIA DE LA OXITOCINA - Un estudio sobre el efecto benéfico de tener amigas". se alguém conhecer, por gentileza me escrever.

[Imagem: Getty Image]

Posted by Lilia at 03:41 PM|Comments (0)
 
  15.07.05- Amigas...

Martha Medeiros

amigas-paulgauguin-la-siesta.jpg Sentei em uma varanda, em um dia de verão, bebendo chá gelado enquanto visitava minha mãe.
"Nunca esqueça de suas amigas" ela falou, mexendo nos cubos de gelo em seu copo. "Não importa o quanto você ame o seu marido, você ainda precisará de suas amigas.. Lembre-se de ir a lugares, sair e fazer coisas com elas, hoje e sempre. E lembre-se que amigas também são as irmãs, filhas, primas e outras parentes que você tenha." Que conselho estranho, pensei. Eu não tinha acabado de me casar? Eu não havia acabado de entrar no "mundo dos casais?"

Eu era uma mulher casada agora, meu Deus, não somente uma garotinha que precisasse de amigas. Mas mesmo assim escutei à minha mãe, mantive contato com minhas amigas, e fiz novas amizades ao longo do caminho.
Conforme os anos passavam, um após o outro, gradualmente comecei a entender o que minha mãe quis dizer naquele dia.
Aqui está o que eu aprendi sobre as Amigas:
Amigas trazem comida e ajudam a limpar o banheiro quando você precisa de ajuda.
Amigas cuidam de seus filhos e de seus segredos.
Amigas lhe dão conselhos quando você os pede.
Às vezes você escuta, às vezes não.
Amigas nem sempre lhe dizem o que você quer, mas são honestas no que dizem.
Amigas amam você e ficam ao seu lado, mesmo quando não concordam com suas escolhas.
Amigas riem com você, mesmo quando não há motivo aparente.
Amigas te ajudam a sair de confusões.
Amigas fazem festa para a sua filha ou filho quando eles se casam ou ficam grávidos, mesmo que não aconteça necessariamente nesta ordem.
Amigas estão sempre ao seu lado quando tempos difíceis chegam.
Amigas escutam você lamentar quando perde um emprego ou um amigo.
Amigas escutam quando seus filhos a magoam.
Amigas escutam quando seus pais ficam doentes.
Amigas choram com você quando alguém que você ama morre.
Filhas, irmãs, família e amigas abençoam a minha vida.
E a vocês minhas A M I G A S o meu MUITO OBRIGADA!!!!!
E o desejo de que fiquem para sempre em minha vida!!!

[Imagem: Paul Gauguin, La Siesta]

Posted by Lilia at 02:52 PM|Comments (0)