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  12.10.07- O amor é nosso único caminho

Eunice Ferrari

sunset_mtdora1_350.jpg "O amor é a força mais sutil do mundo" - Mahatma Ghandi

Quanto mais trabalho e vivo, mais tenho a certeza que somos todos filhos de um único Pai e que todos nós sofremos as mesmas dores e dificuldades. Todos buscamos amor, felicidade, paz, o fim dos sofrimentos, limites e dores. Nossos corações batem em um só compasso, como células de um imenso corpo, dependemos uns dos outros.

Quando comecei a estudar a teosofia e a astrologia, ouvi pela primeira vez que, quando um de nós evolui sua consciência, a raça humana como um todo evolui junto. Devo confessar que a princípio não entendia muito bem essa frase, mas com o passar dos anos e através das inevitáveis transformações que a vida nos obriga a caminho de nossa maturidade acabei entendendo, ou melhor, compreendendo o significado dessa frase.

Com essa consciência, ou seja, a consciência de que nosso crescimento ajuda e provoca inevitavelmente o crescimento de toda humanidade, aumenta nossa responsabilidade como seres humanos que somos, feitos de uma só matéria, filhos de um só Pai. Somos células de um mesmo corpo, de um mesmo cérebro, infinitamente inteligente.

Cada movimento que fazemos em direção à nossa cura individual, é um movimento à cura de nossos irmãos humanos. Devemos todos estar atentos à cada palavra falada, a cada gesto e reação, a cada sentimento e pensamento que emanamos, pois a dor ou o amor que recebemos dos outros é o mesmo que damos.

Existe uma inteligência que rege todo nosso Universo, como o maestro de uma grande sinfônica. Se você silenciar sua personalidade e dar voz à sua alma, poderá ouvir essa música, a música dos anjos, que toca incessantemente e não nos damos chance de ouvi-la. Nossa energia deve voltar-se para dentro de nós. Só assim poderemos descobrir esse lugar, esse pedaço de paraíso que guardamos e nem ao menos nos damos chance de reconhecer.

Como reprimimos nossa energia! Como obstruímos a nós mesmos! Como podemos fazer isso conosco, que somos parte de uma grande árvore...vivemos cortando seus galhos! Vivemos nosso dia a dia imersos em nossas dificuldades, em nossos ódios, frustrações, desesperos, inseguranças, medos...não olhamos para mais ninguém além de nós mesmos. E quando olhamos, enxergamos apenas estranhos.

Existe apenas uma forma de cura: o retorno ao nosso coração, à nossa alma, ao núcleo mais profundo que está imerso dentro de nós. Tão profundamente imerso que não conseguimos mais enxergá-lo, contatá-lo. Esse núcleo abriga o amor mais puro que podemos entregar a outro e à vida.

É o amor que emana de uma única energia, por estarmos todos num nível de vibração semelhante, por termos todos a mesma energia espiritual. Nossa cura está inteiramente relacionada ao contato com essa corrente, essa energia interna que designamos amor. Todo nosso ser deve se conectar a essa energia, que todos possuímos, mas que muito poucos conseguem chegar.

Os esotéricos chamam-na de Energia Crística, terapeutas corporais de Core, no budismo é conhecida como o Caminho do Bodhisattva, ou a consciência do amor. Mas pouco importa o nome que damos a essa energia, o que vale é que ela é a expressão de nossa espiritualidade, de nosso amor mais profundo, da unidade que existe entre nós, humanos com o Criador.

Mas infelizmente resistimos bravamente à expressão desse amor. Temos medo de parecermos ridículos, medo da vulnerabilidade aparente. O grande objetivo da criação é o amor, e quando não permitimos a expressão desse amor ficamos doentes. Quando essa energia não encontra fluidez, um braço de rio que seja para desaguar, a dor invade nossa alma e adoecemos.

Aquilo que deveria ser a expressão da vida se transforma em seu oposto e começamos um movimento em direção à morte. Matamos aquilo que há de mais poético em nós e deixamos florescer nossos piores sentimentos. Obstruímos a expressão mais sublime que existe em nós, humanos, e damos lugar a seu oposto, o ódio e a frustração por deixarmos que nosso pequeno ego assuma o comando de nossas vidas.

Mas todos sabemos há quanto tempo essas defesas foram criadas e como é difícil superá-las. Se você quer amor, dê amor, expresse seu amor sem medos. Pergunte-se o quanto tem amado ultimamente, o quanto tem feito coisas boas para você e para os que vivem à sua volta. Aliás, pergunte-se o quanto realmente você tem se importado com seus semelhantes ultimamente?

Pergunte-se tudo isso diariamente, constantemente, e poderá dar início a um grande processo transformador dentro de você e em toda sua vida. No momento que você permitir que esse amor que você tem aí dentro de você se torne expressão verdadeira em seu dia a dia, tudo em você se revestirá de um outro sentido, a vida terá um outro sentido.

Por que, como disse, o amor é o grande objetivo do Criador, e quando você se une a esse amor, estará dando permissão à expressão do próprio Criador através de você em direção à sua vida.

Poderia ser tão simples se não fosse extremamente complicado. Seria mais fácil se não tivéssemos uma memória celular, inconsciente. Mas somos uma máquina de sentir. Registramos tudo o que sentimos e construímos nossas defesas. Na maioria das vezes, essas são defesas que acabam por nos destruir, se não forem observadas bem de perto.

Na tentativa de nos salvarmos, e nos salvamos de certa forma, acabamos por nos destruir. Alguns conseguem sobreviver a si mesmos, mas, infelizmente outros desistem em meio ao caminho. Complicado esse nosso caminho humano! Mas também maravilhoso...

De qualquer maneira, a vida é maravilhosa...e o Criador nos deixou a dádiva da escolha. E escolher a vida através do amor é sempre, indiscutivelmente a melhor das escolhas!

Fonte: Terra - Vida Interior
[Imagem: pôr do sol mount dora, lilia lima]

Posted by Lilia at 11:37 PM|Comments (0)
 
  31.07.05- Importância da Reciprocidade

Antônio Roberto Soares

importanciareciprocidade-GilAdams-MoneyHeart.jpg "As relações que se fazem através do binômio favor-gratidão, em geral, são de muito conflito porque se estabelecem através do jogo da renúncia"

Não sei se o mundo tem jeito. Nós temos. Quando ajudamos alguém e esperamos algo em troca, ainda que seja gratidão, não estamos sendo bons, mas espertos. A bondade, a proteção e a ajuda têm sido usadas como instrumento de controle sobre o coração das pessoas. E, quando, apesar de tudo o que fizemos pelo outro, ele, no exercício de sua liberdade, nos dá um "não", nós o chamamos de ingrato e nos sentimos injustiçados.

Existe uma grande diferença entre amor e favor. No amor, temos grande alegria em fazer algo por alguém e somos pagos no próprio ato de fazer. No favor, tudo o que fazemos é contabilizado e futuramente cobrado. Chamamos de ingrata a pessoa a quem prestamos um favor e na hora de pagar ela não o fez. Mesmo porque nada foi combinado com ela. Ingrato é aquele que não se vendeu aos nossos favores. As relações que se fazem através do binômio favor-gratidão, em geral, são pesadas e de muito conflito porque elas se estabelecem através do jogo da renúncia.

Ensinaram-nos que, para o amor, é essencial renunciar. Que devemos abrir mão de nossa individualidade, dos nossos gostos, do nosso tempo, dos nossos sagrados, do nosso crescimento etc. Tudo por amor a alguém. Com o passar do tempo, todo esse sacrifício amoroso vira uma cruel cobrança no sentido de que o outro nunca nos contrarie e permaneça, através do agradecimento, escravizado a nossos desejos. Daí a importância do "sim" e do "não" em nossos relacionamentos.

Amigo é aquele que consente o meu "não" e eu o dele. Do contrário, é escravidão. A bondade só faz parte do amor se for absolutamente verdadeira. Usada para dominar alguém, é crueldade. Talvez esse seja o motivo para tantos problemas familiares. Casais que se acusam mutuamente da falta de reconhecimento de um pelo o que o outro fez. Mães e pais que se sentem injustiçados quando os filhos não atendem às suas expectativas e não "pagam" com o sucesso e bom desempenho o que foi feito para eles. É uma cadeia interminável de cobrança e de culpa que traz enormes desgastes num relacionamento.

A palavra sacrifício é muito interessante. Vem do latim e significa "tornar-se sagrado para o outro". Quando, porém, somos excessivamente bondosos para os outros eles respondem a isso com culpa. Nenhum filho, nenhum marido, nenhuma mãe, em sã consciência quer o próprio prazer à custa do sofrimento do outro. A reciprocidade nas relações é importante.

Todo relacionamento é uma troca, mas tem de ser combinada. O que não é adequado sou eu fazer pelo outro, sem acertar e posteriormente cobrar. As relações se tornam exploração. Vivemos com a sensação de injustiçados, não reconhecidos.

Há uma piada que reflete isso. Um rapaz passeava com uma moça de carro e a levou para o interior de um bosque. Parou o carro e começou a acariciá-la, insinuando um desejo de ter alguma intimidade sexual com a moça. Ela retrucou explicando:
- Eu sou uma prostituta e se você quer alguma coisa, terá de pagar.
- E quanto eu devo pagar? - perguntou o rapaz.
- Cinqüenta reais - respondeu a mulher.
Assim sendo, ele tirou uma nota de cinqüenta reais e entregou a ela. Depois de passar um bom tempo nas intimidades sexuais, se arrumaram e a moça notou que o rapaz não dava sinais de querer ir embora.
- Vamos, já fizemos o que era para fazer.
Ele respondeu:
- Não, temos de combinar, eu sou chofer de táxi. Você terá de pagar a corrida de volta.
- Quanto é? - perguntou a mulher.
- Cinqüenta reais!

A esperteza, o oportunismo, o se dar por amor e cobrar depois é a forma que aprendemos. Pessoas livres, autônomas, verdadeiramente amorosas se relacionam com o máximo de clareza. Comprar o possível amor do outro, através da renúncia, da bondade, do favor, do sacrifício, na esperança de ter o outro, é abrir um caminho complicado de sofrimento. Talvez isso explique a nossa grande dificuldade de dizer não à nossa compulsiva necessidade de agradar sempre, de "puxar o saco", de pensar mais no outro do que em nós mesmos. Se você espera resposta para sua bondade, é melhor não tê-la.

[Image: Gil Adams, "MoneyHeart"]

Posted by Lilia at 12:09 PM|Comments (2)
 
  24.07.05- Gentileza gera gentileza

Cíntia Parcias e Clarisse Meireles

gentileza-pablopicasso-petitefleurs.jpg Retomar a delicadeza relegada ao esquecimento melhora a qualidade de vida e as relações cotidianas

Faça um rápido teste de memória. Você cumprimentou seu vizinho hoje de manhã no elevador? Desejou bom dia ao porteiro quando cruzou com ele na portaria como faz todas as manhãs? Deu passagem para o carro que precisava mudar de pista para entrar numa rua transversal? Esperou pacientemente o carro da frente andar sem buzinar quando o sinal ficou verde? Se respondeu negativamente a alguma das perguntas acima, saiba que, além de agir de forma tremendamente mal-educada, você está fazendo mal à sua própria saúde - e à das pessoas que o cercam.

Segundo o livro A arte da gentileza, de Piero Ferruci (ed. Alegro), pesquisas científicas confirmam que pessoas gentis são mais saudáveis e vivem mais, são mais amadas e produtivas, têm mais sucesso nos negócios e são mais felizes. ''Ser gentil nos faz tão bem quanto ser alvo de uma gentileza'', garante o autor. Por outro lado, a não-gentileza gera sentimentos negativos, atrapalha as relações e pode até deixar a pessoa doente, já que quando alguém é alvo de grosseria, falta de educação, o sistema nervoso reage liberando hormônios como a adrenalina, que desequilibram o organismo. Até a musculatura é afetada e reage à falta de gentileza se contraindo, deixando o corpo cada vez mais tenso.

''A falta de gentileza, caracterizada por um ambiente de grosseria e violência, se constitui em um fator estressor que leva o indivíduo ao desenvolvimento do estresse crônico. Por conseqüência, a qualidade de vida acaba sendo afetada, incluindo a saúde'', confirma a psicóloga Lucia Novaes, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress.

O que a ciência agora comprova vai ao encontro do que o profeta Gentileza passou grande parte da vida pregando e escrevendo nos 55 murais que criou sob o viaduto do Gasômetro, próximo à Rodoviária Novo Rio. Sua mensagem podia ser resumida na frase-síntese ''gentileza gera gentileza''.

Os murais, restaurados há cinco anos pelo projeto Rio com Gentileza, coordenado pelo filósofo Leonardo Guelman, hoje se encontram de novo danificados por pichações logo abaixo das inscrições do profeta. Mais ou menos como a própria gentileza, tão fora de moda nos dias que correm.

''O Gentileza denunciava uma crise ética, de valores. Segundo ele, tudo passa pelo favor. O simples fato de pedirmos 'por favor' e agradecer com um 'obrigado' denotava que adotamos a troca na base do toma-lá-dá-cá, típico do mundo individualista, produto do capitalismo que ele batizou de 'capeta capital''', afirma Guelman, autor do livro Brasil, tempo de gentileza (Eduff), sobre o profeta que morreu aos 79 anos, em 1996.

Para o profeta, ficamos cegos e surdos e perdemos a capacidade de ver e ouvir o outro. Segundo a psicoterapeuta e educadora Sandra Celano, o pronome nós, nesse mundo tão individualista, agrega no máximo o núcleo familiar. ''Então, como esperar que um seja gentil com o outro em pequenas ações cotidianas, se as pessoas não conseguem nem perceber o outro?'', questiona. Até em uma discussão é possível manter a gentileza. ''Basta prestar atenção ao que a outra pessoa diz e se expressar considerando suas razões e seu ponto de vista'', completa Sandra, que observa em seu consultório o crescimento da falta de gentileza como uma das queixas comuns de seus pacientes.

Um dos ambientes onde a falta de delicadeza e gentileza mais se manifesta é no local de trabalho. Muitas vezes, as pessoas confundem relações profissionais com frieza e rispidez. E deixam de agradecer um serviço só porque este está sendo pago.

''Hoje já existem empresas que têm como meta o bem-estar dos seus funcionários. Não porque sejam boazinhas, pois toda empresa precisa gerar lucros, mas, sim, porque descobriram que onde há bem-estar, há produtividade, pois as pessoas trabalham felizes'', observa Alkíndar de Oliveira, consultor de empresas e autor de Viver é simples, nós é que complicamos (ed. Didier). ''Neste novo mundo corporativo que está surgindo, há uma ferramenta que tende a ser a mais importante na convivência profissional. Trata-se da afetividade. E a gentileza é um dos frutos da árvore do afeto.''

Como todo profeta, Gentileza denunciava a crise e anunciava uma boa nova. Para ele, assim como a natureza nos dá tudo de graça, temos que retomar um tempo a troca desinteressada. O primeiro passo seria bem simples: dizer sempre 'agradecido' e 'por gentileza', em vez das fórmulas consagradas - que já foram esquecidas por muita gente, porém sem nenhuma substituição.

Uma das pessoas que foram tocadas pela obra de Gentileza foi a compositora Marisa Monte, que transformou alguns de seus versos em uma canção com o nome do profeta. Marisa fez a música no dia em que foi apresentar os murais ao parceiro Carlinhos Brown, antes do projeto de recuperação, e viu que não havia mais nada. Chocada, escreveu a música.

A cantora acha que a mensagem de Gentileza está cada vez mais atual. ''Com o ritmo acelerado das cidades, as pessoas estão perdendo a noção de gentileza, que é uma espécie de pureza refrescante para a vida, para o dia-a-dia.'' Ainda hoje, ela se comove em ver que alguém dedicou sua vida para falar da importância de ser gentil, e em vez de pedir dinheiro, ia de carro em carro oferecer uma flor. ''Ele foi uma pessoa linda que plantou a semente da gentileza.''

Buda também identificou alguns benefícios de se cultivar a gentileza, como dormir bem, ser amado, ter proteção dos seres divinos, e uma mente serena. De nada adianta, no entanto, começar a ser gentil para obter tais resultados e melhora da qualidade de vida, pois falsidade é algo diametralmente oposto à proposta. E, por princípio, a gentileza é necessariamente desinteressada. Como o escritor britânico Aldous Huxley afirmou, no fim da vida. ''É desconcertante que, após anos e anos de pesquisas e experimentações, eu tenha que dizer que a melhor técnica para transformar nossas vidas seja ser mais gentil''.

Algo bastante urgente de ser lembrado nos dias de hoje. Pois se gentileza gera gentileza, a sua falta só pode produzir uma carência ainda maior, daí o cenário aterrador de um mundo de rispidez e impaciência, e seus assustadores índices de violência - não como causa única, evidentemente.

''A falta de gentileza e a hostilidade nas relações podem contribuir para um mundo estressante, na medida em que essas atitudes são contagiosas. Violência gera violência, hostilidade gera hostilidade, raiva gera raiva'', acredita a psicóloga Lúcia Novaes. Por outro lado, diz ela, o mundo estressado, com tantas demandas, com a necessidade de se fazer cada vez mais coisas em menos tempo e mais perfeitas abre espaço para atitudes agressivas, raivosas e hostis. ''É um círculo vicioso.''

No ano que vem, para marcar os dez anos da morte de Gentileza, um grupo de artistas e intelectuais afinados com a causa do profeta deve retomar o projeto Rio com Gentileza, com manifestações festivas pela cidade para lembrar a atualidade do pensamento do profeta.

''Se ele estivesse entre nós, continuaria pregando a gentileza, já que seu avesso, a rudeza e a violência, infelizmente não saíram de moda'', acredita Guelman, que também reivindica junto à prefeitura um maior cuidado com os murais, que ele quer ver cercados e iluminados. ''São um patrimônio afetivo da cidade.''

A importância de se adotar a atitude no cotidiano é bem expressada pelo teólogo Leonardo Boff, em artigo intitulado ''Espírito de Gentileza'' (disponível na íntegra no site leonardoboff.com). ''Este espírito nunca ganhou centralidade, por isso somos tão vazios e violentos. Hoje ele é urgente. Ou seremos gentis e cuidantes ou nos entredevoraremos.''

Fonte: Fórum Saúde Br

[Imagem: Pablo Picasso, "Petite Fleurs"]


Posted by Lilia at 09:41 AM|Comments (0)
 
  18.07.05- Fazer o bem

fazerobem-Keith-Mallet-Caress.jpg Generosidade aumenta expectativa de vida e pessoas egocêntricas correm o risco de morrer mais cedo

A longevidade está ao alcance das mãos. Ajudar em instituições, oferecer favores em casa, dar suporte emocional aos amigos, mostrar-se disponível para uma conversa, são algumas das atitudes que motivam e prolongam a vida, atestam estudiosos.

O geriatra da Unifesp João Toniolo Neto é um dos defensores da tese. Segundo ele, a pessoa generosa possui uma boa condição física e um quadro psicológico favorável, já que, quando auxilia o próximo, exercita a saúde mental.

É uma forma de dar sentido à própria existência, acrescenta a psicanalista Susan Guggenheim, da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati) da Uerj. "A capacidade de ser generoso faz com que o indivíduo disponibilize ao outro seus sentimentos internos positivos. Desta forma, cria e fortalece os vínculos pessoais afetivos, o que aumenta o desejo de viver", ressalta.

Segundo Susan, idosos que desempenham atividades voluntárias são mais alegres, têm mais disposição e melhor qualidade de vida. "A troca é muito positiva. O indivíduo ligado a uma instituição, por exemplo, sabe o quanto é útil e isso é benéfico", aponta.

Ter projetos e planos para o futuro também oferecem a motivação para a vida. "Indivíduos com um bom intelecto e uma boa condição física tendem a viver mais. Por outro lado, aqueles com problemas corporais e depressivos possuem uma maior tendência à morte", afirma João Toniolo.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, traduz a questão em números. Depois de observar o comportamento e a saúde de 423 idosos ao longo de 15 anos, os cientistas concluiram que pessoas empenhadas em ajudar o próximo reduzem em 60% o risco de morte.

A pesquisa americana mostrou, também, que o egocentrismo teria o efeito contrário, ou seja, pessoas muito centradas em si mesmas, seriam duas vezes mais propensas a morrer mais cedo. "Esses resultados sugerem que não é o que conseguimos das relações que nos trazem benefícios, mas sim o que nós oferecemos ao outro", concluiu a psicóloga Stephanie Brow, coordenadora do trabalho.

Fonte: Faculdade dos Guararapes
[Imagem: Keith Mallet, "Caress"]

Posted by Lilia at 03:46 PM|Comments (0)
 
  O QUE É COMPAIXÃO?

compaixao-mandala-take-heart.jpg Muita gente, talvez a maioria das pessoas, confunde compaixão com pena. Mas uma coisa não tem nada a ver com outra.
Sentir pena de algum ser ou do que quer que seja, significa que estamos nos sentindo numa condição superior à daquele ser, no sentido de que nos encontramos em uma situação melhor do que a dele, por não estarmos passando pelo mesmo sofrimento que ele vive naquele momento. E nesse caso, geralmente nos permitimos algum tipo de julgamento quanto a esse ser, ou mesmo quanto à situação que originou esse sofrimento.

Ter compaixão, no entanto, significa colocar-se incondicionalmente ao lado do outro, sem qualquer tipo de julgamento quanto à situação que ele está vivenciando, sem nenhum outro sentimento que não seja o de propiciar alívio à situação na qual aquele ser se encontra.

Compassividade é portanto um abrir incondicional do próprio coração, uma doação incondicional da própria energia, para que o outro ser consiga superar suas dificuldades, DESDE QUE ELE ACEITE RECEBER ESSA ENERGIA.

E é nessa linha que vamos apresentar algumas reflexões.

Na nossa atribulada vida diária, é comum nos defrontarmos com inúmeras situações infelizes, que até chegam a nos comover, e muitas vezes, chegar às lágrimas. Ficamos tão condoídos, tão amargurados, tão contritos com o que vemos, e nos aborrecemos tanto, ao ponto de ter o nosso dia comprometido.

No entanto, não fazemos absolutamente nada com relação ao fato que originou nossa reação. - ISSO É SENTIR PENA !
Julgamos, avaliamos, nos revoltamos, nos posicionamos, etc., e cruzamos os braços, e voltamos às nossas tarefas diárias, aos nossos compromissos, à nossa família, aos nossos afazeres, como se a vida pudesse continuar normalmente, apesar daquilo.

COMPAIXÃO NÃO É ISSO !
A compaixão exige de nós uma atitude, uma ação. Exige que nos coloquemos na situação em questão, e que nos ofertemos, ou a algo de nós mesmos, para que essa situação se resolva. Exige que estejamos presentes, que sejamos atuantes, que nos posicionemos.

Exige enfim a nossa DISPONIBILIDADE PARA OFERTAR ALGO DE NÓS MESMOS PARA QUE A SITUAÇÃO EM QUESTÃO SE RESOLVA, E QUE AQUELE SER NELA ENVOLVIDO POSSA FINALMENTE SAIR DAQUELE PROBLEMA.
SERÁ QUE ALGUMA VEZ PARAMOS PARA AVALIAR AS COISAS DESSA MANEIRA?

Talvez não, porque isso provavelmente nos incomodará terrivelmente. Por que? Porque exigirá que saiamos do nosso comodismo, da nossa indiferença, do nosso descompromisso, da nossa " piedade descomprometida ", que não leva a nada, a não ser ao fortalecimento do nosso ego, porque então pensamos: Como somos bons ! Sentimos pena ! Somos capazes de nos comover ante o sofrimento do outro ! O mundo não precisa das nossas lágrimas. Ele já as tem demais ! Mas há ainda um outro aspecto relativo à compaixão: é a comunhão com o sofrimento do outro.

É o estabelecer uma sintonia energética, que nos torne capazes de realmente dividir com o outro suas dores, não no sentido de entrarmos nós naquela energia de sofrimento, mas de criar um cordão energético que puxe o outro para fora de sua dor.

É exatamente por isso que a compaixão exige de nós uma ação. Porque procurando sentir o sofrimento do outro, a ação para procurar resolver a situação acaba surgindo naturalmente. Aqui é importante ressaltar a atitude daquele para o qual ofertamos o auxílio, que deverá ser a sua atitude pessoal de busca. A pessoa precisa querer ser ajudada, precisa querer reagir, caminhar.

Precisa estar disposta a abrir-se também, para receber a energia do outro. Essa abertura é fundamental. Sem ela, nenhuma ação efetiva é possível, ou melhor, essa ação até pode ocorrer no âmbito externo, mas jamais atingirá o ser interior, que é exatamente aquele que pode LEVANTAR-SE E CAMINHAR!

fonte: psicologia gnóstica (não tem autor)

[Imagem: Mandala, Take the heart - all posters]

Posted by Lilia at 10:28 AM|Comments (1)